Plantações Azuis

O Sr. Vazio, rei do reino dos reinos, paragem de caravanas suadas e sumarentas de ideias dos deuses que não adoram nem tão pouco conhecem, figura triste. Face melancólica, em contraste com o estereotipo criado e cuidado ao longo de séculos. Alonga-se nas memórias de suas conquistas roídas por imaginações que outrora pensara ser o futuro. Repousa na imensidão de um odor celular, de núcleos que apoiam doenças do riso e afins. O seu corpo chama o que em tempos chamava por ele, o seu corpo ri-se descontroladamente de sua mente e vice-versa. Não há regras, não há excepções, não há cenouras azuis, nem sequer um pijama para despir.
Fumaça é o seu presente, e enquanto a expira, desenha fogueiras de escravidão sensual e doseada em pequenas latas de cores amuadas e sem vícios no ar, no seu ar. (Mosquitos moribundos o cercam, quais abutres esfomeados!) Pestaneja por pensamento, respira por favor à vida e assoa a transpiração nos papiros do poder. Perde um a um, enquanto o vinagre de seu estado destrói o calculismo da sua governação. (Mosquitos moribundos o cercam!) O túmulo de suas mágoas foi aberto por escritores fedorentos e seus escrúpulos, sem receio de prejuízos para o utilizado. Novos leitores virão, sem nunca, por completo, conhecer as dádivas do Sr. Vazio.
A cadeira de três pernas em que se apoia, venera-o… de facto, é a sua maior aliada, conselheira e amiga de sempre. Mas nem ela aguenta todo aquele peso. Num reino de cenários castanhos, o incolor quer entrar. O incolor, neste reino, estipulado pelo Sr. Vazio, pode muito bem ser uma outra cor. As cenouras azuis revoltam-se. É preciso ter cuidado. Semear o vazio e não colher seus frutos é arriscado para um qualquer. Semear um vazio e não o ser é arriscado até para um rei. O nada revolta-se.

Infantilidade... Pressuposto número tal que.

Punhos arrogantes. Cicatrizes viciadas. Rostos caídos. Cabelos feios. Reluzir a idade do gelo, para um pressuposto altamente viciado na história do voltar ou não voltar, torna-se na sua maior aventura. Ultrapassa mesmo aquela em que tropeça na calçada embebida de carcaças que outrora sorriram, amarelaram a esquizofrénica questão do querer ser.
Corpo esquelético. Saco de ossos, ousaram chamar-lhe. Decadente amassado e pressionado pelas cenouras azuis. De pijama… Com carneirinhos embutidos e não sei quantos mais “inhos” vadios, lá perdidos naquele tecido de guerra e de paz, de amor e ódio, de claros e escuros… De soluções contraditórias e requintadas para os esfomeados dos anagramas abutres.
Solvido o odor do alcance, perdura no tempo a coragem desleal que assumiu contornos históricos, envolvida na traição capital. E que traição! Transportado por pernas extensas e de longo pudor, responsável e maduro, treme enquanto caminha segurando a alternativa de mais um cenário acastanhado. Cada dedo, cada unha, cada pensamento, imaginado, dissolve-se na lama que criou para mais tarde reluzir no comprimento da sua viagem. Atormentado por passados e presentes, busca não o futuro, mas sim, uma possibilidade. A possibilidade de ter um. Acostuma-se nas fileiras, com impressos macabros, preenchidos com protocolos ao mais alto nível(!?), bocejando a morcegos madrugadores, com palito no bolso e mascando uma qualquer frase feita. Descasca uma cenoura sem cor, espalha e destila lágrimas açucaradas, preenche-as de músicas e melodias seculares, renova uma vida inteira, vende palavrões, troca insultos risonhos e exploráveis, conversa com a morte, faz chantagem com a própria vida e com a vida de quem ao seu lado está e… espera. Um vezes zero é igual a zero.
Está frio. O gelo não derrete, é o pressuposto da sua espera. Momento em que é traído! “De momento não nos é possível satisfazer o seu pedido. Tente mais tarde. Obrigado.” Pede… pede que não seja um pedido, esclarece a deuses e deusas que nunca ouviu falar, escarnece de seus ouvidos e decide mais cedo lá voltar, para que tarde seja. E agradece. Pressuposto de infância (Infantilidade).

