Liamismo ( parte II )

Mais um liame corrompido, por menos migalhas é certo, mas juntamos às outras, famintas, isoladas mas libertas. Liame com liame, num só nó, será liame.
A repetição desdobra-se até o humano numa das voltas, não conseguir executar o roçar, a não ser apenas com o jornal. Já sonhada e executada a palavra que nasceu do primeiro roçar, cento e cinquenta metros são percorridos. A humilhação é agora de um conjunto de liames que entretanto deixaram sua sombra bem estacionada e disfarçada no caminho que percorriam todos os dias juntamente com o humano. Os liames das migalhas, esses, foram sugados, acrescentados sob o pretexto da união ao liame humilhado e entristecido. Esse acrescento, causou um impacto tal, que a sua sombra originou um outro liame, que dias mais tarde, por influência maravilhosa e bem falante da mesa (farta de ser roçada) se revoltou e decidiu criar um exército de liames. Combater humilhações mesmo que oriundas de outras que tais seria um de seus destinos.
Um exército que se multiplica com tal facilidade aparente, como qualquer outro, mesmo pelo contrário, precisa de um líder. Necessita de um líder que os apresse e que os acalme, diga sim e que
diga não, real ou imaginário, vida ou morte! Ou de um líder que num piscar de olhos ou num estalar de unhas sujas e pintadas os faça entender que ambas as partes podem existir, que ambas não são contradições!
Na procura desse líder, e enquanto os guerreiros se multiplicavam, o humano continuava nas suas imaturas criações, calcando galopes bronzeados de movimentos altruístas e meramente comedores de papel venenoso. Sonhava, alucinava na literatura que ele próprio escrevia ou até mesmo naquela que encontrava debaixo de sua almofada predilecta manchada por suor de um cavalo de balanço chamado Dada. Na estação dos sonhos, onde fios já dominavam e controlavam as partidas e chegadas, automaticamente, o humano desejando explorar as suas capacidades, provocava curto-circuitos em si próprio em nome da criação… carregava no botão errado, deixava-se dominar pela tinta da caneta de ponta fina enquanto escrevia seu testamento, visualizava o que muitos não queriam… enfim… o humano Miró, seu primo afastado, passava fome… no entanto roçava mesas com uma dúzia de pão…

Liamismo (parte I)

Todos os dias, em solas gastas por ventos de tormento, o humano caminha no mesmo espaço duas vezes. É a ida e a volta. Na ida, leva consigo uma ideia, fabricada, originada, aclamada em sua mente. Na volta, traz consigo o jornal, uma qualquer outra ideia ainda sem destino e seis pães. Nos cem metros percorridos, a janela do local onde abafa o realizar de suas obras, mantém-se vulgarmente disponível, esperando uma manobra vinda de uma tesoura inconsciente. Nesse mesmo espaço, um liame que se solta do casaco do humano segue-o como qual patinho feio. A trajectória não é visível por nada nem ninguém, nada nem ninguém o observa, talvez seja essa a razão. As migalhas dos pães ainda coladas a eles, rebolam no mesmo saco, constituindo elas um outro liame que firma essa mesma ideia: a de segurança. O não observar está em liberdade constante, não se prende por favores ou ideais, por questões ou apostas, nem tão pouco por rodas e aparelhagens pretas com olhos esguios. Mas os liames, estando constantemente presentes, abraçam a hipótese, a probabilidade de a liberdade se equacionar em qualquer altura. Nesse momento, uma solução, outra, tem de alcançar. A relatividade realça o oportunismo, ainda antes de o não observar ser ultrapassado pelo humano.
Pousa os seis pães e o jornal numa mesa manca, ferida na guerra de uma descoberta maliciosa e apimentada por imoralidades sem lógica, enquanto a ideia que vinha a ser desenvolvida na volta se evaporava para os perdidos e achados da casa do humano. O roçar do saco com o pão, juntamente como jornal enrolado na base da mesa laranja, despoletou dois acontecimentos em simultâneo: o soltar das migalhas corrompendo assim o liame que as ligava assim como o descontentamento do liame que percorreu os cem metros. O humano sonhava a imatura criação de uma palavra e já o liame conhecia a sua limitação.

Entristecido e humilhado pelos outros, não se deixa quebrar, mantém o que pode alcançar e no dia seguinte, no mesmo percurso, o humano, repetindo toda a mesma situação percorre os mesmos cem metros. Será o mesmo que dizer qual a limitação do liame. A diferença mostra-se envergando um aliado como se de uma arma estrangeira se tratasse. O roçar aconteceu mas com cinco pães. (...)
PUM PUM !!!
PUM PUM !!!
PUM PUM !!!
PUM PUM !!!
PUM PUM !!!
PUM PUM !!!
PUM PUM !!!
PUM PUM !!!
PUM PUM !!!
PUM PUM !!!
PUM PUM !!!
PUM PUM !!!
PUM PUM !!!
PUM PUM !!!
PUM PUM !!!
PUM PUM !!!
PUM PUM !!!
PUM PUM !!!
PUM PUM !!!
PUM PUM !!!
PUM PUM !!!
PUM PUM !!!
PUM PUM !!!

Tantos pontos... e só um te realiza.
Tantos fios... e só um te é.
Tantos guardanapos... sim! sim! é!
Tantos rabiscos... de piscos em piscos.
Tantos... mas nenhum a memória te alisa...



Crês no ruído paisagistico da tua imaginação e depois é no que resulta: uma ideia ditada por um ideal deitado na poltrona da vaidade que comanda o teu assassino onomatopaico sem piedade...

Pum pum!!! Já eras antes mesmo de o ser. Bilhetes para fugir estão completamente esgotados. Reservas para alguns milhares de anos.

Solução?

Desenrasca-te!

Ah!!! Espera que estejas bem... (!?!?!?)

Ah nº2!!! Pum puM !!!!!!!

O Serralviar e definir um desejo... branco em fundo!


O fim de estampa, devaneio… clareza de planeta com errata consciente

Tic Tac!!!
É o relógio de pulso das cenouras não-livro que sintoniza a vontade de estar com a podridão existente na rede inóspita de um animal que conjuga as mesmas fezes quase que ordinárias na língua de um predador com cérebro atónito. Revelas pormenores em teclas de instrumentos fundidos como a lâmpada do espaço onde habita, torna-se hábito e tradição secular. É pois, na escuridão, que lembra o porquê de se auto massacrar com mosquitos há muito mortos, ainda por enterrar. Moribundo é, até que não o seja, lógico. No entanto, a lógica não é para aqui chamada, a não ser que… a não ser que não seja lógico.
Tic Tac!!!

