
Ombro em ombro, o choque afeiçoa a latitude do poder. O confronto entre mentalidades viaja em primeira mão, de soluços cronometrados, de pernas engavetadas e de horas solúveis em água quente. Arrefecimentos temporais são esquiços
fotográficos, que anseiam a visão do crescer para um mar tardio em se mostrar. Na conjugação irreflectida mas rotinada, e ainda em primeira mão, um calor de botas metálicas e cordões de alumínio puro abraça a ironia do podre mental. Agarra-o, sacode-o e ilumina a sarjeta das argolas mais que perfeitas, aquelas que catalogam a sabedoria sem saber. Esta acção é o inicio de uma promessa que cai nos travões do caminhar salgado por entre doces destinos.
A chuva rompe o cinto, o vento abana bandeiras de ódio e indiferença e a terra treme... como só quando treme. Há sempre um segredo, louco e astuto, desgarrado e sombrio, que trepa em imaginações fartas e sumarentas. Lá, situa-se no lugar mais quente porque calor com calor dará calor. É o calor do calor que causa mais calor ainda mas só porque a soma dos calores foi realizada. O protagonista é ele. Mas só quando vem e
m paz. Sem essa paz é o figurante da rua assassinada. A espera fomenta. Vem.

Exquisito.
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