Juízo da Pegada em Jejum

E é com sons de alarmes em rotas passadas, com momentos definidos em azuis descalços, que o Plano inicia o fim do seu sorriso vespertino. Abraçando a régua natural de gastas solas, rompe campos e aldeias abafadas, celeiros de cobaltos e cobaltos de óleo arregaçado para no alto, agora, de seu trono empírico, regozijar a linha mestre, perante súbditos desenhados nos alicerces petrificados e boquiabertos com a falha total de seus sussurros e insolências.
Se no contrato existencial, carregado com pegadas fundamentalistas, carregado com brincos de osso falante e de pérolas de unhas mal cortadas, tivessem as pestanas emprestado, suas bocas, das entidades e figuras usadas e muitas vezes abusadas, não iriam criar o odor do espanto nem tão pouco o buraco negro da surpresa azul. E é no azul, trabalhado na cave da agonia e sabedoria, delineado no pátio cercado por mosquitos engravatados e aplicado no chamariz dos ganhos por falhar, que reside a linha da mestria, onde os chinelos únicos e suaves do Plano se guardam, misturando-se incessantemente com o ar gélido mas melodicamente capaz e sobretudo audaz. Como um espião, um encapuçado de risca ao meio com navalha por espada e com a mágica tarefa de em água se mover, reluz em todos os propósitos que assombraram o Plano. A falha é apenas e só, uma falha, resume-se assim a última linha, rasurada em cinza de moribundo e sublinhada a azul de destino profundo.
Neste momento, os pontos reúnem-se em convulsão, definem o número de guerreiros que ainda caminham, seleccionam uma e só uma das pegadas e…tentam… por uma última vez. A escuridão realça a luminosidade desta tentativa que em hora exacta, com ponteiros de lassidão universal, treme, no juízo lançado, com liames de cintura fina e saltos rotos, com papéis dobrados nas costas dos versos e com suor de etapas iniciais hospedadas em alma que não sente. É o respiro sustentado, é o respiro, que com cobalto de coberto, alcança os falhanços incrustados e sem sabor nos pergaminhos do Plano ou até mesmo nas nódoas da gravata do mosquito pseudo-Deus. O Jardim da Insolência denomina-se agora o Jardim Ajuízado onde tudo e todos, transformados em tapete azul e num jejum abominável de ideias, visualizam não o inicio nem o meio nem tão pouco o fim. Visualizam o que sempre esteve traçado, em roupa interior com ponto final ou com magos de reserva para em memórias rasurarem.

Sem comentários:

Enviar um comentário