Os Ponteiros dormem… ressonam mil e uma legendas, para que interpretados sejam, dão e tiram com vontade, tal e qual a vontade de uma folha branca no exacto momento em que decide não o ficar. Não há remédio! Só corda ou energia, que o abalam persistentemente, com cornos de bosta fria e bonacheirona que reluz na tal escuridão. Em cambalhotas espaciais se desdobra com o objectivo de alcançar um novo feito, feito esse que apareça nas revistas cor de rosa. A preto escrevem mas o que transmitem não é dessa cor. Risca e Risca e volta a Riscar. Letra maiúscula para que te quero, grita descontroladamente. Alarme!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Percebe-se esse momento. Está feliz… pudera! Nesse momento, até as máquinas pensam, até as pessoas pensam. Uma pedra, uma qualquer pedra é agora um ideal, é uma inteira poltrona de pequenos bichos estonteantes e em festa, completamente embriagados com o sentido fino e clássico do próprio acontecimento.
Aguça-se a inteligência e o analfabetismo de uma casca solta-se qual foguete nos tímpanos mágicos e no pulso dormente do escrivão mor e do escrivão aprendiz, que lê e lê até perceber o que ali faz. É a província da vaidade e do não, não quero.
Pum!!! Pum!!!

Não há mais Tic Tac…
O alarme parou, sem remédio e sem veneno.
A desconsolação como critério de vida… não… não á história do gato sapato nem tão pouco da varinha mágica com nariz de palhaço. Provavelmente nem uma história é… provavelmente (porra com as probabilidades) nem um segundo a mais poderá existir… a menos, muito menos.
Tecla, tecla, tecla por entre bonecos entroncados de rasuras economicamente moribundas, em cenários risonhos, por vezes, perdidos no lixo entre dedos, perdidos na imensidão da melodia do piano manco, que mal vê, mal ouve mas que se separa no corrimão do conhecimento de causa esplêndida, é assim um factor desta entidade. Os outros factores de cores garridas, lutam entre si para se sobressaírem, querem-se mostrar independentemente da chuva castanha que se ri no horizonte de um verão quente, de um Agosto num ano ponto, num dia ponto…
E assim começa… foi o “era uma vez” desta marginalidade tornada mais que realidade, de dente em dente, de anestesia em anestesia, de cabelos húmidos no vento de cenouras…humm… cor de rosa com pintas azuis, no roçar se sorrisos escondidos pois “auto mostrar-se” delinearia uma futura acção não ainda pronta, o que por sua vez resultaria num pecado escrito e descrito nos evangelhos das naturezas, dos “tem que ser assim”.
Em aspas e raspas, canetas e lápis, em dias ou em minutos, a conclusão navega, passeia-se, vaidosa e confiante de óculos no bolso e carteira na mão, de sobretudo roto e desfigurado planeando um caminho que tritura passos de coragem e passos esqueléticos. De correntes empunho, mastiga a tosse que aparece aquando de uma gota maravilhosamente torneada, que bate e volta a bater nas jangadas de papel de chá preto, escolhendo um vazio, virgem de qualquer mosquito ou cagada humana que está patente no oceano tecnológico a que tudo se propôs. Oceano este que deixará de existir quando a sua memória de elefante em pulga se tornar, quando o preto lhe vestir e quando… não, isso não escrevo. Seria como plantar meias e crescer orelhas… Seria como cortar um dedo e sangrar na imaginação.
Cravo-lhe as unhas e mais um boneco surge, espalhando aroma de cenoura azul, mas desta vez com pintas rosa. Castanhos vibram enquanto a chávena de um café é esquecida por linhas de pensamento completamente diferentes das iniciais.
O toque, o vibrar causa arrependimentos magistrais nas bocas de um túmulo escrupulosamente bronzeado por um calor e brilho de novas e sensoriais pernas de lagos e lagares alcoolizados por mestres pictóricos vindos lá do longe, lá dos olhos que teimavam em ser vistos, quer pelo passado quer em qualquer outro tempo.
Esquisito no esquisito, mas com uma bola vermelha e uma batata esquizofrénica planeou a construção de um calculismo linear à separação da cauda do piano manco. É a relação que improvisa retirando uns óculos mágicos de virtualidade casual para uma mordida alta em golas baixas.

Cenouras Azuis Engavetadas no Bolso Esquerdo

Sei que ultrapassaste a errata consciente que te escrevi. No palhaço que complementa a tua existência, saboreias a conclusão das questões morais a que tu chegaste. Cegas com vaidade, mudas com desprezo e com armas de arremesso fácil e divertido só para ti e arrumas o preço do caminhar para que ninguem o descubra.
Uma noite serás a cenoura azul sem cor.
Uma noite serás tua.
Na noite a seguir, serás minha.
Petrifica a tua reacção original engavetada na sedução que não tens!!! Verás a eterna cumplicidade enforcada na árvore onde também os pássaros se enforcam... partirei tua casca só para te magoar correndo o risco de que gostarás... e correndo, fugindo...caso realmente gostes...
Uma noite, serás minha.
Roer ou não roer é a questão!!!
De dentes amarelos te marcarei qual brasão qual estampa e sorrirás de tanto desafiar a mortalidade. Experimentas a morte na tua vida, agora tambem a minha serve para tal assunto...humm...indelicado...
O sonho, húmido ou não, leva-te à realidade... mas a realidade leva-te novamente ao sonho!!!
Pára com essa merda!
Sai-te!!!!!!!!!!!

Reticências Duplas... ...

Mas que em filosofia cabes tu? Consegues tu inserir-te no liame esqueletico de tuas correntes? Ou será fogo de vista, gelo de sentimento ou mesmo calafrios de dores inoportunas causadas por desfiguradas almofadas de pudores assassinos??? Perguntas com resposta concreta no limiar do entendimento claustrofóbico a que te submetes...não fujas do teu pecado maior, o clímax de tua sedução, o odor de tua sensatez cáustica... refugia-te antes no cachecol emoldurado por tristes aposentos de outros e outroras!!! pois..."Srs passageiros, atenção à chegada do comboio às reticências atrofiadas e duplamente causadas"...pois... ...tic tac(filosofia temporalmente arrefecida).

