Caminho feito, idealizado antes, vistoriado após, seja o que for, a perna esquerda planeia a perna direita. Esta, melindra as notas soltas da hierarquia patente e em voga na garganta alheia e desconhecida. Não existe fruto mais maduro que um conceito experimentado. Não existe um, sem dois.
O mesmo joelho, as mesmas veias e a mesma pele, a mesma carne, a mesma água e o mesmo sangue. O mesmo plano, o mesmo sabor e o mesmo fim, este arrotado pelo sim. O sim que exagera o sentido da imaginação passada, cravada num outro plano, numa outra época. Mas com o mesmo resultado prático. Dois braços existem.
A agulha temporal lambe-se de satisfação, calibra o termómetro da tempestade e alterna sacrificios humanos em nome de um plano ainda sem verso. Constrói paredes de papel e sacos de madeira, ri-se do astuto negro que vigia ao longe e ainda cose baínhas de sabedoria enquanto lê o jornal...sem verso. Café, para que te quero!?
As pegadas esquerdas são as impressões relaxadas de um mosquito com perna. As mesmas são futuros alicerces. E são ainda, abrigos aos que não acreditam. O telhado que os cobre, trouxeram-nos eles, infiéis do Plano da Perna Esquerda.
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