Escutei a silenciosa e honrosa harmonia das palavras que me dirigiste. Mão com mão, dedo a dedo e pele em comunhão numa reacção responsável pela resposta despida e crua. Escutei a tinta que saltou em azul de torno frio e claustros abraçados, como habitual na relação próxima de gerações perdidas. Naturalmente te silenciei na ruptura estrelar que povoou o teu universo. Negro, sem luz e sem cor, apenas linhas entrelaçadas vindas da palma de tua mão.
Destinos teatrais seria a expressão correcta para o que inseriste em minha calma. Nesse fingimento vibrou o calcanhar de teu mundo.
Na área que cobriste, tua sombra se alimentou de meu respiro, num grotesco almoço de vivacidade alterada e de meias vermelhas. Descalçaste e calçaste, numa repetição que se tornou em nova resposta, e assim consecutivamente.
Palmas para ti, aplaudo-te de pé. Bis!!! Bis!!!
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