Entre a lata do açúcar e o álcool que não dançava passeaste descontraída observando os grãos de futura maldade na viagem já planeada. Persistente e curiosa galgaste o terreno doce, construído e desgastado pela sombra da mesma. No esfregão de riscos calculados descansaste e no amarelo que lava loiças pensaste o verde que esperançava a regalia da vida, seu mais alto ponto de expectativa real.
A claridade que penetrava o chão gasto e pegajoso clarificava um objectivo mesmo antes do calor do fogão aquecer o leite derramado. Em nata se tornava, apenas e só para cobrir suavemente as costas que salvariam milhares. No tic tac do relógio aborrecido co-existia a pergunta da sobrevivência e no ponteiro maleável pelo sono humano pregava a resposta em tom raso e incolor. A lata de açúcar casa com a claridade.
A formiga desprende a visão e num calcanhar de apóstolo segue uma tratada e inexperiente hora de destino. Um ruído de alarme é suficiente para milhares se acautelarem enquanto o trabalho definido espera, sem ponto e sem vírgula.
Hoje levei uma formiga para o trabalho, seu nome é Terceiro.
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