Montanhas Perdidas no Imaginário Questionável do Irrisório Transplatado pela Esquizofrenia Estética de Madame Chaviera: Solução de Premonição


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Piano Manco


...


Nascente Estética


Sorriso Caminhante


Respiro Borbulhento


Pressão Equivocada


Prematuro


Não por ali


Castelo da Vaidade


Busca Sofrida


Ajuda-te disse ela


A Mentira de Chaviera - Texto II Final (Rugas para óleo)

Em seu quarto, Chaviera o divide em dois. De um lado, uma cama vazia, sem recordações, despida, que existe por existir. Ao lado da mesma, um armário que se estende a uma outra galáxia, completamente desconhecida para qualquer ser vivo, mesmo para ela, onde num só dia, um metro só percorre. Entre a cama e o armário, uma cómoda azulada, vidrada em melancolia, rasurada pelas unhas longas e espetadas de Chaviera, descansa. Na cómoda pousam óculos, chávenas, livros e tristezas umbilicais. Na verdade, nada sobressai neste lado do quarto, nem mesmo a névoa que assombra o enredo de seus intervenientes materiais mais vistosos.
Do outro lado do quarto, sim, o lado que abrange toda a série de fantasias e questões éticas encontra-se uma outra cama. Esta, plena de ideias, marcas e cicatrizes, ponteiros embriagados e espuma brilhante, é o centro de uma metade. A seu lado, uma varanda, com vista para um horizonte imperfeito e futuro, mas por um canudo de jornal. Aos pés da cama, uma cadeira se encontra, onde Chaviera, após se despir, coloca sua máscara quase que transparente. Carrega máscaras e sorrisos, imperfeições que assim se tornam perfeitas… E em toda esta electrizante conjugação que só a pele pode autenticar, a prova de quem Chaviera é mostra-se sem receio. A porta das metades fecha-se e as paredes continuam brancas.
Num alongamento apressado pelos bens arrumados pacientemente, descobre-se a sensatez e a palidez dos gestos outrora refrescantes. Mal dizer é preponderante para alienações conjuntas, mas um qualquer fósforo admite e prova esse facto. Tendo isto em conta, acender o disco do fogão quieto enquanto se cola pele quente é apenas uma formalidade no protocolo da sedução que nunca se esqueceu. Não existem lembranças que não perdurem em lágrimas repetidas. É o paradoxo da pseudo-imortalidade de Chaviera.
Na sala de jantar um prato de destaca, aquele reluzente, com pintas acastanhadas e sabores perdidos. Está pousado na mesa ao fundo relaxando entre uma maçã e um palavrão. Quebrado pela omnipotência do chá, não se senta alguém à distância de lhe tocar. É perigoso. Mas tentador. É um dos objectivos. Criar tentações. Tem a lição bem estudada, não faltou a uma aula sequer, não se distraiu por um minuto que fosse. Assim, sabe os pormenores com que tem de lidar, sabe os palavrões que tem de recusar e aturar. Só não entende o espaço em seu corpo. Não o define porque não pode, não pode porque não lhe ensinaram tal, não tem ponto A nem ponto B nem um outro qualquer ponto que se possa atravessar. Daí a luz e reflexos perderem-se novamente nas lágrimas de Chaviera.
Percebe-se, pouco a pouco, que o mérito é relativo nesta história e o demérito quase, quase Rei. Para o ser, falta o odor, o aroma infernal do não-conseguido, príncipe comum no historial que alberga Chaviera. Comum e constante, mas nem sempre presente, Um pontapé com o pé esquerdo costuma afastá-lo. A sala de jantar não gosta destes atrevimentos, violência descabida e que co-habita com a paz emprestada pela angelical obra de um qualquer Deus, portanto, como medida extrema e necessária, instalou-se com felicidade estampada, sete ponteiros adormecidos nas janelas e ainda um outro na mesma mesa… ao fundo. Sentinelas atentas mas sem forças. É o suficiente para interligar a varanda do calculismo que funciona continuamente na tentativa de albergar, não uma mentira, mas uma verdade, pelo menos…
Chaviera não conhece os seus cantos. Não vive neles nem por eles. Não os respeita nem desrespeita, existe apenas uma indiferença quase carnal, mas com classe. Entra e sai, com dificuldade. Quando sai, não quer entrar, quando entra quer sair. Expulsa remédios e ajudas de tudo e de todos mas apressa a desculpar-se, a ela própria. Viver com medo causa mal-estar no derrame de suas lágrimas. E isso é bem mais importante que sua vida ou morte. Disso depende toda uma mentira, a única que é capaz de as armadilhar.
Solta os guarda-chuvas na rua, molhados, friorentos e desgarrados de oportunidades solarengas, sacode lençóis de um antigamente e deita-se nua e crua na entrada de uma esquizofrenia saudável. Não sem antes amarrar os cabelos longos que a cobrem, ritual descabido para as aranhas que a observam, mas ritual necessariamente absoluto para a tonalidade de sua imperfeição. Varre as cascas, limpa o nariz com séculos passados, rompe uma qualquer tradição e de rompante, assinala o ponto de partida para a sua aguardada razão de viver. Estão cinco graus negativos e chove como nunca choveu. A positividade relembra a fantasia cerebral do mosquito que atravessou um oceano e jamais se recordou. Não basta passar para afirmar como história. Chaviera sabe disso. É a sua sombra.
A imagem de Chaviera não perdurará nos tempos vindouros. Não poderia ser de outra forma. É algo que acontece naturalmente, sem azo a filosofias que questionam as razões para tal. A imagem de Chaviera, será uma reciclagem natural, sem eufemismos ou ideias vincadas, sem monstros ou pequenos pedaços de céu e nuvens coloridas. A redonda figura será alarmada perante os que observam, a espada à cinta funcionará como um raio-X autorizado pelas mais redondas formas e as rugas no queixo estenderão delicadezas de novas figuras. Para entender o inicio Chaviera sabe melhor que ninguém que é necessário entender primeiro o fim. E não usurpando realidades, torna-se ainda mais realista no delinear de suas conclusões e afins. É a subtileza da mentira. Mas falemos baixo, muito baixo, a redonda forma formam redondas utopias. E para quê mais?
Vinte para as oito. Chaviera alimenta-se. Cenouras azuis, cruas e recheadas, verduras lamacentas, carnes entrosadas com destinos, carroças de melancólicos tremoços regados com a cevada estrelar. Como sobremesa, a azeitona mal vestida, o caroço ondulado na pele de uma animal esfomeado e morto e um toque, um gosto de ansiedade. Seria a cereja do Rei ou a tiara da princesa. Assim como poderia ser o fundo do poço da vila de Chaviera. A preocupação com a sua dieta encontrava-se exactamente aí.
Chaviera era redonda, tinha músculo no pé esquerdo e rugas no queixo. Chaviera regozijava com a extensão de seu paladar. Sabia perfeitamente que pouco lhe sabia. Quando o paradoxo maior chega, a redonda Chaviera sabe que são um quarto para as oito.