Vendedor de Palavras(ões).

Enganem-se os periféricos olhares das montras que patrulham os nossos campos de visão… esguios de pestanas mal formadas, controlam o público, jogadores de ténis e bolas no sitio que protagonizam ideias de filmes fictícios, são realizadores, mais pseudo qualquer coisa, que diplomas mostram para uma altura terem, apenas que seja um milímetro… Matemática que te fodas!!! Milímetro… se mais um, és grandioso, se menos um, grandiosos podres são ou serão.
No rematar de um lado para o outro, o tempo pára, tudo fica no mesmo lugar e a cor, essa cor, acastanha-se por comodidade. Comodidade torna-se lei e é imposta como regra fundamental e inquestionável. Lei transforma-se em arrepio que destrói a coluna mental do vazio, do borrego e do flamingo. O arrepio por sua vez, lembra a sugestão de biliões, triliões de guerreiros a mando do Sr. Vazio, que não perde um único momento. Não é omnipresente, não é um Deus…
Na mala, comprada por vinte e dois cêntimos, o desfigurar de mudos chatos e surdos lentos perdem-se no encontro de lenços, caixinhas mágicas, pensos, dinheiro difícil e mais e mais pestanas. “Pede um desejo” – gritam energicamente enquanto engolem cuspo arrepiado numa cozinha de cama estrelar e de arrastos prolongados por questões de cachecóis amarelados. Confrontam-se os dentes. O amarelo é a moda. A moda é o amarelo. A música está nos olhos, o click do isqueiro faz com que te venhas sem qualquer propósito ontológico ou mesmo fundamentalista. No fundo e uma vez mais na tona, a sucessão de coisas torna o Sr. Vazio questionável perante o que vocês lêem e vêem e quando assim é, perante palavras que hoje são repudiadas por sociedades, não sociedade, ele grita a plenos testículos hormonais: “Fodei-vos… por favor.” Por favor, pois a educação é o principio de toda uma sucessão putrefacta ou mesmo pura. A tinta é que mente…(!!!)

MANIFESTO DO TU


Em trintões de palavras rasuradas nas linhas paralelas ao inógnito, descrevo em pontos essenciais a história que multiplica a arte do castanho.
Ponto primeiro: nunca Tu.
Ponto segundo: se nunca Tu, talvez ele.
Ponto terceiro e último antes do quarto, que desce em ventanias sociais que exploram risos simétricos à hipocrisia salteadora de mentes descobertas por si próprias mas que alienadas profetizam falhas absurdas: se nem Tu nem ele quem mais do que…
Ponto quarto: Eu, de nome Vazio, tratado por Senhor, acastanhado a olho nu, num cavalo de cenoura crua e azul que satisfaz a sede de saborear o simples pavor de répteis corcundas.
Em triliões de palavras, lá estão, mosquitos moribundos, afundados na podridão angélica, cheirando e sentindo o acostumar de valores periféricos a um só motivo, que anteriormente, foi conquistado. Motivo? Já não…Nada, agora é nada. Os meus guerreiros que o digam, melhor, que se mostrem.
No escorpião da terra, a tartaruga consumidora ultrapassa a simples formiga, por respeito, delicadeza e fósforos queimados. O cheiro de um queimado é quase sobrenatural na tentativa inultrapassável de melodias autónomas. Destas razões os palitos cenouras azuis, uma vez mais acastanham-se, por referência ao bico alarmante de um simples lápis. A promessa do agrafar contrariedades, tornam-se em estudos literários que por sua vez, criam, relaxadas e surpreendentes taxas de mortalidade, de baixas corpulentas e chaves esqueléticas.
De novo entram os mosquitos moribundos… queimam, picam e só um seio, mulher ou não mas de preferência, automatizam o redor do cenário. O Sr. Vazio, por sua vez, descontente, muda um estado de espírito para patamares absurdos, impossíveis de alcançar por tretas terrestres mas… acastanhadas. O manifesto da Tinta, é distribuído por ardinas, aspirantes a pegadas luares que sabem eles, ai se sabem, que a inóspita crueldade de uma folha é o relançar de novos desafios.
Num cenário castanho, num equilíbrio angelical, passo a passo, numa velocidade que nem físicas e mundos se acostumam por cobardes nos chamarmos, o seu peluche, inequivocamente, é a sua maior arma…

