Ouvi o que sussurraste com a calma de estandarte!!! Agora grito a plenos pulmões o que queres ouvir, mas aviso-te desde já, desde este momento onde me perco de uma forma alucinante, que nada, mas mesmo nada mudará o reflexo da nossa sombra naquela lagoa adiante! A razão é simples. Suar por entre os olhos será um destino cozinhado pelo mestre da insolvência… nesse destino caminhar é uma ferramenta, à qual darás um uso quase profético e filosófico. O teu olhar desaparece e o mágico da tua inconsciência surgirá no planalto queimado por madeixas soltas e verdes de inveja, com salpicos de sangue azul para que o vermelho sobressaia na crueldade de mosquitos moribundos. Vazio, como podridão, alimentar como necessidade ou como drama quase que intelectual, é o ser ou não ser, é a questão, imagina tu, preponderante de uma sola gasta e gasta mas que gosta de gostar de ser gasta…vai tu!No silêncio de um vácuo criado por despojos não interessantes, realidades frontais, simplesmente confrontam-se. Não há vencedores nem vencidos, apenas guerreiros, assim denominados mesmo antes de serem criados. Lutas periféricas, gansos e mosquitos, malcriados e bem-criados, em tons reconhecidos quase finos e quase terra, muita terra, fazem parte, a um nível ideológico e fundamentalista, do cenário reluzente e límpido que aparenta ser razão de um qualquer mercado do antigamente. No céu, a terra, na terra, mais terra. Mais abaixo, um pouco mais, imaginem… mais terra… Ainda mais abaixo, apenas muito mais abaixo e para toar, terra. A diferença nota-se quando um pouco e muito mais acima temos o que uma parte dianteira calca e calca e calca… mais terra.
Os guerreiros, habituados a tais cenários carregam os dentes manchados de desigualdades e solas podres provenientes de registos mostrados numa folha de estatística a um pseudo-vertical de etiqueta supostamente cara para o objectivo final. Quando numa poça se deparam, guardam seus dentes no bolso, fecham as mil e nove bocas e dizem uma palavra cabulada na podridão da sola. Os mosquitos moribundos conhecem-na de cor, aliás, criaram-na… Deles foi roubada, deles foi tirada como quando um sonha rouba a cor. O objectivo final, esse, é provavelmente, o pesadelo. Mas porque assim se chama. Aqui, neste momento, neste acontecimento mediático para os sentidos palpáveis acontece… simplesmente acontece a cor. Ela existe, como finalidade, para ele e para eles… para todos. È uma igualdade. Não a zero, mas com zeros, nem cedo nem tarde mas a horas, com minutos, segundos e cenouras amarelas. Com espelhos onde qualquer um existe, de molduras sensuais e risonhas mesmo quando choram por uma lágrima que teima e teima em não percorrer a face rasgada de cima a baixo, a face suja e carregada de terra de um guerreiro esquelético e ensanguentado por um ganso escultor, por um ganso autor do cenário onde o estalar do pensamento merdoso que só contém as ideias, frívolas e simultaneamente ausentes, lembra o nada.
No entanto, até o nada tem amigos… até o nada tem um melhor amigo… o nada, na barriga ou na cabeça, num calcanhar ou num ganso, é a mascara do Sr. Vazio…
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