Galhetar: a não-história de um passo inchado.

A desconsolação como critério de vida… não…não é a história do gato sapato nem tão pouco da varinha mágica com nariz de palhaço. Provavelmente nem uma história é… provavelmente (porra com as probabilidades) nem um segundo a mais poderá existir… a menos, muito menos…
Tacla, tecla, ticla por entre bonecos entroncados de rasuras economicamente moribundas, em cenários risonhos, por vezes, perdidos no lixo entre dedos, perdidos na imensidão da melodia do piano manco, que mal vê, mal ouve, mas que se separa no corrimão do conhecimento de causa esplêndida… é assim um factor desta entidade… Os outros factores de cores garridas, lutam entre si para se sobressaírem, querem-se mostrar independentemente da chuva castanha que se ri no horizonte de um verão quente, de um Agosto num ano ponto, num dia ponto.
E assim começou… foi o “era uma vez” desta marginalidade tornada mais que realidade, de dente em dente, de anestesia em anestesia, de cabelos húmidos no vento de cenouras…humm…cor de rosa com pintas azuis, no roçar de sorrisos escondidos pois “auto-mostrar-se” delinearia uma futura acção não ainda pronta, o que por sua vez resultaria num pecado escrito e descrito nos evangelhos das naturezas, dos “tem que ser assim”.
Em aspas e raspas, canetas e lápis, em dias ou em minutos, a conclusão navega, passeia-se, vaidosa e confiante, de óculos no bolso e carteira na mão, de sobretudo roto e desfigurado planeando um caminho que tritura passos de coragem e passos esqueléticos. De correntes em punho, mastiga a tosse que aparece aquando de uma gota maravilhosamente torneada, que bate e volta a bater nas jangadas de papel de chá preto, escolhendo um vazio inóspito, virgem de qualquer mosquito ou cagada humana que está patente no oceano tecnológico a que tudo se propôs. Oceano este que deixará de existir quando a sua memória de elefante em pulga se tornar, quando o preto lhe vestir e quando…não, isso não escrevo. Seria como plantar meias e crescer orelhas… Seria como cortar um dedo e sangrar na imaginação…
Cravo-lhe as unhas e mais um boneco surge, espalhando aroma de cenoura azul, mas desta vez com pintas rosa. Castanhos vibram enquanto a chávena de um café esquecido por linhas de pensamento completamente diferentes das iniciais…mas tão iguais! O toque, o vibrar, causa arrependimentos magistrais nas bocas de um tumulo escrupulosamente bronzeado por um calor e brilho de novas e sensoriais pernas de lagos e lagares alcoolizados por mestres pictóricos vindos lá do longe, lá dos olhos que teimavam em ser vistos… quer no passado quer em qualquer outro tempo.
Esquisito no esquisito, mas com uma bola vermelha e uma batata esquizofrénica planeou a construção de um calculismo linear à separação da cauda do piano manco. É a relação que improvisa retirando uns óculos mágicos de virtualidade casual para uma mordida alta em golas baixas…

1 minuto, 17 segundos. - Comparação: Criação e Estar.

Pediu a compensação entre uma relação medida por um anterior encontro, saudoso dos mosquitos relançados pela imaginação fértil... e que belo campo de batatas lá estava... e uma actual forma de comunicar entre os copos sujos de palavras carnais e enteadas de maneiras dispersas nos alongamentos cristalinos das rugas das belas cenouras trespassadas por ocasiões!
Relançou o pudor e os sapatos brilhantes no brilho questionável do existir por agora em entre-linhas maldosas mas muito subtis na equação do viver em vez do morrer.
A simplicidade suja-se de complexos que se agarram quais sanguessugas para uma jornada de olhares... perde-se um e de seguida outro, nada se ganha....um restará... mas que importa isso quando dois segundos faltam, quando dois momentos se esquecem no entrelaçar das espadas que rompem fielmente a necessidade de tudo abdicar...1 segundo após um minuto que falta para os 17?...pois sim...fazer o favor de afastar para passar...é um grito de guerra?