A Mentira de Chaviera - Texto I

De gorro em punho, chocolates em defesa e tormentos avassaladores, críticos espaços de melancolias invadiram a imaginação de Chaviera. Na hora do choro, cristalinas seduções irradiavam com alegria, sem pudor, a arte colorida de um cinzento. Ela não se importava com a invasão. Finalizava a sua rotina e tomava o chá, quente, a escaldar, sem se importar minimamente com as escolhas que lhe faziam. Não se sentia incomodada com absolutamente nada e isso, para cúmulo dos cúmulos, até a arredondava ainda mais. Um sorriso matreiro espreitava.
De queixo pousado e cheiro inesquecível enganava os transeuntes de seu instinto. Adengava pormenores que seriam inevitavelmente sujos e rugosos. Calcava uma tentativa, escolhida a pé, torneava salgados em doces, relançava ideias passadas no vindouro de seu leito e quando chegava aquela hora, chorava. Marcava a vermelho, com exactidão de profundezas maltratadas, o momento. Mais vermelho ficava com a mistura alaranjada da sopa que no abismo distribuíam. Mimos aparecem a qualquer hora. Relaxam no seu enorme corpo, como que desenhados pela miopia das castanhas que tendem e insistem a rabiscar qualquer tonalidade que desafie o arco-íris da imortalidade. Não, não era! Aquela de que se padece e não a que se sonha.
Não existe qualquer pressa em deslocar emoções. Estão presas em órgãos que estão sós. Sem trilhos, sem cascas protectoras, sem cálculos de rajadas presunçosas. Não há liames, finalmente… o que existe? A vontade. Apregoada continuamente, na certeza irrisória de uma unha mal formada mas com experiência suficiente para levantar obstáculos… que não existem. Chaviera sabe isso, melhor que ninguém… É dessa forma que o sorriso matreiro se alimenta, do conhecimento oportuno e experimental, que relaxa em suas ondulantes faces de seda que pernoitam na mentalidade automática e pontual. Não há forma de lidar com a semelhança entre pontos que a preenchem, mas há forma de se juntar a esses mesmos pontos questões ansiosas por se desmitificarem.
O queixo rugoso treme, afina-se calmamente. Seduz a melancolia. Preenche páginas em branco. Falta a compromissos ainda mais rugosos. E… sorri, de alma depenada, de espírito quebrado. Soma total: subtracção de rugas. O tempo a afrouxa, calça luvas de respiração, pendura seu esqueleto no cabide da vaidade e espeta calculismo nas lágrimas de Chaviera. O ponto fraco, a hora da vulnerabilidade é um peso que um redondo milagre não suporta por muitas borboletas que carregue. Mortas, ou pelo menos moribundas, porque por cada representação altiva uma pestana cai… no abismo. E nem odores nem vontades, nem luvas nem sopas arredondam cavernas inquebráveis. Talvez o piano manco, mas esse há muito que não cria, que não reluz… esse, é uma fita, é um murmúrio, um segredo, é uma mentira sem lógica e irreal. É uma melodia nua, despida… inexistente, porque não?
Por vezes, Chaviera, escuta o som do odor que ela própria persegue. Inconscientemente ou não, só ela pode escolher o tema da perseguição a realizar nas estupefactas linhas da sedução que apelam a seu famoso choro. Nesse odor, cabelos lisos de rebeldia contrastam com a insegurança de seu olhar, numa batalha crua, causando milhares e milhares de mortos, milhares e milhares de moribundos, desfeitos pela simples hipótese do auge acontecer.
Numa fotografia tipo passe, rasgada e gasta pelas lágrimas casuais de algo ou alguém, perdura a insignificância do mesmo que se mostra. Mas perdura… independentemente do que seja. Basta isso para ser mais do que qualquer outro objecto ou ideia que naturalmente se prontificaram a conjugar-se com a batalha, com Chaviera.

