...O Capitão Vazio Falou...

Numa concepção irregular de ideias, históricos e sujos de pó contínuo passado, o Sr. Vazio esclarece, apenas por principio a qualidade do ar que dá a respirar. Num tal vácuo escuro e sombrio, partículas quase que melodiosas, controlam algo que não irá durar muito tempo. A funcionalidade física não o permite. As solas místicas que continuam a calcar, minimizam a importância de criações que partem dum nada. Crescer para voltar a nascer e nunca ser crescido faz parte de uma linha de código seguida, irremediavelmente, por militantes altruístas que não esquecem origens e não têm pudor mental para se relacionarem com o que escrito está, com o que é uma imposição. Caso não sigam como assim são obrigados, obrigados são a tornarem-se ramos visíveis e gerais de estatísticas alteradas e batoteiras, só para que uns sejam, segundo esses pseudo-verticais, supostamente, melhores, superiores ou ainda mesmo algo mais, nome esse, que não surge.
Mandamentos, portanto, rasurados de tábuas amarelas, de musgo alucinante, pertencente à escravidão dos dedos e dos pulsos, firmes, leigos, humildes, renascem de ditaduras com maiorias menores, de fiascos inabaláveis para as montanhas ensanguentadas de um cenário onde novamente a terra, crua e esburacada, é rainha e senhora. De muito lhe vale… pouco lhe vale… nada lhe vale… o Sr. Vazio não sabe se gosta, no entanto, respira o próprio ar que avalia, é a avaliação do ar, nunca ambiental mas também porque razão o seria?
Reatar o conhecimento adquirido pelos bens materiais a que te sujeitaram, desloca cenouras e palitos triangulares, quase uniformes, em uniformes sujos, poeirentos e antigos para o próprio antigo. Na colecção de leques pontuais, adquiridos na imensidão de pontos fulcrais passados, destaca-se o onírico e plano tema do não ser, do não ter, do ter o que não se quer. Se quatro rodas é mais, muito mais que uma só, és, foste, pé descalço… se, no entanto, quatro rodas é menor que um grande tecto, és, foste, pé descalço. No enquadramento dos dois sentidos, calcaste a merda classificada por não. Mas se o sim for irreal, pensado e mesmo sonhado o capitão Vazio lembra a tudo uma e só uma coisa de gritos profundos como a sombra dos palitos:

“Vós, Nós…
Bois, carroças de um…dois não!
Lembrai-vos da terra que se transforma em terra.
Cenários triangulares de peças assim iguais!
Comei e bebei! Cenouras e sumo de cenoura!
Escravos, concluam… escravos, o nada espreita.
Ataquemos pois!
Aos vossos postos! Por Vós, Nós, pelos bois em carroças!
Defendam-se do tudo! ”

O capitão Vazio falou...!

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