As cascas de uma face presente rodeavam-se de estranhos sons apelativos àqueles que adormeciam na outrora conquista do palavreado comum. A tensão, por vezes mágica, roía a factura da vontade em acreditar e rasgada era, consoante a vogal do volume do sussurro. Desacreditar tamanha força é tarefa árdua para os dedos mancos do Sussurro, bem vestido, bem-falante, de risca ao meio e peito na vertical, aquela verticalidade que só a régua e esquadro da mente por escravizar permite construir e navegar. O engano, ferramenta crente e milenar passeia-se nos escritos do Plano, derivando e alimentando uma nova filosofia de respirar enquanto se observa. Neste momento, o mosquito é mito, o sol é lua e as nuvens são trampolins de modas sem tampa ou esgoto.
Nas águas correntes, invisíveis para o já estabelecido, ciências profundas e sem crenças desfilam na imensidão do azul adormecido, em lençóis amarrotados pela fauna carnívora e em pseudo-camas, pousadas em pseudo-pássaros, de barbatana e olho clínico, com óleo de picantes traumas e ideias de marés solúveis em transtorno milagreiro.
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