A Mentira da Chaviera - Intro

Na geometria negra das palpitações constantes e sedosas de uma conspiração calculada, forma-se o ardor de uma melodia social. Outrora, em tempos não há muito passados, o piano manco e rugoso, selava portas de horror e medo. Destrancava outras que tais mas para percorrer liberdades distantes, que porventura, poderiam açambarcar lagos e poças de destinos prováveis.
É um paradoxo, esta ribeira de detritos, este mar de ideias sedutoras mas que não passam disso mesmo. As construções, assim denominadas por vaidade, em relâmpagos se transportavam, espalhando uma boa nova semelhante à apaziguante caída num abismo. As redes de protecção, furadas, rotas de segurança, riam-se sem controlo e com uma barbaridade tal que a competição com o abismo era rotina presente na pele de quem simplesmente apenas olhava.
As pedras, excelentes condutoras de carácter, prestavam tributo umas às outras, movendo fronteiras irreais de um vale para o outro. As ervas daninhas, alaranjadas, cuspiam mordidas de matemática pura, somando assim as peculiares e estreitas sensações de fome perante adversidades futuras. A névoa, de chinelos calçados e de remela em punho, galgava a sujidade dos pensamentos que ao abismo chegava. Bons, maus, construtivos ou calamidades e afins, todos eles se reuniam e tinham um lugar-comum.
Chaviera era redonda, com músculo no pé esquerdo e rugas no queixo. Chorava a um quarto para as oito e parava a cinco para as nove. No tempo restante, contava uma história, a qual era real e que desprendia a atenção a todos os outros seus cálculos e movimentos.
Real, mas não verdadeira, era assim a lógica Mentira da Chaviera…

Pontas Soltas (metáfora calculista e suja)

Boa Noite. Três euros e alguns cêntimos fechados na caixa de fósforos comprados na Capital. Fiéis a ensinamentos dourados, queimados por luzes assustadas, rasurados por unhas sedentas de fome e alarmados por questões não menos douradas, os fósforos afogam-se no materialismo comum da ressaca encantadora. Ironia, talvez, um paradoxo com certeza! Encantar não é doutrina fácil nem tão pouco ressalva espectadores mais desatentos. No entanto, engloba o mistério das pontas soltas.
As pontas soltas, reza-se nos picos das ideias, passeiam-se nas estradas esburacadas do anti-capitalismo (não interpretar como se interpreta) onde em segundos destronam colectivos fugazes mas audazes. Cheiram, tentando amarrar propósitos, mastigam, tentando relembrar misturas raciais, olham, construindo campos de batatas plantadas com enxadas prateadas e solenemente varridas por ouro de calos específicos e descontrolados e, num último suspiro assim aclamado, apalpam… tintas da antiguidade rebocadas por humidades faciais. Em último patamar, são eliminadas. Há apertos muito fortes, mesmo para obras com os pigmentos dotados de músculos que enxergam a escuridão de lá de cima, seja onde isso for.
As pontas soltas, reza-se nos túmulos desconhecidos, alimentam-se em casas patenteadas com a esquecida secular ideia, bem visível a todos os olhos, mesmo para aqueles de palas e bengalas. Sentam-se, e com a arrogância de bandeira incomodam o risco do respeito e seriedade que sem a mistela que bebem seria um mosquito a zombar. Cruzam a perna, descruzam. Chamam uma ponta espigada, cozem-na com envergaduras de altares destruídos por pólvora rosa e pedem uma qualquer esmola (nome real) para saciarem um desejo que pouco importa qual é! Descosendo as bainhas das calças que a sociedade acolhedora usa nesse momento, usufruem numa vontade estonteante de todos os serviços, inclusive, o de atirar o tomate à entidade que espreita sem modos e com luxos. De seguida, fartam-se. Três euros não pagam a conta. Mas deixam os alguns cêntimos. Pesam.
As pontas soltas, reza-se na cova escura de Bocage, soltas continuam. É-lhes indiferente a percepção do mundo que se associam agora. Não é esse o objectivo. Amarrar e não ser amarrada, talvez seja um propósito, mas pensar nisso enquanto digerem a má educação não será um acréscimo de trabalho àquele que não fazem? Coitadas, não sejamos duros com elas. Afinal não mataram ninguém. (Paradoxo, talvez, ironia com certeza!) Nem tão pouco se viu sangue. Arrotam pelo caminho, esburacado ainda, enquanto admiram a tonalidade do céu que as acolhe. Sonham um dia voar, como aquele pássaro além, vêm? O quê? Sonham? Bom dia.
De carcaça em carcaça revolta-se o som acústico da banda inicialmente aterrada em lençóis negros. Com o tomate laranja, engloba-se a claridade de construções inóspitas. Num devagar melancólico, criam-se expectativas reais, mas frias, cruéis mas livres de pesares mal entretidos. Num jornal escrevem-se as gordas de ontem, mas com as magras de relevo. Numa transparência assustadora, a mentira, essa, chora num descontrolo descomunal, num descontrolo enraizado por conquistas de armadas navegantes na solidão de um tempo só. Esta é a tua terra. Esta é a formosa carta de ódio que nunca sai de um lábio agudo. Esta é o sangue descrito no poema reluzente e afamado por mitologias e cristais vagabundos que cercam a fome de horizontes e a sede de planaltos. Esta é o teu pântano. Acende o fósforo.
De ruga em ruga martiriza-se a sensação de nova textura. Com a ponta afiada, numa tela sem nome mas roída ao acaso, o acaso acasala. Sua noiva não falta mas no atraso planeado, a ansiedade torna-se rainha. Nas dobras, a sujidade impera e finca-pé com tinta preta como aliada armada até aos cabelos com pistolas de cenouras atreladas. Nas outras dobras, as visíveis, cicatrizes pedantes e aluadas devolvem o misterioso cálculo da batalha aos rebeldes engraxadores. É o básico, são os alicerces do porta-couves intelectual que revista o brilho dos mesmos, intimidando-os, tentando com isso encontrar uma forma extra de encorajamento. O Duelo há muito que está marcado. Agendas e afins são idealizadas já com este propósito. Humanos são assim programados. Até o estrume rega o seu quintal… Este é o teu dedo. Este é a odiosa carta de amor que sempre sai de um lábio agudo. Este é o curativo para as tuas mais que prováveis feridas. Este é o teu Apontar. Apaga o fósforo.
De lema em lema estremece o pudor social. O Rebentamento de gafes espirituosas acalmam os rochedos da imaginação que agora dorme num descanso perfeito no almofadado pano do manifesto formado por inúmeros liames que sorriem conforme um cliché é destronado. Vai-te foder, utópico cancerígeno! Não tens lugar nem na extremidade de um sapo salivante e ousado em relegar crenças mal estruturadas. Quem o diz? Quem as fez! Esta é a tua vida. Esta é a tua morte. Sorri… e usa um isqueiro!

