Punhos arrogantes. Cicatrizes viciadas. Rostos caídos. Cabelos feios. Reluzir a idade do gelo, para um pressuposto altamente viciado na história do voltar ou não voltar, torna-se na sua maior aventura. Ultrapassa mesmo aquela em que tropeça na calçada embebida de carcaças que outrora sorriram, amarelaram a esquizofrénica questão do querer ser.Corpo esquelético. Saco de ossos, ousaram chamar-lhe. Decadente amassado e pressionado pelas cenouras azuis. De pijama… Com carneirinhos embutidos e não sei quantos mais “inhos” vadios, lá perdidos naquele tecido de guerra e de paz, de amor e ódio, de claros e escuros… De soluções contraditórias e requintadas para os esfomeados dos anagramas abutres.
Solvido o odor do alcance, perdura no tempo a coragem desleal que assumiu contornos históricos, envolvida na traição capital. E que traição! Transportado por pernas extensas e de longo pudor, responsável e maduro, treme enquanto caminha segurando a alternativa de mais um cenário acastanhado. Cada dedo, cada unha, cada pensamento, imaginado, dissolve-se na lama que criou para mais tarde reluzir no comprimento da sua viagem. Atormentado por passados e presentes, busca não o futuro, mas sim, uma possibilidade. A possibilidade de ter um. Acostuma-se nas fileiras, com impressos macabros, preenchidos com protocolos ao mais alto nível(!?), bocejando a morcegos madrugadores, com palito no bolso e mascando uma qualquer frase feita. Descasca uma cenoura sem cor, espalha e destila lágrimas açucaradas, preenche-as de músicas e melodias seculares, renova uma vida inteira, vende palavrões, troca insultos risonhos e exploráveis, conversa com a morte, faz chantagem com a própria vida e com a vida de quem ao seu lado está e… espera. Um vezes zero é igual a zero.
Está frio. O gelo não derrete, é o pressuposto da sua espera. Momento em que é traído! “De momento não nos é possível satisfazer o seu pedido. Tente mais tarde. Obrigado.” Pede… pede que não seja um pedido, esclarece a deuses e deusas que nunca ouviu falar, escarnece de seus ouvidos e decide mais cedo lá voltar, para que tarde seja. E agradece. Pressuposto de infância (Infantilidade).
help me.
ResponderEliminar