Galhetar: a não-história de um passo inchado.

A desconsolação como critério de vida… não…não é a história do gato sapato nem tão pouco da varinha mágica com nariz de palhaço. Provavelmente nem uma história é… provavelmente (porra com as probabilidades) nem um segundo a mais poderá existir… a menos, muito menos…
Tacla, tecla, ticla por entre bonecos entroncados de rasuras economicamente moribundas, em cenários risonhos, por vezes, perdidos no lixo entre dedos, perdidos na imensidão da melodia do piano manco, que mal vê, mal ouve, mas que se separa no corrimão do conhecimento de causa esplêndida… é assim um factor desta entidade… Os outros factores de cores garridas, lutam entre si para se sobressaírem, querem-se mostrar independentemente da chuva castanha que se ri no horizonte de um verão quente, de um Agosto num ano ponto, num dia ponto.
E assim começou… foi o “era uma vez” desta marginalidade tornada mais que realidade, de dente em dente, de anestesia em anestesia, de cabelos húmidos no vento de cenouras…humm…cor de rosa com pintas azuis, no roçar de sorrisos escondidos pois “auto-mostrar-se” delinearia uma futura acção não ainda pronta, o que por sua vez resultaria num pecado escrito e descrito nos evangelhos das naturezas, dos “tem que ser assim”.
Em aspas e raspas, canetas e lápis, em dias ou em minutos, a conclusão navega, passeia-se, vaidosa e confiante, de óculos no bolso e carteira na mão, de sobretudo roto e desfigurado planeando um caminho que tritura passos de coragem e passos esqueléticos. De correntes em punho, mastiga a tosse que aparece aquando de uma gota maravilhosamente torneada, que bate e volta a bater nas jangadas de papel de chá preto, escolhendo um vazio inóspito, virgem de qualquer mosquito ou cagada humana que está patente no oceano tecnológico a que tudo se propôs. Oceano este que deixará de existir quando a sua memória de elefante em pulga se tornar, quando o preto lhe vestir e quando…não, isso não escrevo. Seria como plantar meias e crescer orelhas… Seria como cortar um dedo e sangrar na imaginação…
Cravo-lhe as unhas e mais um boneco surge, espalhando aroma de cenoura azul, mas desta vez com pintas rosa. Castanhos vibram enquanto a chávena de um café esquecido por linhas de pensamento completamente diferentes das iniciais…mas tão iguais! O toque, o vibrar, causa arrependimentos magistrais nas bocas de um tumulo escrupulosamente bronzeado por um calor e brilho de novas e sensoriais pernas de lagos e lagares alcoolizados por mestres pictóricos vindos lá do longe, lá dos olhos que teimavam em ser vistos… quer no passado quer em qualquer outro tempo.
Esquisito no esquisito, mas com uma bola vermelha e uma batata esquizofrénica planeou a construção de um calculismo linear à separação da cauda do piano manco. É a relação que improvisa retirando uns óculos mágicos de virtualidade casual para uma mordida alta em golas baixas…

Sem comentários:

Enviar um comentário