Um Qualquer Duelo (previsão escultural da resposta na ponta da língua do tropeçar ecológico)

Em dividendos outrora esquecidos, baseia-se a caverna esquecida do memorando. Memorando este, que ao longo dos tempos, foi consecutivamente maltratado por objectos que se auto intitulam de alguma coisa que qualquer ser consciente não sabe. Consciente ou. Mandamentos alucinantes para a sociedade dos saltos altos e bicos de pés que regozijam perante o ganha-pão de um qualquer inconformado. E não sejamos brandos! Qualquer, é a palavra-chave de toda a sucessão contemporânea existente na corda bamba de trânsito caótico que governa Qualquer (cá está ela outra vez) superfície áspera. Textura valorizada pela exclamação de um presidente irreal, aclamado por seus pares, que lá de cima, ditam o poderio susceptível de ser bem entendido.
São as contas de processos eliminados que forram as paredes da caverna, e não papéis de parede ou mesmo obras de arte de Qualquer século. Acumulam-se, resguardam-se na pilotagem incerta de suas mãos frias e suadas, não de trabalho, mas de dúvidas e incertezas calculadas… como são falsos esses dedos! Apetrechos de linguagens duras e cruéis, sem misericórdia para seja quem for. Mesmo os compadres… mesmo os compadres sofrem para que seu nariz cheire exactamente o mesmo. A merda é a mesma mas os narizes distinguem-se visivelmente do salutar terrífico ao bater no chão sujo marcado por pegadas, sempre do mesmo número.
Caverna essa, que sem candelabro, ilumina a entrada formando uma mensagem de boas vindas e ainda uma outra que tenta a todo o custo, expulsar insignificâncias e bolsos longos. É o contraste, só sentido para quem conhece o dia e a noite. A rivalizar enquanto se sobe escadas, os apetrechos riem e sorriem enquanto por cordas são puxados, de diamantes em punho, como se fossem os únicos a tê-los… como se fossem os únicos a poder tê-los… cobertos de pó, de cinzas macabras, construídos ou descobertos por pés feridos, navegam em consequência do esbanjar de vaidade falsa e desnecessária.
E tudo isto é Qualquer coisa… Esperem até conhecerem o mal…
Em quatro cigarros se apoia a noite do afamado e surreal autor da mais extraordinária caminhada, pelo deserto de ideias e pelo branco de qualquer provável tábua de salvação. Em três… com picos de pintas pingadas salienta-se a imensidão, mistura-se com a vontade imensa mas preguiçosa e embora toda esta contrariedade pareça impossível, nasce um sabor intenso, único, demasiado único para ser repetido. Conhecê-lo é a obra de arte existente e talvez a forma mais linear de definir os contornos de uma caverna. Em liames presos, exclusivos, esconde-se a cor repetida de um caso entre o alto e o baixo.
Mas é tudo o que se saberá. Marcados nesses contornos ficarão para uma vida, nem mais um dia, para que o progresso de uma avassaladora descoberta continue. Chama-se de propaganda. Nua e crua. Com todos os pontos nos “is”. Os enganos não entram nesta caverna, apenas a cobre. São as telhas indestrutíveis e bem artilhadas que protegem a sensação, ou provável sensação, de quebra, de ruptura futura, que seria, e não, não é engano, o contentamento de muitos. O Qualquer não se aplica. Estranho, não? Não… trata-se de uma superfície completamente lisa, plana e sem verrugas ou defeitos. Como os enganos facilitam uma paisagem, procurada pelos navegantes de uma cultura apregoada desde a infância! Em dois… o Sol quer nascer. Mas que superfície vai ele iluminar!?
À prova de água é o interior destes misteriosos cálculos, ferrado por mosquitos moribundos, de isqueiro no bolso e fósforos em punho. Nasce no intervalo da vela questionada por arrufos seculares, em pontos de correio mal elaborados com sede de pudor, cresce na ideia trespassada por momentos insolúveis e morrem… debaixo da mesma água que tenta expelir a todo o custo. Nesta maratona, pausada pelo café infeccioso originado por uma bola estranha sedutora, gasta as solas sem arrependimento, fornece calor também sem arrependimento e gela numa causa que gela qualquer partícula solta pelos malabarismos verbais a que acostumado foi. Reage a ideais estruturados, chama filho e mãe, cospe no chão que carrega e introduz o porta-moedas na lixa do barco de recreio.
Entre o que chama de tarefas, engole a misericórdia para com seus pares desconhecidos, revolta-se com as lamentações que ainda não tem e acciona um alarme com pele de cordeiro na ponta de seu dedo. Inclina-se, despenha-se na concentração exigida e numa espécie de transe psicótica, aponta magnânimo, corrigindo o sorriso…
Numa dessas alturas, o apito solene do alcançar relembra o reflectir das inúmeras saudades desgastadas pela correcção do limpa-vidros, mas nem assim desiste ou mesmo se indigna: apontado está, seleccionado fica, para que em breves olhares, mesmo que cegos, sejam vistos consecutivamente pelas passagens exíguas construídas há milhares e milhares de…segundos.
Segundo será este cálculo. Seu objectivo também nunca foi ser primeiro… mas será que o desejava? O recibo da mercearia diz que sim.
Começa o Duelo do Apontar. Ao meio dia medirão forças… terceiros depois se descobrirá quem melhor aponta. Mas tudo isto é um caso aparte. É um outro cálculo. É o primeiro…não há razão para verbalizar forros ferrados!