MANIFESTO DO TU

Em trintões de palavras rasuradas nas linhas paralelas ao incógnito, descrevo em pontos essenciais a história que multiplica a arte do castanho.
Ponto primeiro: nunca Tu.
Ponto segundo: se nunca Tu, talvez ele.
Ponto terceiro e último antes do quarto, que desce em ventanias sociais que exploram risos simétricos à hipocrisia salteadora de mentes descobertas por si próprias mas que alienadas profetizam falhas absurdas: se nem Tu nem ele quem mais do que…
Ponto quarto: Eu, de nome Vazio, tratado por Senhor, acastanhado a olho nu, num cavalo de cenoura crua e azul que satisfaz a sede de saborear o simples pavor de répteis corcundas.
Em triliões de palavras, lá estão, mosquitos moribundos, afundados na podridão angélica, cheirando e sentindo o acostumar de valores periféricos a um só motivo, que anteriormente, foi conquistado. Motivo? Já não…Nada, agora é nada. Os meus guerreiros que o digam, melhor, que se mostrem.

A MENTIRA DA TINTA ( COMO MANIFESTO OU COMO COMO)

Uma torrada amarela pergunta a sequela do correr a um sistema intencional de questões relacionadas com a merda da idealização da entrega solar (como solas), ao nada. A resposta é a mesma. Os guerreiros de bocas, como sabemos, tornaram fácil essa resposta: “…”!!!
Pornograficamente, ler o jornal do dia anterior é o mesmo que o ler agora, mas a questão de ler o jornal de amanhã é o que revemos neste preciso momento. O senhor Vazio é um mestre. Tratemo-lo assim. Ele gosta, ele quer, ele manda. Obediência, lembram-se?
Na pincelada que custa a reparar, o branco, suposto branco, chora de impotência, aquando da transformação de uma volta do “se calhar”. “Sete torradas para a mesa número setenta e três mil.”. A que soa o Inferno? A que sabe o céu? Ambos castanhos, mesmo cenário, mesmas questões, tudo diferente. “Sem manteiga!”, com livros de bolso e fósforos de Macau, de quinas e duques na manga e um ás na testa repleta de mordidas de mosquitos moribundos irreflectidos ,que zombam a colocação de notas, de colcheias num azedume de ambientes controlados outrora pelo nada. Ultimato é uma palavra chave mas só a chave, mesmo que surreal, entrega a portada inteligente de uma cerveja convincente, a um enorme porte de merda chamado Sr. Qualquer Coisa. Sr. Vazio vs Sr. Qualquer Coisa. Não perca. Em exibição num cenário antes criado.
Receber o petróleo longínquo da imensidão solar laranja, fina e redonda é a coroação do querer e do poder ter querido. Diferente mas com a mesma finalidade. A sucessão acontece. Cair numa cratera será o mesmo que cair na podridão gasta de uma cor também gasta, que pensa ela ser amarela quando não passa de castanha. Mudar o cenário? Na universidade da Introdução, aprende-se que a partir daí o mentor da mentira não será quem a utiliza mas sim a ferramenta, talvez a finalidade, para sempre a cor. A maior mentira do mundo não é a falta da verdade, é simplesmente a verdade.

CARTA DO SR. VAZIO AO NADA – ULTIMATO


Exmº. Sr.Nada

Venho por este meio autopsiar vosso terreno, que doura no castanho irreflectido de prepotências além sequiosas. Pestanejo de vertical para com canetas de cor castanha, brilho no horizonte sem horizonte e imagino-me, só a mim, eu próprio. Declaro por meios sujos, de solas corrompidas de odores castanhos e restos putrefactos, que, sem margens para qualquer dúvida, estou de linearmente com risco acastanhado. Daí, por ventura, dizem-me os meus guerreiros sem boca e sem pio, de espada entrelaçada no medo que lhes pago em troca de sangue, que é meu dever e direito apoderar-me de seus serviços e serviçais, modestos ou não, assassinos ou simples tons de algo que nunca mais terão. No Nada quero o nada para que eu, Sr. Vazio, cresça e desenvolva o meu estatuto de criador de cenários castanhos.
Anteriormente, na aldeia Inércia, uns monstros de tons que não castanhos, cresceram, magnânimos, disseram-lhes. Hoje não são mais do que castanho! Bravos guerreiros! Beberei o nada ao almoço. Ao fim da tarde espero-vos de nada em mão, simplesmente com o convite que juntamente vos envio para que sejas tratado não com requinte mas como requinte. Sem mais de momento e atenciosamente,

Vazio

...

