Tirania do Tempo (o repouso arregaçado)

O som irreflectido da matéria dada provém de uma catástrofe sem par. Sonoriza a sensatez e alivia a pressão beijada num canto encostado e também sem par. Sozinho não significa podridão ou tristeza mas antes um cálculo de pré-aviso e solicitação esguia. Pensemos portanto na tirania colossal. Chamar-se-á tempo?
A garrafa cheia ri-se. Não da garrafa vazia mas sim das letras que se juntam para formarem a quotidiana lengalenga da virtude verbal. Quem não o faz não existe. A mochila rota rompe-se ainda mais, no entanto, ainda assim, carrega, sem queixas ou atritos despropositados, mais e mais. A garrafa vazia lê. Nada mais. Não, nunca se enche. Nunca se preenche. Regalias dela, apenas para ela (contraste absurdo com o guarda-gotas pistoleiro).
Definindo cláusulas e arregaçando independências, costa a costa, o dedo negro aponta para o intervalo entre as garrafas. Ali não se encontra a virtude, ali não se encontra um problema ou solução, nem tão pouco um pouco de pouco. Ali, encontra-se o repouso do tempo.

Sem comentários:

Enviar um comentário