Liamismo ( parte II )

Mais um liame corrompido, por menos migalhas é certo, mas juntamos às outras, famintas, isoladas mas libertas. Liame com liame, num só nó, será liame.
A repetição desdobra-se até o humano numa das voltas, não conseguir executar o roçar, a não ser apenas com o jornal. Já sonhada e executada a palavra que nasceu do primeiro roçar, cento e cinquenta metros são percorridos. A humilhação é agora de um conjunto de liames que entretanto deixaram sua sombra bem estacionada e disfarçada no caminho que percorriam todos os dias juntamente com o humano. Os liames das migalhas, esses, foram sugados, acrescentados sob o pretexto da união ao liame humilhado e entristecido. Esse acrescento, causou um impacto tal, que a sua sombra originou um outro liame, que dias mais tarde, por influência maravilhosa e bem falante da mesa (farta de ser roçada) se revoltou e decidiu criar um exército de liames. Combater humilhações mesmo que oriundas de outras que tais seria um de seus destinos.
Um exército que se multiplica com tal facilidade aparente, como qualquer outro, mesmo pelo contrário, precisa de um líder. Necessita de um líder que os apresse e que os acalme, diga sim e que
diga não, real ou imaginário, vida ou morte! Ou de um líder que num piscar de olhos ou num estalar de unhas sujas e pintadas os faça entender que ambas as partes podem existir, que ambas não são contradições!
Na procura desse líder, e enquanto os guerreiros se multiplicavam, o humano continuava nas suas imaturas criações, calcando galopes bronzeados de movimentos altruístas e meramente comedores de papel venenoso. Sonhava, alucinava na literatura que ele próprio escrevia ou até mesmo naquela que encontrava debaixo de sua almofada predilecta manchada por suor de um cavalo de balanço chamado Dada. Na estação dos sonhos, onde fios já dominavam e controlavam as partidas e chegadas, automaticamente, o humano desejando explorar as suas capacidades, provocava curto-circuitos em si próprio em nome da criação… carregava no botão errado, deixava-se dominar pela tinta da caneta de ponta fina enquanto escrevia seu testamento, visualizava o que muitos não queriam… enfim… o humano Miró, seu primo afastado, passava fome… no entanto roçava mesas com uma dúzia de pão…

Liamismo (parte I)

Todos os dias, em solas gastas por ventos de tormento, o humano caminha no mesmo espaço duas vezes. É a ida e a volta. Na ida, leva consigo uma ideia, fabricada, originada, aclamada em sua mente. Na volta, traz consigo o jornal, uma qualquer outra ideia ainda sem destino e seis pães. Nos cem metros percorridos, a janela do local onde abafa o realizar de suas obras, mantém-se vulgarmente disponível, esperando uma manobra vinda de uma tesoura inconsciente. Nesse mesmo espaço, um liame que se solta do casaco do humano segue-o como qual patinho feio. A trajectória não é visível por nada nem ninguém, nada nem ninguém o observa, talvez seja essa a razão. As migalhas dos pães ainda coladas a eles, rebolam no mesmo saco, constituindo elas um outro liame que firma essa mesma ideia: a de segurança. O não observar está em liberdade constante, não se prende por favores ou ideais, por questões ou apostas, nem tão pouco por rodas e aparelhagens pretas com olhos esguios. Mas os liames, estando constantemente presentes, abraçam a hipótese, a probabilidade de a liberdade se equacionar em qualquer altura. Nesse momento, uma solução, outra, tem de alcançar. A relatividade realça o oportunismo, ainda antes de o não observar ser ultrapassado pelo humano.
Pousa os seis pães e o jornal numa mesa manca, ferida na guerra de uma descoberta maliciosa e apimentada por imoralidades sem lógica, enquanto a ideia que vinha a ser desenvolvida na volta se evaporava para os perdidos e achados da casa do humano. O roçar do saco com o pão, juntamente como jornal enrolado na base da mesa laranja, despoletou dois acontecimentos em simultâneo: o soltar das migalhas corrompendo assim o liame que as ligava assim como o descontentamento do liame que percorreu os cem metros. O humano sonhava a imatura criação de uma palavra e já o liame conhecia a sua limitação.

Entristecido e humilhado pelos outros, não se deixa quebrar, mantém o que pode alcançar e no dia seguinte, no mesmo percurso, o humano, repetindo toda a mesma situação percorre os mesmos cem metros. Será o mesmo que dizer qual a limitação do liame. A diferença mostra-se envergando um aliado como se de uma arma estrangeira se tratasse. O roçar aconteceu mas com cinco pães. (...)
PUM PUM !!!
PUM PUM !!!
PUM PUM !!!
PUM PUM !!!
PUM PUM !!!
PUM PUM !!!
PUM PUM !!!
PUM PUM !!!
PUM PUM !!!
PUM PUM !!!
PUM PUM !!!
PUM PUM !!!
PUM PUM !!!
PUM PUM !!!
PUM PUM !!!
PUM PUM !!!
PUM PUM !!!
PUM PUM !!!
PUM PUM !!!
PUM PUM !!!
PUM PUM !!!
PUM PUM !!!
PUM PUM !!!

Tantos pontos... e só um te realiza.
Tantos fios... e só um te é.
Tantos guardanapos... sim! sim! é!
Tantos rabiscos... de piscos em piscos.
Tantos... mas nenhum a memória te alisa...