Sarita, sabes o que um boneco de neve diz a outro ???

Definição de Musa. ( por Paola )

" Las musas se descaminan todo el tiempo. Separan las piernas con facilidad, penetradas de ilusiones vagas, se pierden entre los sueños, se tatuan el vientre, no usan ropa interior y usan pelucas baratas. Se pierden en los bares donde las encuentras orgasmeando la psique de algún artista. Temen amarlas, porque son efímeras, son amantes, impredecibles. Se roban sus cuentos, sus historias, algunas terminan perdidas entre recetas de cocina, de pie, de piel, o adornando la pared de alguna estancia. Las musas se desnudan solas, hacen el amor y se van, como los marineros., después se extravían en el océano mental de algún creador de cosas bellas, quedando anunciada su presencia para la posteridad en el escaparate de tu memoria. "

... Sr. Nada (antes do Ultimato) ...


...Prévia ao Nada, o Depois ...

Gritar os nomes dos guerreiros não sagrados das terras castanhas que forram as paredes do cenário real da paisagem, é uma missão deste caro Senhor. Por e através de listas manchadas por bocados de cenouras acostumadas a celebrar vitórias batoteiras, um a um, são chamados para que presença seja o sinónimo de morrer por uma causa. Em sentido, com verticalidade áspera e crua, um passo dão em frente em sinal de obediência, pois como não só a palavra indica, a obrigação gera a obrigação de estarem obrigados e n final, seja ele qual for, dizer nada e ainda um obrigado.
Com a melodia rancorosa percorrendo veias achatadas e com musgo crente em diferentes cenários e após chamada incessante, partem, guerreando com uma simples pedra castanha até a uma simples nuvem também castanha. À frente, em jeito de rei de um só olho, o Sr. Vazio canta, apelando a forças que não necessita, que por vezes não existem, e até, ironia das ironias, não criadas por ele. No fundo, e na tona, são enganos, publicidade enganosa, para que o sigam sem questões. E não é que consegue? Combater, segundo ele diz, andar e andar, por musgos inerentes às forças que não existem, reconhecer e agradecer, viver e sempre morrer, no nada, com o nada para todo e todo nada. Diz ele, grita o Sr. Vazio, que no nada está o inimigo, que o nada são eles, guerreiros congelados e hipnotizados, que o nada atravessa o nada, independentemente do cenário que nada tem, que nada possuí.
Matematicamente, para que nada falhe, para que o tudo falhe, matrizes são distribuídas com cálculos oníricos e falsos mas que criam a simbologia necessária para que virem à esquerda ou à direita.
Imaginem um pedaço de terra no cimo de uma nuvem… o abismo é a constante. Quando assim é, porque é, o sinónimo passa a ser, simplesmente, tudo… mas também castanho.

... Sem Pestanas ( onde estão? ) ...

