Nas linhas que definem o Plano, vestidas a rigor com trajes de vidro futuro, batalhas são travadas com o intuito de progredir rapidamente. A mesma rapidez, trunfo de destino é também regra. Mas quem no seu perfeito juízo obedece a uma regra quando esta é peça de uma batalha? Mais importante ainda, quem a aplicará correctamente, sem fugas ou implementos de fugas? O respiro? O Tal? O café?
Banalizam-se os valores, distrai-se a corrente e desligam-se etapas de conquista. Não há general e só soldado se apresenta. Aprumado, de cabelo em triste maré e de ódio em veia apertada. Nos seus batimentos cardíacos sacode-se a calma que estorva a intervenção que o espera e rega-se com solidez ofensiva. Mas as batalhas continuam. Outra coisa não seria de esperar. A perna esquerda deseja tornar-se na perna direita, é o aproveitamento escaldado, é o momento inspirador mas é também o momento que se pode tornar igual a um qualquer outro, com longa barba e bigode e com sabedoria suficiente para encarnar a rigidez da condução do Plano. Outrora, suculento e promissor, mas o contemporâneo odor social infesta as regalias futuras, que, entrelinhas, estariam a ser estipuladas.
No entendimento e no absorver desse odor, repousa potencialmente a linha única em que o Plano se transformará. Com remela e evidentes torturas físicas, com dores e prazeres escondidos, soltará o grito que em murmúrio ainda se apresenta, e na discrepância das (in) decisões populares fará a fortuna do alcançado. As mesas não mais serão quadradas. Os olhares serão rectos e a mudança vertical.
No resto do resto, resta sem réstia… a aplicação. A crosta da mesma irá cobrir a sedução mas só após cativar em pleno toda a solução a que se prestou. A inspiração, com a sombra dos Murmúrios em carne fresca, torna-se agora na verdade fatal que, com lanças de rodopios entre guerreiros seduzidos, destrói as fechaduras do futuro e escreve o presente.
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