Crês no ruído paisagistico da tua imaginação e depois é no que resulta: uma ideia ditada por um ideal deitado na poltrona da vaidade que comanda o teu assassino onomatopaico sem piedade...

Pum pum!!! Já eras antes mesmo de o ser. Bilhetes para fugir estão completamente esgotados. Reservas para alguns milhares de anos.

Solução?

Desenrasca-te!

Ah!!! Espera que estejas bem... (!?!?!?)

Ah nº2!!! Pum puM !!!!!!!

O Serralviar e definir um desejo... branco em fundo!


O fim de estampa, devaneio… clareza de planeta com errata consciente

Tic Tac!!!
É o relógio de pulso das cenouras não-livro que sintoniza a vontade de estar com a podridão existente na rede inóspita de um animal que conjuga as mesmas fezes quase que ordinárias na língua de um predador com cérebro atónito. Revelas pormenores em teclas de instrumentos fundidos como a lâmpada do espaço onde habita, torna-se hábito e tradição secular. É pois, na escuridão, que lembra o porquê de se auto massacrar com mosquitos há muito mortos, ainda por enterrar. Moribundo é, até que não o seja, lógico. No entanto, a lógica não é para aqui chamada, a não ser que… a não ser que não seja lógico.
Tic Tac!!!

Os Ponteiros dormem… ressonam mil e uma legendas, para que interpretados sejam, dão e tiram com vontade, tal e qual a vontade de uma folha branca no exacto momento em que decide não o ficar. Não há remédio! Só corda ou energia, que o abalam persistentemente, com cornos de bosta fria e bonacheirona que reluz na tal escuridão. Em cambalhotas espaciais se desdobra com o objectivo de alcançar um novo feito, feito esse que apareça nas revistas cor de rosa. A preto escrevem mas o que transmitem não é dessa cor. Risca e Risca e volta a Riscar. Letra maiúscula para que te quero, grita descontroladamente. Alarme!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Percebe-se esse momento. Está feliz… pudera! Nesse momento, até as máquinas pensam, até as pessoas pensam. Uma pedra, uma qualquer pedra é agora um ideal, é uma inteira poltrona de pequenos bichos estonteantes e em festa, completamente embriagados com o sentido fino e clássico do próprio acontecimento.
Aguça-se a inteligência e o analfabetismo de uma casca solta-se qual foguete nos tímpanos mágicos e no pulso dormente do escrivão mor e do escrivão aprendiz, que lê e lê até perceber o que ali faz. É a província da vaidade e do não, não quero.
Pum!!! Pum!!!

Não há mais Tic Tac…
O alarme parou, sem remédio e sem veneno.
A desconsolação como critério de vida… não… não á história do gato sapato nem tão pouco da varinha mágica com nariz de palhaço. Provavelmente nem uma história é… provavelmente (porra com as probabilidades) nem um segundo a mais poderá existir… a menos, muito menos.
Tecla, tecla, tecla por entre bonecos entroncados de rasuras economicamente moribundas, em cenários risonhos, por vezes, perdidos no lixo entre dedos, perdidos na imensidão da melodia do piano manco, que mal vê, mal ouve mas que se separa no corrimão do conhecimento de causa esplêndida, é assim um factor desta entidade. Os outros factores de cores garridas, lutam entre si para se sobressaírem, querem-se mostrar independentemente da chuva castanha que se ri no horizonte de um verão quente, de um Agosto num ano ponto, num dia ponto…
E assim começa… foi o “era uma vez” desta marginalidade tornada mais que realidade, de dente em dente, de anestesia em anestesia, de cabelos húmidos no vento de cenouras…humm… cor de rosa com pintas azuis, no roçar se sorrisos escondidos pois “auto mostrar-se” delinearia uma futura acção não ainda pronta, o que por sua vez resultaria num pecado escrito e descrito nos evangelhos das naturezas, dos “tem que ser assim”.
Em aspas e raspas, canetas e lápis, em dias ou em minutos, a conclusão navega, passeia-se, vaidosa e confiante de óculos no bolso e carteira na mão, de sobretudo roto e desfigurado planeando um caminho que tritura passos de coragem e passos esqueléticos. De correntes empunho, mastiga a tosse que aparece aquando de uma gota maravilhosamente torneada, que bate e volta a bater nas jangadas de papel de chá preto, escolhendo um vazio, virgem de qualquer mosquito ou cagada humana que está patente no oceano tecnológico a que tudo se propôs. Oceano este que deixará de existir quando a sua memória de elefante em pulga se tornar, quando o preto lhe vestir e quando… não, isso não escrevo. Seria como plantar meias e crescer orelhas… Seria como cortar um dedo e sangrar na imaginação.
Cravo-lhe as unhas e mais um boneco surge, espalhando aroma de cenoura azul, mas desta vez com pintas rosa. Castanhos vibram enquanto a chávena de um café é esquecida por linhas de pensamento completamente diferentes das iniciais.
O toque, o vibrar causa arrependimentos magistrais nas bocas de um túmulo escrupulosamente bronzeado por um calor e brilho de novas e sensoriais pernas de lagos e lagares alcoolizados por mestres pictóricos vindos lá do longe, lá dos olhos que teimavam em ser vistos, quer pelo passado quer em qualquer outro tempo.
Esquisito no esquisito, mas com uma bola vermelha e uma batata esquizofrénica planeou a construção de um calculismo linear à separação da cauda do piano manco. É a relação que improvisa retirando uns óculos mágicos de virtualidade casual para uma mordida alta em golas baixas.