Sr.Vazio - Ruralidades Urbanas


Tentativas Divagadas


Tentou, sem limites estabelecidos, rasurar a implacável melancolia que absorvia o seu reino. Por entre lágrimas crepusculares os soldados se escondiam… sem medos, sem destinos, a não ser o inicial, esse, ainda bem definido e presente.
Tentou, absorvido em momentos adúlteros, controlar a tristeza que se sobrepunha nas escadas e patamares rolantes existentes nos casarios de seu reino que ele próprio esboçara, enquanto o ruído de tremores carnais o faziam recuar perante extraordinárias melodias. Nesse confronto, ruído contra melodia, havia imaginação suficiente para sumos de cenoura existirem.
Tentou, de pincel em punho, construir o plano que iria absorver toda essa melancolia, perante o olhar atento e controlado dos seus súbditos, rendidos à inexplicável tentação de simplesmente… tentar.
Tentou, conseguir…
Tentou, em carruagens abandonadas pelos mestres de outra época, pelos deuses em que não acreditam, deslocar-se para ali e para acolá, para a nuvem número treze ou para a arvore número setecentos.
Tentou, por intermédio de mosquitos mercenários, destruir raízes inexplicavelmente fúteis e sem razão de existirem. Mosquitos esses, comprados com promessas perdidas, promessas que anteriormente figuravam como principio maior da cabeça a quem pertencia. Mosquitos esses, moribundos… e cada vez mais.
Tentou, de olhos fechados…
Tentou, de olhos abertos…
Tentou, mascarado de uma qualquer coisa que encontrara na mala castanha escondida na podridão de sua cama que reflectia nos horizontes temporais e espaciais de uma mente habituada a mostrar-se sem pudor, sem receio… Declínio total, subjugado, alienado, perplexo, concentrado (demais) e de calos nos olhos retirou a máscara mesmo antes de conseguir dizer o seu nome, chorou e suas lágrimas apanhou. Guardou-as num saco acastanhado de fio azul com cascas de cenoura para mais tarde lançar a uma gota de um qualquer oceano que gritará, sem sentido algum, implacavelmente.
Tentou, estudar planos macabros que encontrara num alheio desnaturado, sem riscas, sem merdas autónomas. Para quê? Para que se pudesse basear em princípios e valores que não os seus, de forma a aprender, a elucidar-se de como tudo se mexe e se comporta. Talvez assim conseguiria…
Tentou, mas o Sr. Vazio não conseguiu.
O piano morto e desaparecido, com uma só tecla, entrelaçado na escuridão de um pensamento comunga de um escrito verdadeiro que passa qual novela, nos carrosséis das cabeças dos guerreiros, agora melancólicos. A verdade, é verdade, não é fácil de aguentar e isso nota-se ainda antes do nascer da estrela, pois alguns milhares já se despediram do ar que obedece. No escrito está escrito e sem melodia, desta vez.
Batalhas interrompidas, algumas antes de se iniciarem, estão agora rodeadas de abutres com dentaduras roubadas em locais que já não existem. Querem-nas para rir e rir e voltar a rir de entusiasmo carregado de musgo alaranjado que pernoita em estalagens frias, gélidas… Trespassa odores e ideias como a lança que pica a inesgotável vontade do Sr. Vazio, quando posto à prova é. Quando relança o começo, o Sr. Vazio perde como nunca antes tinha acontecido. Coloca mangueiras de rios longínquos ligados a mares oriundos de planetas sociais e socialmente correctos para que um entendimento haja, na pior das hipóteses, para que se possa inserir. Engano profundo e fundo que nem à tona reflecte a imensidão de um plano quase que maquiavélico e paranóico. Teorias de conspiração e relaxamentos hormonais aliados a climas robustos e quentes que soltam gases fundidos com alianças estratégicas num povo já mentalizado, numa casinha com esqueletos de gerações que nada nem ninguém se recorda… Juntando e aglomerando mitos urbanos que passeiam nas províncias catastróficas de furacões em forma de saia e maquilhados a preceito para se vangloriarem de proezas analfabetas, tropeçam voluntariamente em ocasiões fornecidas pelos seus pares, estes mascarados e infiltrados na luz esclarecida de profetas que não utilizam os trabalhos, mas sim palavras e actos que servem somente para eliminar esses mesmos trabalhos. As palavras não são fortes quando sozinhas estão. A palavra sim.
A inocência e a verdade, apregoada desde que os bichos são bichos é a utopia que calçamos quando nascemos, que o diga o Sr. Vazio, Rei dos Reis, Senhor do Castanho e do Acastanhado, que de cenoura em punho e cicatriz como olho não provou, mas bebeu todo esse veneno… Sim, tamanho único.

Viver e Surdez...

Pesam… e de que forma. Lidar com o tempo que passa é desafio lógico mesmo para o Sr. Vazio. Na mesma maré onde cenouras se afundam, onde bocados de pijamas veneram a ilídica terra acastanhada, lágrimas que passam por suas cicatrizes caem como granadas mentais num chão mau, húmido e que escarnece do que lá passa. Muitas vezes, roubadas, outras, tiradas de um colo faminto que rejuvenesce perante sedutoras obras melancólicas que abundam fortemente em lençóis de açúcar oleado.
Sem dono se tornam mas não é o mesmo que serem livres. Autorização de enclaves, domínios, grupos, pretendentes, simpatizantes, estúpidos, ignorantes, intelectuais e guerreiros de pijamas emprestados por estrelas cadentes que não mais existem é necessária. É obrigatória.
O piar de um ornamento relaxado, numa parte relaxada, num local acastanhado e também relaxado ouve-se descontroladamente no reino. A atenção numa qualquer outra cor, refugia-se na cabeça de cada um, o tremor remete sua força nos membros que encontra e aquela árvore ali, sim aquela, entrelaça o desejo da reunião entre um senso comum, as lágrimas e o pesar. Não! E o peso… cabelos esticados, carteira lógica na mão, sensações no dedo grande do pé, com unhas negras e sujas de tanto limpar, entre bugigangas e pestanas fervorosas, entre casas de altitude e dores de garganta, na gravata sedosa e nojenta o Sr. Vazio se encontra. Desenhos e pinturas apressadas por comerciantes desligados de um qualquer suor ou mesmo transpiro voam por entre suas armas. Chamam-no mas ele não ouve. Insultam-no mas ele não responde. Empurram-no mas ele não cai. Queimam-no mas ele não sente. Fitam-no mas ele não olha. Lançam-lhe poemas e navegantes mosquitos de terras que ainda não existem e ele nem suspira. Em todo o reino o ar é roubado. Em todo o reino, lágrimas e ar não existem. Mas ele respira…
Agora, pestanas moribundas. Agora, casas pequenas. Guerreiros afamados e o seu pijama… sem “inhos”. Os desenhos e pinturas apressadas matam-no. Mas ele não morre.

Requisição

Sempre sem à vista, se houvesse seria castanho e castanha, os pontiagudos excertos de carruagens blindadas pelos gritos exaustivos de gafanhotos preguiçosos procuram relembrar-se do seu Rei. O maiúsculo é a aparente e sombrio mas destina-se a ser religiosamente tal e qual como é, por ordem magnânima deste mesmo Rei. Ousar tratá-lo de forma diferente é futuramente pertencer a uma classe servida como requinte, assim como outro, que habita nos livros de conquista mental pousados nos cabelos longos e repletos de vazios para outros lá encaixar.
Vazio é o que não falta ao Sr. Vazio. Disso não podem acusá-lo. Aliás, acusá-lo de algo, é marcar um fim na sua tão preenchida agenda. É, nitidamente e sem qualquer apelo, encaixar-se por debaixo das monstruosas carruagens, que para além de pontiagudos excertos, regozijam com tanto sofrimento provável.
Em tempos, não muito longínquos, o Sr. Vazio caminhava entre lugares… hoje, caminha na exactidão milimétrica do seu reino. Aprova, e o contrário faz, colocando-se em desacordo apenas consigo próprio. Quantas vezes já ele pensou em elaborar um plano para se apanhar a ele próprio?
OPERAÇÃO VAZIO (A apanha dos vazios)
Requisição de material.
Sr. Vazio.
-1 cicatriz
-2 olhos
-1 daquelas coisas avermelhadas por onde dito as leis em meu reino e futuramente em outros
-1 carruagem desfeita (sem deuses)
-1 mapa perdido com tesouros encontrados
- 7762 guerreiros trespassados
-2 cenouras azuis
-1 pijama
-1 manifesto
-1 alicate
-1 orelha
-já!

