Mais um liame corrompido, por menos migalhas é certo, mas juntamos às outras, famintas, isoladas mas libertas. Liame com liame, num só nó, será liame.
A repetição desdobra-se até o humano numa das voltas, não conseguir executar o roçar, a não ser apenas com o jornal. Já sonhada e executada a palavra que nasceu do primeiro roçar, cento e cinquenta metros são percorridos. A humilhação é agora de um conjunto de liames que entretanto deixaram sua sombra bem estacionada e disfarçada no caminho que percorriam todos os dias juntamente com o humano. Os liames das migalhas, esses, foram sugados, acrescentados sob o pretexto da união ao liame humilhado e entristecido. Esse acrescento, causou um impacto tal, que a sua sombra originou um outro liame, que dias mais tarde, por influência maravilhosa e bem falante da mesa (farta de ser roçada) se revoltou e decidiu criar um exército de liames. Combater humilhações mesmo que oriundas de outras que tais seria um de seus destinos.
Um exército que se multiplica com tal facilidade aparente, como qualquer outro, mesmo pelo contrário, precisa de um líder. Necessita de um líder que os apresse e que os acalme, diga sim e que
diga não, real ou imaginário, vida ou morte! Ou de um líder que num piscar de olhos ou num estalar de unhas sujas e pintadas os faça entender que ambas as partes podem existir, que ambas não são contradições!
Na procura desse líder, e enquanto os guerreiros se multiplicavam, o humano continuava nas suas imaturas criações, calcando galopes bronzeados de movimentos altruístas e meramente comedores de papel venenoso. Sonhava, alucinava na literatura que ele próprio escrevia ou até mesmo naquela que encontrava debaixo de sua almofada predilecta manchada por suor de um cavalo de balanço chamado Dada. Na estação dos sonhos, onde fios já dominavam e controlavam as partidas e chegadas, automaticamente, o humano desejando explorar as suas capacidades, provocava curto-circuitos em si próprio em nome da criação… carregava no botão errado, deixava-se dominar pela tinta da caneta de ponta fina enquanto escrevia seu testamento, visualizava o que muitos não queriam… enfim… o humano Miró, seu primo afastado, passava fome… no entanto roçava mesas com uma dúzia de pão…
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