Vendedor de Palavras(ões).

Enganem-se os periféricos olhares das montras que patrulham os nossos campos de visão… esguios de pestanas mal formadas, controlam o público, jogadores de ténis e bolas no sitio que protagonizam ideias de filmes fictícios, são realizadores, mais pseudo qualquer coisa, que diplomas mostram para uma altura terem, apenas que seja um milímetro… Matemática que te fodas!!! Milímetro… se mais um, és grandioso, se menos um, grandiosos podres são ou serão.
No rematar de um lado para o outro, o tempo pára, tudo fica no mesmo lugar e a cor, essa cor, acastanha-se por comodidade. Comodidade torna-se lei e é imposta como regra fundamental e inquestionável. Lei transforma-se em arrepio que destrói a coluna mental do vazio, do borrego e do flamingo. O arrepio por sua vez, lembra a sugestão de biliões, triliões de guerreiros a mando do Sr. Vazio, que não perde um único momento. Não é omnipresente, não é um Deus…
Na mala, comprada por vinte e dois cêntimos, o desfigurar de mudos chatos e surdos lentos perdem-se no encontro de lenços, caixinhas mágicas, pensos, dinheiro difícil e mais e mais pestanas. “Pede um desejo” – gritam energicamente enquanto engolem cuspo arrepiado numa cozinha de cama estrelar e de arrastos prolongados por questões de cachecóis amarelados. Confrontam-se os dentes. O amarelo é a moda. A moda é o amarelo. A música está nos olhos, o click do isqueiro faz com que te venhas sem qualquer propósito ontológico ou mesmo fundamentalista. No fundo e uma vez mais na tona, a sucessão de coisas torna o Sr. Vazio questionável perante o que vocês lêem e vêem e quando assim é, perante palavras que hoje são repudiadas por sociedades, não sociedade, ele grita a plenos testículos hormonais: “Fodei-vos… por favor.” Por favor, pois a educação é o principio de toda uma sucessão putrefacta ou mesmo pura. A tinta é que mente…(!!!)

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