Plantações Azuis

O Sr. Vazio, rei do reino dos reinos, paragem de caravanas suadas e sumarentas de ideias dos deuses que não adoram nem tão pouco conhecem, figura triste. Face melancólica, em contraste com o estereotipo criado e cuidado ao longo de séculos. Alonga-se nas memórias de suas conquistas roídas por imaginações que outrora pensara ser o futuro. Repousa na imensidão de um odor celular, de núcleos que apoiam doenças do riso e afins. O seu corpo chama o que em tempos chamava por ele, o seu corpo ri-se descontroladamente de sua mente e vice-versa. Não há regras, não há excepções, não há cenouras azuis, nem sequer um pijama para despir.
Fumaça é o seu presente, e enquanto a expira, desenha fogueiras de escravidão sensual e doseada em pequenas latas de cores amuadas e sem vícios no ar, no seu ar. (Mosquitos moribundos o cercam, quais abutres esfomeados!) Pestaneja por pensamento, respira por favor à vida e assoa a transpiração nos papiros do poder. Perde um a um, enquanto o vinagre de seu estado destrói o calculismo da sua governação. (Mosquitos moribundos o cercam!) O túmulo de suas mágoas foi aberto por escritores fedorentos e seus escrúpulos, sem receio de prejuízos para o utilizado. Novos leitores virão, sem nunca, por completo, conhecer as dádivas do Sr. Vazio.
A cadeira de três pernas em que se apoia, venera-o… de facto, é a sua maior aliada, conselheira e amiga de sempre. Mas nem ela aguenta todo aquele peso. Num reino de cenários castanhos, o incolor quer entrar. O incolor, neste reino, estipulado pelo Sr. Vazio, pode muito bem ser uma outra cor. As cenouras azuis revoltam-se. É preciso ter cuidado. Semear o vazio e não colher seus frutos é arriscado para um qualquer. Semear um vazio e não o ser é arriscado até para um rei. O nada revolta-se.

Infantilidade... Pressuposto número tal que.

Punhos arrogantes. Cicatrizes viciadas. Rostos caídos. Cabelos feios. Reluzir a idade do gelo, para um pressuposto altamente viciado na história do voltar ou não voltar, torna-se na sua maior aventura. Ultrapassa mesmo aquela em que tropeça na calçada embebida de carcaças que outrora sorriram, amarelaram a esquizofrénica questão do querer ser.
Corpo esquelético. Saco de ossos, ousaram chamar-lhe. Decadente amassado e pressionado pelas cenouras azuis. De pijama… Com carneirinhos embutidos e não sei quantos mais “inhos” vadios, lá perdidos naquele tecido de guerra e de paz, de amor e ódio, de claros e escuros… De soluções contraditórias e requintadas para os esfomeados dos anagramas abutres.
Solvido o odor do alcance, perdura no tempo a coragem desleal que assumiu contornos históricos, envolvida na traição capital. E que traição! Transportado por pernas extensas e de longo pudor, responsável e maduro, treme enquanto caminha segurando a alternativa de mais um cenário acastanhado. Cada dedo, cada unha, cada pensamento, imaginado, dissolve-se na lama que criou para mais tarde reluzir no comprimento da sua viagem. Atormentado por passados e presentes, busca não o futuro, mas sim, uma possibilidade. A possibilidade de ter um. Acostuma-se nas fileiras, com impressos macabros, preenchidos com protocolos ao mais alto nível(!?), bocejando a morcegos madrugadores, com palito no bolso e mascando uma qualquer frase feita. Descasca uma cenoura sem cor, espalha e destila lágrimas açucaradas, preenche-as de músicas e melodias seculares, renova uma vida inteira, vende palavrões, troca insultos risonhos e exploráveis, conversa com a morte, faz chantagem com a própria vida e com a vida de quem ao seu lado está e… espera. Um vezes zero é igual a zero.
Está frio. O gelo não derrete, é o pressuposto da sua espera. Momento em que é traído! “De momento não nos é possível satisfazer o seu pedido. Tente mais tarde. Obrigado.” Pede… pede que não seja um pedido, esclarece a deuses e deusas que nunca ouviu falar, escarnece de seus ouvidos e decide mais cedo lá voltar, para que tarde seja. E agradece. Pressuposto de infância (Infantilidade).

Vendedor de Palavras(ões).

Enganem-se os periféricos olhares das montras que patrulham os nossos campos de visão… esguios de pestanas mal formadas, controlam o público, jogadores de ténis e bolas no sitio que protagonizam ideias de filmes fictícios, são realizadores, mais pseudo qualquer coisa, que diplomas mostram para uma altura terem, apenas que seja um milímetro… Matemática que te fodas!!! Milímetro… se mais um, és grandioso, se menos um, grandiosos podres são ou serão.
No rematar de um lado para o outro, o tempo pára, tudo fica no mesmo lugar e a cor, essa cor, acastanha-se por comodidade. Comodidade torna-se lei e é imposta como regra fundamental e inquestionável. Lei transforma-se em arrepio que destrói a coluna mental do vazio, do borrego e do flamingo. O arrepio por sua vez, lembra a sugestão de biliões, triliões de guerreiros a mando do Sr. Vazio, que não perde um único momento. Não é omnipresente, não é um Deus…
Na mala, comprada por vinte e dois cêntimos, o desfigurar de mudos chatos e surdos lentos perdem-se no encontro de lenços, caixinhas mágicas, pensos, dinheiro difícil e mais e mais pestanas. “Pede um desejo” – gritam energicamente enquanto engolem cuspo arrepiado numa cozinha de cama estrelar e de arrastos prolongados por questões de cachecóis amarelados. Confrontam-se os dentes. O amarelo é a moda. A moda é o amarelo. A música está nos olhos, o click do isqueiro faz com que te venhas sem qualquer propósito ontológico ou mesmo fundamentalista. No fundo e uma vez mais na tona, a sucessão de coisas torna o Sr. Vazio questionável perante o que vocês lêem e vêem e quando assim é, perante palavras que hoje são repudiadas por sociedades, não sociedade, ele grita a plenos testículos hormonais: “Fodei-vos… por favor.” Por favor, pois a educação é o principio de toda uma sucessão putrefacta ou mesmo pura. A tinta é que mente…(!!!)

