Em dividendos outrora esquecidos, baseia-se a caverna esquecida do memorando. Memorando este, que ao longo dos tempos, foi consecutivamente maltratado por objectos que se auto intitulam de alguma coisa que qualquer ser consciente não sabe. Consciente ou. Mandamentos alucinantes para a sociedade dos saltos altos e bicos de pés que regozijam perante o ganha-pão de um qualquer inconformado. E não sejamos brandos! Qualquer, é a palavra-chave de toda a sucessão contemporânea existente na corda bamba de trânsito caótico que governa Qualquer (cá está ela outra vez) superfície áspera. Textura valorizada pela exclamação de um presidente irreal, aclamado por seus pares, que lá de cima, ditam o poderio susceptível de ser bem entendido.
São as contas de processos eliminados que forram as paredes da caverna, e não papéis de parede ou mesmo obras de arte de Qualquer século. Acumulam-se, resguardam-se na pilotagem incerta de suas mãos frias e suadas, não de trabalho, mas de dúvidas e incertezas calculadas… como são falsos esses dedos! Apetrechos de linguagens duras e cruéis, sem misericórdia para seja quem for. Mesmo os compadres… mesmo os compadres sofrem para que seu nariz cheire exactamente o mesmo. A merda é a mesma mas os narizes distinguem-se visivelmente do salutar terrífico ao bater no chão sujo marcado por pegadas, sempre do mesmo número.
Caverna essa, que sem candelabro, ilumina a entrada formando uma mensagem de boas vindas e ainda uma outra que tenta a todo o custo, expulsar insignificâncias e bolsos longos. É o contraste, só sentido para quem conhece o dia e a noite. A rivalizar enquanto se sobe escadas, os apetrechos riem e sorriem enquanto por cordas são puxados, de diamantes em punho, como se fossem os únicos a tê-los… como se fossem os únicos a poder tê-los… cobertos de pó, de cinzas macabras, construídos ou descobertos por pés feridos, navegam em consequência do esbanjar de vaidade falsa e desnecessária.
E tudo isto é Qualquer coisa… Esperem até conhecerem o mal…
Em quatro cigarros se apoia a noite do afamado e surreal autor da mais extraordinária caminhada, pelo deserto de ideias e pelo branco de qualquer provável tábua de salvação. Em três… com picos de pintas pingadas salienta-se a imensidão, mistura-se com a vontade imensa mas preguiçosa e embora toda esta contrariedade pareça impossível, nasce um sabor intenso, único, demasiado único para ser repetido. Conhecê-lo é a obra de arte existente e talvez a forma mais linear de definir os contornos de uma caverna. Em liames presos, exclusivos, esconde-se a cor repetida de um caso entre o alto e o baixo.
Mas é tudo o que se saberá. Marcados nesses contornos ficarão para uma vida, nem mais um dia, para que o progresso de uma avassaladora descoberta continue. Chama-se de propaganda. Nua e crua. Com todos os pontos nos “is”. Os enganos não entram nesta caverna, apenas a cobre. São as telhas indestrutíveis e bem artilhadas que protegem a sensação, ou provável sensação, de quebra, de ruptura futura, que seria, e não, não é engano, o contentamento de muitos. O Qualquer não se aplica. Estranho, não? Não… trata-se de uma superfície completamente lisa, plana e sem verrugas ou defeitos. Como os enganos facilitam uma paisagem, procurada pelos navegantes de uma cultura apregoada desde a infância! Em dois… o Sol quer nascer. Mas que superfície vai ele iluminar!?
À prova de água é o interior destes misteriosos cálculos, ferrado por mosquitos moribundos, de isqueiro no bolso e fósforos em punho. Nasce no intervalo da vela questionada por arrufos seculares, em pontos de correio mal elaborados com sede de pudor, cresce na ideia trespassada por momentos insolúveis e morrem… debaixo da mesma água que tenta expelir a todo o custo. Nesta maratona, pausada pelo café infeccioso originado por uma bola estranha sedutora, gasta as solas sem arrependimento, fornece calor também sem arrependimento e gela numa causa que gela qualquer partícula solta pelos malabarismos verbais a que acostumado foi. Reage a ideais estruturados, chama filho e mãe, cospe no chão que carrega e introduz o porta-moedas na lixa do barco de recreio.
Entre o que chama de tarefas, engole a misericórdia para com seus pares desconhecidos, revolta-se com as lamentações que ainda não tem e acciona um alarme com pele de cordeiro na ponta de seu dedo. Inclina-se, despenha-se na concentração exigida e numa espécie de transe psicótica, aponta magnânimo, corrigindo o sorriso…
Numa dessas alturas, o apito solene do alcançar relembra o reflectir das inúmeras saudades desgastadas pela correcção do limpa-vidros, mas nem assim desiste ou mesmo se indigna: apontado está, seleccionado fica, para que em breves olhares, mesmo que cegos, sejam vistos consecutivamente pelas passagens exíguas construídas há milhares e milhares de…segundos.