Nos olhos que me emprestaram encostei dezenas de milhares de pestanas sem vida, mas com experiências e regalias que controlavam pestes de mosquitos armados com cenouras azuis e bastante gastas devido à exuberância de questões que não eram palpáveis. Uma delas, numa delas, percebia-se claramente as respostas finitas que calculavam segredos externos a dores compatíveis com esqueletos duvidosos. Calculavam lucros provenientes de terrestres ideias, lucros oriundos de pensamentos longínquos e prejuízos de palavras associadas a outras palavras extensas de solidariedade primitiva.
No tentar do equilíbrio, o realçar de um dos pratos da balança batoteira, questionava a existência da terra, natural, límpida, real e castanha. No entanto, questionar não seria o mesmo que apadrinhar filosofias de conforto cortantes, no entre linhas desanuviado desse mesmo tentar. Era apenas uma pestana sem qualquer tipo de motivação acrescida perante a inofensiva colocação de materiais materiais perante a exercida força revolucionária de um qualquer, e insistia constantemente o Sr. Vazio, guerreiro, palmilhado por suores frios que calor causava na terra não natural que desmotivava por apenas assim ser. Não era subjectivo, era a lei, era a podridão da exclusão mediática e simplificada que nem a própria tecnologia dessa mesma época (qual!?) conseguia calcar e calcar. E…calcar.
Nos pântanos desse calcar, as pestanas, dezenas de milhares, sobressaiam-se, enchendo o peito, andando de pêlo erguido e eliminando encostos que elas próprias não se davam ao trabalho de compreender. A única meta, num nada, juntamente com o Sr. Vazio era, apenas, criar mais um nada. O Sucessivo era uma constante, de forma homogénea e claramente real para guerreiros de cara lavada. Na barba e nas questões, as cenouras rapavam as milícias que não cresciam pois não sabiam como. A ironia, ou melhor, a hipocrisia disto tudo é que, tudo isso se conjuga no presente e não somente no passado. A estupidez é que se conjuga no futuro. O Sr. Vazio de pestanas aceleradas vive enquanto desenvolvimento tardio, enquanto olhares vêm de olhos emprestados e de pestanas arrogantes e condescendentes. Solução? A terra de letra minúscula o dirá, se conjugar o conseguir…

...Musa...!?

"5 minutos"


...O Capitão Vazio Falou...

Numa concepção irregular de ideias, históricos e sujos de pó contínuo passado, o Sr. Vazio esclarece, apenas por principio a qualidade do ar que dá a respirar. Num tal vácuo escuro e sombrio, partículas quase que melodiosas, controlam algo que não irá durar muito tempo. A funcionalidade física não o permite. As solas místicas que continuam a calcar, minimizam a importância de criações que partem dum nada. Crescer para voltar a nascer e nunca ser crescido faz parte de uma linha de código seguida, irremediavelmente, por militantes altruístas que não esquecem origens e não têm pudor mental para se relacionarem com o que escrito está, com o que é uma imposição. Caso não sigam como assim são obrigados, obrigados são a tornarem-se ramos visíveis e gerais de estatísticas alteradas e batoteiras, só para que uns sejam, segundo esses pseudo-verticais, supostamente, melhores, superiores ou ainda mesmo algo mais, nome esse, que não surge.
Mandamentos, portanto, rasurados de tábuas amarelas, de musgo alucinante, pertencente à escravidão dos dedos e dos pulsos, firmes, leigos, humildes, renascem de ditaduras com maiorias menores, de fiascos inabaláveis para as montanhas ensanguentadas de um cenário onde novamente a terra, crua e esburacada, é rainha e senhora. De muito lhe vale… pouco lhe vale… nada lhe vale… o Sr. Vazio não sabe se gosta, no entanto, respira o próprio ar que avalia, é a avaliação do ar, nunca ambiental mas também porque razão o seria?
Reatar o conhecimento adquirido pelos bens materiais a que te sujeitaram, desloca cenouras e palitos triangulares, quase uniformes, em uniformes sujos, poeirentos e antigos para o próprio antigo. Na colecção de leques pontuais, adquiridos na imensidão de pontos fulcrais passados, destaca-se o onírico e plano tema do não ser, do não ter, do ter o que não se quer. Se quatro rodas é mais, muito mais que uma só, és, foste, pé descalço… se, no entanto, quatro rodas é menor que um grande tecto, és, foste, pé descalço. No enquadramento dos dois sentidos, calcaste a merda classificada por não. Mas se o sim for irreal, pensado e mesmo sonhado o capitão Vazio lembra a tudo uma e só uma coisa de gritos profundos como a sombra dos palitos:

“Vós, Nós…
Bois, carroças de um…dois não!
Lembrai-vos da terra que se transforma em terra.
Cenários triangulares de peças assim iguais!
Comei e bebei! Cenouras e sumo de cenoura!
Escravos, concluam… escravos, o nada espreita.
Ataquemos pois!
Aos vossos postos! Por Vós, Nós, pelos bois em carroças!
Defendam-se do tudo! ”

O capitão Vazio falou...!