MANIFESTO DO TU


Em trintões de palavras rasuradas nas linhas paralelas ao inógnito, descrevo em pontos essenciais a história que multiplica a arte do castanho.
Ponto primeiro: nunca Tu.
Ponto segundo: se nunca Tu, talvez ele.
Ponto terceiro e último antes do quarto, que desce em ventanias sociais que exploram risos simétricos à hipocrisia salteadora de mentes descobertas por si próprias mas que alienadas profetizam falhas absurdas: se nem Tu nem ele quem mais do que…
Ponto quarto: Eu, de nome Vazio, tratado por Senhor, acastanhado a olho nu, num cavalo de cenoura crua e azul que satisfaz a sede de saborear o simples pavor de répteis corcundas.
Em triliões de palavras, lá estão, mosquitos moribundos, afundados na podridão angélica, cheirando e sentindo o acostumar de valores periféricos a um só motivo, que anteriormente, foi conquistado. Motivo? Já não…Nada, agora é nada. Os meus guerreiros que o digam, melhor, que se mostrem.
No escorpião da terra, a tartaruga consumidora ultrapassa a simples formiga, por respeito, delicadeza e fósforos queimados. O cheiro de um queimado é quase sobrenatural na tentativa inultrapassável de melodias autónomas. Destas razões os palitos cenouras azuis, uma vez mais acastanham-se, por referência ao bico alarmante de um simples lápis. A promessa do agrafar contrariedades, tornam-se em estudos literários que por sua vez, criam, relaxadas e surpreendentes taxas de mortalidade, de baixas corpulentas e chaves esqueléticas.
De novo entram os mosquitos moribundos… queimam, picam e só um seio, mulher ou não mas de preferência, automatizam o redor do cenário. O Sr. Vazio, por sua vez, descontente, muda um estado de espírito para patamares absurdos, impossíveis de alcançar por tretas terrestres mas… acastanhadas. O manifesto da Tinta, é distribuído por ardinas, aspirantes a pegadas luares que sabem eles, ai se sabem, que a inóspita crueldade de uma folha é o relançar de novos desafios.
Num cenário castanho, num equilíbrio angelical, passo a passo, numa velocidade que nem físicas e mundos se acostumam por cobardes nos chamarmos, o seu peluche, inequivocamente, é a sua maior arma…

MANIFESTO DO TU

Em trintões de palavras rasuradas nas linhas paralelas ao incógnito, descrevo em pontos essenciais a história que multiplica a arte do castanho.
Ponto primeiro: nunca Tu.
Ponto segundo: se nunca Tu, talvez ele.
Ponto terceiro e último antes do quarto, que desce em ventanias sociais que exploram risos simétricos à hipocrisia salteadora de mentes descobertas por si próprias mas que alienadas profetizam falhas absurdas: se nem Tu nem ele quem mais do que…
Ponto quarto: Eu, de nome Vazio, tratado por Senhor, acastanhado a olho nu, num cavalo de cenoura crua e azul que satisfaz a sede de saborear o simples pavor de répteis corcundas.
Em triliões de palavras, lá estão, mosquitos moribundos, afundados na podridão angélica, cheirando e sentindo o acostumar de valores periféricos a um só motivo, que anteriormente, foi conquistado. Motivo? Já não…Nada, agora é nada. Os meus guerreiros que o digam, melhor, que se mostrem.

A MENTIRA DA TINTA ( COMO MANIFESTO OU COMO COMO)

Uma torrada amarela pergunta a sequela do correr a um sistema intencional de questões relacionadas com a merda da idealização da entrega solar (como solas), ao nada. A resposta é a mesma. Os guerreiros de bocas, como sabemos, tornaram fácil essa resposta: “…”!!!
Pornograficamente, ler o jornal do dia anterior é o mesmo que o ler agora, mas a questão de ler o jornal de amanhã é o que revemos neste preciso momento. O senhor Vazio é um mestre. Tratemo-lo assim. Ele gosta, ele quer, ele manda. Obediência, lembram-se?
Na pincelada que custa a reparar, o branco, suposto branco, chora de impotência, aquando da transformação de uma volta do “se calhar”. “Sete torradas para a mesa número setenta e três mil.”. A que soa o Inferno? A que sabe o céu? Ambos castanhos, mesmo cenário, mesmas questões, tudo diferente. “Sem manteiga!”, com livros de bolso e fósforos de Macau, de quinas e duques na manga e um ás na testa repleta de mordidas de mosquitos moribundos irreflectidos ,que zombam a colocação de notas, de colcheias num azedume de ambientes controlados outrora pelo nada. Ultimato é uma palavra chave mas só a chave, mesmo que surreal, entrega a portada inteligente de uma cerveja convincente, a um enorme porte de merda chamado Sr. Qualquer Coisa. Sr. Vazio vs Sr. Qualquer Coisa. Não perca. Em exibição num cenário antes criado.
Receber o petróleo longínquo da imensidão solar laranja, fina e redonda é a coroação do querer e do poder ter querido. Diferente mas com a mesma finalidade. A sucessão acontece. Cair numa cratera será o mesmo que cair na podridão gasta de uma cor também gasta, que pensa ela ser amarela quando não passa de castanha. Mudar o cenário? Na universidade da Introdução, aprende-se que a partir daí o mentor da mentira não será quem a utiliza mas sim a ferramenta, talvez a finalidade, para sempre a cor. A maior mentira do mundo não é a falta da verdade, é simplesmente a verdade.

CARTA DO SR. VAZIO AO NADA – ULTIMATO


Exmº. Sr.Nada

Venho por este meio autopsiar vosso terreno, que doura no castanho irreflectido de prepotências além sequiosas. Pestanejo de vertical para com canetas de cor castanha, brilho no horizonte sem horizonte e imagino-me, só a mim, eu próprio. Declaro por meios sujos, de solas corrompidas de odores castanhos e restos putrefactos, que, sem margens para qualquer dúvida, estou de linearmente com risco acastanhado. Daí, por ventura, dizem-me os meus guerreiros sem boca e sem pio, de espada entrelaçada no medo que lhes pago em troca de sangue, que é meu dever e direito apoderar-me de seus serviços e serviçais, modestos ou não, assassinos ou simples tons de algo que nunca mais terão. No Nada quero o nada para que eu, Sr. Vazio, cresça e desenvolva o meu estatuto de criador de cenários castanhos.
Anteriormente, na aldeia Inércia, uns monstros de tons que não castanhos, cresceram, magnânimos, disseram-lhes. Hoje não são mais do que castanho! Bravos guerreiros! Beberei o nada ao almoço. Ao fim da tarde espero-vos de nada em mão, simplesmente com o convite que juntamente vos envio para que sejas tratado não com requinte mas como requinte. Sem mais de momento e atenciosamente,

Vazio

...

