"A Devota Consciência de uma Pele Maldita II "

Lá na fonte, no cerne da história enriquecida por línguas em tinta morna, lavaste a lágrima do meu odor. O esfregão de instrumento afiado tornou-se na relatividade de tua inocência na questão de um gesto tratado em liga de malmequer. O esfregão com que saudade lançaste arrepiou-se ma medida de tua palma.
E na imensidão da pele que não quer ser, regozijaste uma vitória nua sob os caracóis da queda tardia de um pôr do sol com lua vestida. Viva estás, quando a lágrima perdura numa lavagem eterna. Viva estarás, como tortura e maldição. Por isso morres, por isso morrerás.

Disseste sim, quando queriam um não e até disseste não quando queriam um sim.
A contradição é a tua rota de destino e o teu ponto de partida. A distância é a tua escova e o que calças é o que vestes. Dessa forma, dispo-me exigindo nova pele. Consciente estás mas só durante a viagem. No fim ou num qualquer fim, por entre abre e fecha de frio constante, por entre gelo ardido ou fogueira distante dirás sim quando um sim alguém quiser...

Será como mastigar uma inconsciente e trágica planície de maravilhas que não existem, será como queimar um cheiro para um outro obter, será como tomar a cevada da triste incerteza.

Mas... mas não me importa... nem a consciência devota ou o cerne da história que não contas, não me importa a vitória que não vestes ou o sim que atiras num qualquer reino. E de consciência arregalada na sedução que limas enquanto percorres a porra da tinta que teima em dispersar na pele maldita, não me importa, não me importa...

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