...Máscara...

Ouvi o que sussurraste com a calma de estandarte!!! Agora grito a plenos pulmões o que queres ouvir, mas aviso-te desde já, desde este momento onde me perco de uma forma alucinante, que nada, mas mesmo nada mudará o reflexo da nossa sombra naquela lagoa adiante! A razão é simples. Suar por entre os olhos será um destino cozinhado pelo mestre da insolvência… nesse destino caminhar é uma ferramenta, à qual darás um uso quase profético e filosófico. O teu olhar desaparece e o mágico da tua inconsciência surgirá no planalto queimado por madeixas soltas e verdes de inveja, com salpicos de sangue azul para que o vermelho sobressaia na crueldade de mosquitos moribundos. Vazio, como podridão, alimentar como necessidade ou como drama quase que intelectual, é o ser ou não ser, é a questão, imagina tu, preponderante de uma sola gasta e gasta mas que gosta de gostar de ser gasta…vai tu!
No silêncio de um vácuo criado por despojos não interessantes, realidades frontais, simplesmente confrontam-se. Não há vencedores nem vencidos, apenas guerreiros, assim denominados mesmo antes de serem criados. Lutas periféricas, gansos e mosquitos, malcriados e bem-criados, em tons reconhecidos quase finos e quase terra, muita terra, fazem parte, a um nível ideológico e fundamentalista, do cenário reluzente e límpido que aparenta ser razão de um qualquer mercado do antigamente. No céu, a terra, na terra, mais terra. Mais abaixo, um pouco mais, imaginem… mais terra… Ainda mais abaixo, apenas muito mais abaixo e para toar, terra. A diferença nota-se quando um pouco e muito mais acima temos o que uma parte dianteira calca e calca e calca… mais terra.
Os guerreiros, habituados a tais cenários carregam os dentes manchados de desigualdades e solas podres provenientes de registos mostrados numa folha de estatística a um pseudo-vertical de etiqueta supostamente cara para o objectivo final. Quando numa poça se deparam, guardam seus dentes no bolso, fecham as mil e nove bocas e dizem uma palavra cabulada na podridão da sola. Os mosquitos moribundos conhecem-na de cor, aliás, criaram-na… Deles foi roubada, deles foi tirada como quando um sonha rouba a cor. O objectivo final, esse, é provavelmente, o pesadelo. Mas porque assim se chama. Aqui, neste momento, neste acontecimento mediático para os sentidos palpáveis acontece… simplesmente acontece a cor. Ela existe, como finalidade, para ele e para eles… para todos. È uma igualdade. Não a zero, mas com zeros, nem cedo nem tarde mas a horas, com minutos, segundos e cenouras amarelas. Com espelhos onde qualquer um existe, de molduras sensuais e risonhas mesmo quando choram por uma lágrima que teima e teima em não percorrer a face rasgada de cima a baixo, a face suja e carregada de terra de um guerreiro esquelético e ensanguentado por um ganso escultor, por um ganso autor do cenário onde o estalar do pensamento merdoso que só contém as ideias, frívolas e simultaneamente ausentes, lembra o nada.

No entanto, até o nada tem amigos… até o nada tem um melhor amigo… o nada, na barriga ou na cabeça, num calcanhar ou num ganso, é a mascara do Sr. Vazio…

...Senhor Vazio...

Nas relações quotidianas que normalmente são realizadas, como simples seres, surgem ao longo de vários caminhos, personagens e outras entidades, fictícias ou não, que confrontam ideias e valores apenas com a sua palavra. Em alguns dos casos, a importância de alguns valores considerados nulos pela sociedade são de extrema importância para o alcançar o que quer que seja. Medo, terror, hipocrisia, mentiras e presunção são apenas exemplos de um sol finito, mas longo. A palavra é assim um meio de transporte para os valores nulos, para que tudo o que exista mude, consoante a vontade do existir dessa mesma entidade. Através de cenouras ou gritos, de mosquitos ou guerreiros que nunca existiram, provavelmente, ou até mesmo de um querer inultrapassável, basta dizer, que a cor manda.
Esta entidade, o Sr. Vazio, cheio de confiança, tenta prová-lo… se conseguir é apenas um acréscimo a que se pode dar ao luxo.