Sarita, sabes o que um boneco de neve diz a outro ???

Definição de Musa. ( por Paola )

" Las musas se descaminan todo el tiempo. Separan las piernas con facilidad, penetradas de ilusiones vagas, se pierden entre los sueños, se tatuan el vientre, no usan ropa interior y usan pelucas baratas. Se pierden en los bares donde las encuentras orgasmeando la psique de algún artista. Temen amarlas, porque son efímeras, son amantes, impredecibles. Se roban sus cuentos, sus historias, algunas terminan perdidas entre recetas de cocina, de pie, de piel, o adornando la pared de alguna estancia. Las musas se desnudan solas, hacen el amor y se van, como los marineros., después se extravían en el océano mental de algún creador de cosas bellas, quedando anunciada su presencia para la posteridad en el escaparate de tu memoria. "

... Sr. Nada (antes do Ultimato) ...


...Prévia ao Nada, o Depois ...

Gritar os nomes dos guerreiros não sagrados das terras castanhas que forram as paredes do cenário real da paisagem, é uma missão deste caro Senhor. Por e através de listas manchadas por bocados de cenouras acostumadas a celebrar vitórias batoteiras, um a um, são chamados para que presença seja o sinónimo de morrer por uma causa. Em sentido, com verticalidade áspera e crua, um passo dão em frente em sinal de obediência, pois como não só a palavra indica, a obrigação gera a obrigação de estarem obrigados e n final, seja ele qual for, dizer nada e ainda um obrigado.
Com a melodia rancorosa percorrendo veias achatadas e com musgo crente em diferentes cenários e após chamada incessante, partem, guerreando com uma simples pedra castanha até a uma simples nuvem também castanha. À frente, em jeito de rei de um só olho, o Sr. Vazio canta, apelando a forças que não necessita, que por vezes não existem, e até, ironia das ironias, não criadas por ele. No fundo, e na tona, são enganos, publicidade enganosa, para que o sigam sem questões. E não é que consegue? Combater, segundo ele diz, andar e andar, por musgos inerentes às forças que não existem, reconhecer e agradecer, viver e sempre morrer, no nada, com o nada para todo e todo nada. Diz ele, grita o Sr. Vazio, que no nada está o inimigo, que o nada são eles, guerreiros congelados e hipnotizados, que o nada atravessa o nada, independentemente do cenário que nada tem, que nada possuí.
Matematicamente, para que nada falhe, para que o tudo falhe, matrizes são distribuídas com cálculos oníricos e falsos mas que criam a simbologia necessária para que virem à esquerda ou à direita.
Imaginem um pedaço de terra no cimo de uma nuvem… o abismo é a constante. Quando assim é, porque é, o sinónimo passa a ser, simplesmente, tudo… mas também castanho.

... Sem Pestanas ( onde estão? ) ...

Nos olhos que me emprestaram encostei dezenas de milhares de pestanas sem vida, mas com experiências e regalias que controlavam pestes de mosquitos armados com cenouras azuis e bastante gastas devido à exuberância de questões que não eram palpáveis. Uma delas, numa delas, percebia-se claramente as respostas finitas que calculavam segredos externos a dores compatíveis com esqueletos duvidosos. Calculavam lucros provenientes de terrestres ideias, lucros oriundos de pensamentos longínquos e prejuízos de palavras associadas a outras palavras extensas de solidariedade primitiva.
No tentar do equilíbrio, o realçar de um dos pratos da balança batoteira, questionava a existência da terra, natural, límpida, real e castanha. No entanto, questionar não seria o mesmo que apadrinhar filosofias de conforto cortantes, no entre linhas desanuviado desse mesmo tentar. Era apenas uma pestana sem qualquer tipo de motivação acrescida perante a inofensiva colocação de materiais materiais perante a exercida força revolucionária de um qualquer, e insistia constantemente o Sr. Vazio, guerreiro, palmilhado por suores frios que calor causava na terra não natural que desmotivava por apenas assim ser. Não era subjectivo, era a lei, era a podridão da exclusão mediática e simplificada que nem a própria tecnologia dessa mesma época (qual!?) conseguia calcar e calcar. E…calcar.
Nos pântanos desse calcar, as pestanas, dezenas de milhares, sobressaiam-se, enchendo o peito, andando de pêlo erguido e eliminando encostos que elas próprias não se davam ao trabalho de compreender. A única meta, num nada, juntamente com o Sr. Vazio era, apenas, criar mais um nada. O Sucessivo era uma constante, de forma homogénea e claramente real para guerreiros de cara lavada. Na barba e nas questões, as cenouras rapavam as milícias que não cresciam pois não sabiam como. A ironia, ou melhor, a hipocrisia disto tudo é que, tudo isso se conjuga no presente e não somente no passado. A estupidez é que se conjuga no futuro. O Sr. Vazio de pestanas aceleradas vive enquanto desenvolvimento tardio, enquanto olhares vêm de olhos emprestados e de pestanas arrogantes e condescendentes. Solução? A terra de letra minúscula o dirá, se conjugar o conseguir…

...Musa...!?

"5 minutos"


...O Capitão Vazio Falou...