Cenouras Azuis Engavetadas no Bolso Esquerdo

Sei que ultrapassaste a errata consciente que te escrevi. No palhaço que complementa a tua existência, saboreias a conclusão das questões morais a que tu chegaste. Cegas com vaidade, mudas com desprezo e com armas de arremesso fácil e divertido só para ti e arrumas o preço do caminhar para que ninguem o descubra.
Uma noite serás a cenoura azul sem cor.
Uma noite serás tua.
Na noite a seguir, serás minha.
Petrifica a tua reacção original engavetada na sedução que não tens!!! Verás a eterna cumplicidade enforcada na árvore onde também os pássaros se enforcam... partirei tua casca só para te magoar correndo o risco de que gostarás... e correndo, fugindo...caso realmente gostes...
Uma noite, serás minha.
Roer ou não roer é a questão!!!
De dentes amarelos te marcarei qual brasão qual estampa e sorrirás de tanto desafiar a mortalidade. Experimentas a morte na tua vida, agora tambem a minha serve para tal assunto...humm...indelicado...
O sonho, húmido ou não, leva-te à realidade... mas a realidade leva-te novamente ao sonho!!!
Pára com essa merda!
Sai-te!!!!!!!!!!!

Reticências Duplas... ...

Mas que em filosofia cabes tu? Consegues tu inserir-te no liame esqueletico de tuas correntes? Ou será fogo de vista, gelo de sentimento ou mesmo calafrios de dores inoportunas causadas por desfiguradas almofadas de pudores assassinos??? Perguntas com resposta concreta no limiar do entendimento claustrofóbico a que te submetes...não fujas do teu pecado maior, o clímax de tua sedução, o odor de tua sensatez cáustica... refugia-te antes no cachecol emoldurado por tristes aposentos de outros e outroras!!! pois..."Srs passageiros, atenção à chegada do comboio às reticências atrofiadas e duplamente causadas"...pois... ...tic tac(filosofia temporalmente arrefecida).

Galhetar: a não-história de um passo inchado.

A desconsolação como critério de vida… não…não é a história do gato sapato nem tão pouco da varinha mágica com nariz de palhaço. Provavelmente nem uma história é… provavelmente (porra com as probabilidades) nem um segundo a mais poderá existir… a menos, muito menos…
Tacla, tecla, ticla por entre bonecos entroncados de rasuras economicamente moribundas, em cenários risonhos, por vezes, perdidos no lixo entre dedos, perdidos na imensidão da melodia do piano manco, que mal vê, mal ouve, mas que se separa no corrimão do conhecimento de causa esplêndida… é assim um factor desta entidade… Os outros factores de cores garridas, lutam entre si para se sobressaírem, querem-se mostrar independentemente da chuva castanha que se ri no horizonte de um verão quente, de um Agosto num ano ponto, num dia ponto.
E assim começou… foi o “era uma vez” desta marginalidade tornada mais que realidade, de dente em dente, de anestesia em anestesia, de cabelos húmidos no vento de cenouras…humm…cor de rosa com pintas azuis, no roçar de sorrisos escondidos pois “auto-mostrar-se” delinearia uma futura acção não ainda pronta, o que por sua vez resultaria num pecado escrito e descrito nos evangelhos das naturezas, dos “tem que ser assim”.
Em aspas e raspas, canetas e lápis, em dias ou em minutos, a conclusão navega, passeia-se, vaidosa e confiante, de óculos no bolso e carteira na mão, de sobretudo roto e desfigurado planeando um caminho que tritura passos de coragem e passos esqueléticos. De correntes em punho, mastiga a tosse que aparece aquando de uma gota maravilhosamente torneada, que bate e volta a bater nas jangadas de papel de chá preto, escolhendo um vazio inóspito, virgem de qualquer mosquito ou cagada humana que está patente no oceano tecnológico a que tudo se propôs. Oceano este que deixará de existir quando a sua memória de elefante em pulga se tornar, quando o preto lhe vestir e quando…não, isso não escrevo. Seria como plantar meias e crescer orelhas… Seria como cortar um dedo e sangrar na imaginação…
Cravo-lhe as unhas e mais um boneco surge, espalhando aroma de cenoura azul, mas desta vez com pintas rosa. Castanhos vibram enquanto a chávena de um café esquecido por linhas de pensamento completamente diferentes das iniciais…mas tão iguais! O toque, o vibrar, causa arrependimentos magistrais nas bocas de um tumulo escrupulosamente bronzeado por um calor e brilho de novas e sensoriais pernas de lagos e lagares alcoolizados por mestres pictóricos vindos lá do longe, lá dos olhos que teimavam em ser vistos… quer no passado quer em qualquer outro tempo.
Esquisito no esquisito, mas com uma bola vermelha e uma batata esquizofrénica planeou a construção de um calculismo linear à separação da cauda do piano manco. É a relação que improvisa retirando uns óculos mágicos de virtualidade casual para uma mordida alta em golas baixas…

1 minuto, 17 segundos. - Comparação: Criação e Estar.

Pediu a compensação entre uma relação medida por um anterior encontro, saudoso dos mosquitos relançados pela imaginação fértil... e que belo campo de batatas lá estava... e uma actual forma de comunicar entre os copos sujos de palavras carnais e enteadas de maneiras dispersas nos alongamentos cristalinos das rugas das belas cenouras trespassadas por ocasiões!
Relançou o pudor e os sapatos brilhantes no brilho questionável do existir por agora em entre-linhas maldosas mas muito subtis na equação do viver em vez do morrer.
A simplicidade suja-se de complexos que se agarram quais sanguessugas para uma jornada de olhares... perde-se um e de seguida outro, nada se ganha....um restará... mas que importa isso quando dois segundos faltam, quando dois momentos se esquecem no entrelaçar das espadas que rompem fielmente a necessidade de tudo abdicar...1 segundo após um minuto que falta para os 17?...pois sim...fazer o favor de afastar para passar...é um grito de guerra?

