Mudei o nome para Risco. Concentrei a culpa na tua insatisfação. Respirei o lógico da tua existência e sobrevivi na imaginação perdida de duas asas provenientes de uma partida já há muito calculada. Matadouros de felicidades exprimi ao infinito e nada resultou para que também tu mudasses o teu nome.
Insignificante toda a destreza e vontade que impingi a teu favor. Insignificante o som reproduzido na tendência de teu riso que gozo ampliava nos meus olhos. Magia procurava para alcançar a resistência das palavras dirigidas, cobertas de bolor, de chocolate rasurado e de Invernos cavernosos onde os esqueletos de vaidades dançavam com a luz de sobressalto. Era o explendor de música ainda por realizar assente numa pauta ténue e abrupta. Mas nem magia nem a pura da realidade, diz-se que necessária.
O porta recados absorve toda a mentalidade de um coração à venda, que nada obstrui, que nada assusta, nem mesmo o suspiro que se suspira no relaxamento de um esquecer comparado à moeda de troca que tropeça na saca rompida pela unha estrelar que se pinta com pincel de mármore. No recanto, o porta recados destrói, desfaz, faz com que desapareçam as gavetas do idiota e do génio. É num meio, numa época de loucura e solidão, com pergaminhos de fome mental, que surge a malvadez aliada à necessidade de uma dor exacta e pontual, pontuada ao ponto de pontificar maldições condizentes com o azul do inferno branco que dura e dura, sem parar de durar. È duro durar. A estrela da paciência esgotou-se ainda antes da meia-noite. O reflexo pacífico do silêncio que se espera, atrai figuras incontrolavelmente redondas aos olhos da incógnita vivência de uma qualquer construção.
Sem tectos, telhas ou estuque de sobretudos azuis, sem pijamas ou ancinhos, sem meias rasgadas ou portas mal fechadas, o piano destrói a tecla fraca, a mais fraca. A selva da melodia traduz-se no instante em que o desejo atrai mosquitos de gravata em punho, nobres de pseudo-moralismo e peganhentos como cobras ainda por acordar. Sem pés, alcatifas ou tapetes, sem malas ou enfeites, sem tecidos oportunos para cobertas ideais, sem sacos rotos ou canetas amareladas, o piano constrói a tecla forte, a mais forte. A selva da melodia traduz-se, também, no instante em que a pena da escrita voadora entra em cena. E que cena.
A balança está pronta. Desde que o tempo é tempo e o espaço é espaço. Lado a lado. Passo a passo. Seguros pela rede que zela pela igualdade, esses instantes encontram sinal vermelho. Em momentos, para não lhe chamarmos instante, uma vez mais, o sinal transforma-se em verde enquanto se cospe a justiça e, num acaso (!?) de magia, lá está, a hipocrisia sem rede é a tona do desenvolvimento social, é a cena.
bello, muy bello...
ResponderEliminaratte. Anónima no.1 :)
De facto, muito mais que isso!
ResponderEliminarParabéns pela exposição.