Numa concepção irregular de ideias, históricos e sujos de pó contínuo passado, o Sr. Vazio esclarece, apenas por principio a qualidade do ar que dá a respirar. Num tal vácuo escuro e sombrio, partículas quase que melodiosas, controlam algo que não irá durar muito tempo. A funcionalidade física não o permite. As solas místicas que continuam a calcar, minimizam a importância de criações que partem dum nada. Crescer para voltar a nascer e nunca ser crescido faz parte de uma linha de código seguida, irremediavelmente, por militantes altruístas que não esquecem origens e não têm pudor mental para se relacionarem com o que escrito está, com o que é uma imposição. Caso não sigam como assim são obrigados, obrigados são a tornarem-se ramos visíveis e gerais de estatísticas alteradas e batoteiras, só para que uns sejam, segundo esses pseudo-verticais, supostamente, melhores, superiores ou ainda mesmo algo mais, nome esse, que não surge.
Mandamentos, portanto, rasurados de tábuas amarelas, de musgo alucinante, pertencente à escravidão dos dedos e dos pulsos, firmes, leigos, humildes, renascem de ditaduras com maiorias menores, de fiascos inabaláveis para as montanhas ensanguentadas de um cenário onde novamente a terra, crua e esburacada, é rainha e senhora. De muito lhe vale… pouco lhe vale… nada lhe vale… o Sr. Vazio não sabe se gosta, no entanto, respira o próprio ar que avalia, é a avaliação do ar, nunca ambiental mas também porque razão o seria?
Reatar o conhecimento adquirido pelos bens materiais a que te sujeitaram, desloca cenouras e palitos triangulares, quase uniformes, em uniformes sujos, poeirentos e antigos para o próprio antigo. Na colecção de leques pontuais, adquiridos na imensidão de pontos fulcrais passados, destaca-se o onírico e plano tema do não ser, do não ter, do ter o que não se quer. Se quatro rodas é mais, muito mais que uma só, és, foste, pé descalço… se, no entanto, quatro rodas é menor que um grande tecto, és, foste, pé descalço. No enquadramento dos dois sentidos, calcaste a merda classificada por não. Mas se o sim for irreal, pensado e mesmo sonhado o capitão Vazio lembra a tudo uma e só uma coisa de gritos profundos como a sombra dos palitos:

“Vós, Nós…
Bois, carroças de um…dois não!
Lembrai-vos da terra que se transforma em terra.
Cenários triangulares de peças assim iguais!
Comei e bebei! Cenouras e sumo de cenoura!
Escravos, concluam… escravos, o nada espreita.
Ataquemos pois!
Aos vossos postos! Por Vós, Nós, pelos bois em carroças!
Defendam-se do tudo! ”

O capitão Vazio falou...!

...Máscara...

Ouvi o que sussurraste com a calma de estandarte!!! Agora grito a plenos pulmões o que queres ouvir, mas aviso-te desde já, desde este momento onde me perco de uma forma alucinante, que nada, mas mesmo nada mudará o reflexo da nossa sombra naquela lagoa adiante! A razão é simples. Suar por entre os olhos será um destino cozinhado pelo mestre da insolvência… nesse destino caminhar é uma ferramenta, à qual darás um uso quase profético e filosófico. O teu olhar desaparece e o mágico da tua inconsciência surgirá no planalto queimado por madeixas soltas e verdes de inveja, com salpicos de sangue azul para que o vermelho sobressaia na crueldade de mosquitos moribundos. Vazio, como podridão, alimentar como necessidade ou como drama quase que intelectual, é o ser ou não ser, é a questão, imagina tu, preponderante de uma sola gasta e gasta mas que gosta de gostar de ser gasta…vai tu!
No silêncio de um vácuo criado por despojos não interessantes, realidades frontais, simplesmente confrontam-se. Não há vencedores nem vencidos, apenas guerreiros, assim denominados mesmo antes de serem criados. Lutas periféricas, gansos e mosquitos, malcriados e bem-criados, em tons reconhecidos quase finos e quase terra, muita terra, fazem parte, a um nível ideológico e fundamentalista, do cenário reluzente e límpido que aparenta ser razão de um qualquer mercado do antigamente. No céu, a terra, na terra, mais terra. Mais abaixo, um pouco mais, imaginem… mais terra… Ainda mais abaixo, apenas muito mais abaixo e para toar, terra. A diferença nota-se quando um pouco e muito mais acima temos o que uma parte dianteira calca e calca e calca… mais terra.
Os guerreiros, habituados a tais cenários carregam os dentes manchados de desigualdades e solas podres provenientes de registos mostrados numa folha de estatística a um pseudo-vertical de etiqueta supostamente cara para o objectivo final. Quando numa poça se deparam, guardam seus dentes no bolso, fecham as mil e nove bocas e dizem uma palavra cabulada na podridão da sola. Os mosquitos moribundos conhecem-na de cor, aliás, criaram-na… Deles foi roubada, deles foi tirada como quando um sonha rouba a cor. O objectivo final, esse, é provavelmente, o pesadelo. Mas porque assim se chama. Aqui, neste momento, neste acontecimento mediático para os sentidos palpáveis acontece… simplesmente acontece a cor. Ela existe, como finalidade, para ele e para eles… para todos. È uma igualdade. Não a zero, mas com zeros, nem cedo nem tarde mas a horas, com minutos, segundos e cenouras amarelas. Com espelhos onde qualquer um existe, de molduras sensuais e risonhas mesmo quando choram por uma lágrima que teima e teima em não percorrer a face rasgada de cima a baixo, a face suja e carregada de terra de um guerreiro esquelético e ensanguentado por um ganso escultor, por um ganso autor do cenário onde o estalar do pensamento merdoso que só contém as ideias, frívolas e simultaneamente ausentes, lembra o nada.

No entanto, até o nada tem amigos… até o nada tem um melhor amigo… o nada, na barriga ou na cabeça, num calcanhar ou num ganso, é a mascara do Sr. Vazio…

...Senhor Vazio...

Nas relações quotidianas que normalmente são realizadas, como simples seres, surgem ao longo de vários caminhos, personagens e outras entidades, fictícias ou não, que confrontam ideias e valores apenas com a sua palavra. Em alguns dos casos, a importância de alguns valores considerados nulos pela sociedade são de extrema importância para o alcançar o que quer que seja. Medo, terror, hipocrisia, mentiras e presunção são apenas exemplos de um sol finito, mas longo. A palavra é assim um meio de transporte para os valores nulos, para que tudo o que exista mude, consoante a vontade do existir dessa mesma entidade. Através de cenouras ou gritos, de mosquitos ou guerreiros que nunca existiram, provavelmente, ou até mesmo de um querer inultrapassável, basta dizer, que a cor manda.
Esta entidade, o Sr. Vazio, cheio de confiança, tenta prová-lo… se conseguir é apenas um acréscimo a que se pode dar ao luxo.