Fumaça é o seu presente, e enquanto a expira, desenha fogueiras de escravidão sensual e doseada em pequenas latas de cores amuadas e sem vícios no ar, no seu ar. (Mosquitos moribundos o cercam, quais abutres esfomeados!) Pestaneja por pensamento, respira por favor à vida e assoa a transpiração nos papiros do poder. Perde um a um, enquanto o vinagre de seu estado destrói o calculismo da sua governação. (Mosquitos moribundos o cercam!) O túmulo de suas mágoas foi aberto por escritores fedorentos e seus escrúpulos, sem receio de prejuízos para o utilizado. Novos leitores virão, sem nunca, por completo, conhecer as dádivas do Sr. Vazio.
A cadeira de três pernas em que se apoia, venera-o… de facto, é a sua maior aliada, conselheira e amiga de sempre. Mas nem ela aguenta todo aquele peso. Num reino de cenários castanhos, o incolor quer entrar. O incolor, neste reino, estipulado pelo Sr. Vazio, pode muito bem ser uma outra cor. As cenouras azuis revoltam-se. É preciso ter cuidado. Semear o vazio e não colher seus frutos é arriscado para um qualquer. Semear um vazio e não o ser é arriscado até para um rei. O nada revolta-se.