Segundo será este cálculo. Seu objectivo também nunca foi ser primeiro… mas será que o desejava? O recibo da mercearia diz que sim.
Começa o Duelo do Apontar. Ao meio dia medirão forças… terceiros depois se descobrirá quem melhor aponta. Mas tudo isto é um caso aparte. É um outro cálculo. É o primeiro…não há razão para verbalizar forros ferrados!
Caverna essa, que sem candelabro, ilumina a entrada formando uma mensagem de boas vindas e ainda uma outra que tenta a todo o custo, expulsar insignificâncias e bolsos longos. É o contraste, só sentido para quem conhece o dia e a noite. A rivalizar enquanto se sobe escadas, os apetrechos riem e sorriem enquanto por cordas são puxados, de diamantes em punho, como se fossem os únicos a tê-los… como se fossem os únicos a poder tê-los… cobertos de pó, de cinzas macabras, construídos ou descobertos por pés feridos, navegam em consequência do esbanjar de vaidade falsa e desnecessária.
E tudo isto é Qualquer coisa… Esperem até conhecerem o mal…
Em quatro cigarros se apoia a noite do afamado e surreal autor da mais extraordinária caminhada, pelo deserto de ideias e pelo branco de qualquer provável tábua de salvação. Em três… com picos de pintas pingadas salienta-se a imensidão, mistura-se com a vontade imensa mas preguiçosa e embora toda esta contrariedade pareça impossível, nasce um sabor intenso, único, demasiado único para ser repetido. Conhecê-lo é a obra de arte existente e talvez a forma mais linear de definir os contornos de uma caverna. Em liames presos, exclusivos, esconde-se a cor repetida de um caso entre o alto e o baixo.
Mas é tudo o que se saberá. Marcados nesses contornos ficarão para uma vida, nem mais um dia, para que o progresso de uma avassaladora descoberta continue. Chama-se de propaganda. Nua e crua. Com todos os pontos nos “is”. Os enganos não entram nesta caverna, apenas a cobre. São as telhas indestrutíveis e bem artilhadas que protegem a sensação, ou provável sensação, de quebra, de ruptura futura, que seria, e não, não é engano, o contentamento de muitos. O Qualquer não se aplica. Estranho, não? Não… trata-se de uma superfície completamente lisa, plana e sem verrugas ou defeitos. Como os enganos facilitam uma paisagem, procurada pelos navegantes de uma cultura apregoada desde a infância! Em dois… o Sol quer nascer. Mas que superfície vai ele iluminar!?
À prova de água é o interior destes misteriosos cálculos, ferrado por mosquitos moribundos, de isqueiro no bolso e fósforos em punho. Nasce no intervalo da vela questionada por arrufos seculares, em pontos de correio mal elaborados com sede de pudor, cresce na ideia trespassada por momentos insolúveis e morrem… debaixo da mesma água que tenta expelir a todo o custo. Nesta maratona, pausada pelo café infeccioso originado por uma bola estranha sedutora, gasta as solas sem arrependimento, fornece calor também sem arrependimento e gela numa causa que gela qualquer partícula solta pelos malabarismos verbais a que acostumado foi. Reage a ideais estruturados, chama filho e mãe, cospe no chão que carrega e introduz o porta-moedas na lixa do barco de recreio.
Entre o que chama de tarefas, engole a misericórdia para com seus pares desconhecidos, revolta-se com as lamentações que ainda não tem e acciona um alarme com pele de cordeiro na ponta de seu dedo. Inclina-se, despenha-se na concentração exigida e numa espécie de transe psicótica, aponta magnânimo, corrigindo o sorriso…
Numa dessas alturas, o apito solene do alcançar relembra o reflectir das inúmeras saudades desgastadas pela correcção do limpa-vidros, mas nem assim desiste ou mesmo se indigna: apontado está, seleccionado fica, para que em breves olhares, mesmo que cegos, sejam vistos consecutivamente pelas passagens exíguas construídas há milhares e milhares de…segundos.
Segundo será este cálculo. Seu objectivo também nunca foi ser primeiro… mas será que o desejava? O recibo da mercearia diz que sim.
Começa o Duelo do Apontar. Ao meio dia medirão forças… terceiros depois se descobrirá quem melhor aponta. Mas tudo isto é um caso aparte. É um outro cálculo. É o primeiro…não há razão para verbalizar forros ferrados!
O nosso Mundo é uma quase prisão. Estamos presos na escuridão, em sombras. Mas além das sombras, existe um mundo de verdades luminosas. Que nos permitem libertarmo-nos das correntes que nos prendem à escuridão. A princípio, a luz directa dói. Mas é possível a adaptação. E desejável, no meu entender. Apesar de ser inevitável que nos agarremos às sombras, de quando em vez. O hábito que faz de nós monges.
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