Sr.Vazio - Ruralidades Urbanas


Tentativas Divagadas


Tentou, sem limites estabelecidos, rasurar a implacável melancolia que absorvia o seu reino. Por entre lágrimas crepusculares os soldados se escondiam… sem medos, sem destinos, a não ser o inicial, esse, ainda bem definido e presente.
Tentou, absorvido em momentos adúlteros, controlar a tristeza que se sobrepunha nas escadas e patamares rolantes existentes nos casarios de seu reino que ele próprio esboçara, enquanto o ruído de tremores carnais o faziam recuar perante extraordinárias melodias. Nesse confronto, ruído contra melodia, havia imaginação suficiente para sumos de cenoura existirem.
Tentou, de pincel em punho, construir o plano que iria absorver toda essa melancolia, perante o olhar atento e controlado dos seus súbditos, rendidos à inexplicável tentação de simplesmente… tentar.
Tentou, conseguir…
Tentou, em carruagens abandonadas pelos mestres de outra época, pelos deuses em que não acreditam, deslocar-se para ali e para acolá, para a nuvem número treze ou para a arvore número setecentos.
Tentou, por intermédio de mosquitos mercenários, destruir raízes inexplicavelmente fúteis e sem razão de existirem. Mosquitos esses, comprados com promessas perdidas, promessas que anteriormente figuravam como principio maior da cabeça a quem pertencia. Mosquitos esses, moribundos… e cada vez mais.
Tentou, de olhos fechados…
Tentou, de olhos abertos…
Tentou, mascarado de uma qualquer coisa que encontrara na mala castanha escondida na podridão de sua cama que reflectia nos horizontes temporais e espaciais de uma mente habituada a mostrar-se sem pudor, sem receio… Declínio total, subjugado, alienado, perplexo, concentrado (demais) e de calos nos olhos retirou a máscara mesmo antes de conseguir dizer o seu nome, chorou e suas lágrimas apanhou. Guardou-as num saco acastanhado de fio azul com cascas de cenoura para mais tarde lançar a uma gota de um qualquer oceano que gritará, sem sentido algum, implacavelmente.
Tentou, estudar planos macabros que encontrara num alheio desnaturado, sem riscas, sem merdas autónomas. Para quê? Para que se pudesse basear em princípios e valores que não os seus, de forma a aprender, a elucidar-se de como tudo se mexe e se comporta. Talvez assim conseguiria…
Tentou, mas o Sr. Vazio não conseguiu.
O piano morto e desaparecido, com uma só tecla, entrelaçado na escuridão de um pensamento comunga de um escrito verdadeiro que passa qual novela, nos carrosséis das cabeças dos guerreiros, agora melancólicos. A verdade, é verdade, não é fácil de aguentar e isso nota-se ainda antes do nascer da estrela, pois alguns milhares já se despediram do ar que obedece. No escrito está escrito e sem melodia, desta vez.
Batalhas interrompidas, algumas antes de se iniciarem, estão agora rodeadas de abutres com dentaduras roubadas em locais que já não existem. Querem-nas para rir e rir e voltar a rir de entusiasmo carregado de musgo alaranjado que pernoita em estalagens frias, gélidas… Trespassa odores e ideias como a lança que pica a inesgotável vontade do Sr. Vazio, quando posto à prova é. Quando relança o começo, o Sr. Vazio perde como nunca antes tinha acontecido. Coloca mangueiras de rios longínquos ligados a mares oriundos de planetas sociais e socialmente correctos para que um entendimento haja, na pior das hipóteses, para que se possa inserir. Engano profundo e fundo que nem à tona reflecte a imensidão de um plano quase que maquiavélico e paranóico. Teorias de conspiração e relaxamentos hormonais aliados a climas robustos e quentes que soltam gases fundidos com alianças estratégicas num povo já mentalizado, numa casinha com esqueletos de gerações que nada nem ninguém se recorda… Juntando e aglomerando mitos urbanos que passeiam nas províncias catastróficas de furacões em forma de saia e maquilhados a preceito para se vangloriarem de proezas analfabetas, tropeçam voluntariamente em ocasiões fornecidas pelos seus pares, estes mascarados e infiltrados na luz esclarecida de profetas que não utilizam os trabalhos, mas sim palavras e actos que servem somente para eliminar esses mesmos trabalhos. As palavras não são fortes quando sozinhas estão. A palavra sim.
A inocência e a verdade, apregoada desde que os bichos são bichos é a utopia que calçamos quando nascemos, que o diga o Sr. Vazio, Rei dos Reis, Senhor do Castanho e do Acastanhado, que de cenoura em punho e cicatriz como olho não provou, mas bebeu todo esse veneno… Sim, tamanho único.

Viver e Surdez...

Pesam… e de que forma. Lidar com o tempo que passa é desafio lógico mesmo para o Sr. Vazio. Na mesma maré onde cenouras se afundam, onde bocados de pijamas veneram a ilídica terra acastanhada, lágrimas que passam por suas cicatrizes caem como granadas mentais num chão mau, húmido e que escarnece do que lá passa. Muitas vezes, roubadas, outras, tiradas de um colo faminto que rejuvenesce perante sedutoras obras melancólicas que abundam fortemente em lençóis de açúcar oleado.
Sem dono se tornam mas não é o mesmo que serem livres. Autorização de enclaves, domínios, grupos, pretendentes, simpatizantes, estúpidos, ignorantes, intelectuais e guerreiros de pijamas emprestados por estrelas cadentes que não mais existem é necessária. É obrigatória.
O piar de um ornamento relaxado, numa parte relaxada, num local acastanhado e também relaxado ouve-se descontroladamente no reino. A atenção numa qualquer outra cor, refugia-se na cabeça de cada um, o tremor remete sua força nos membros que encontra e aquela árvore ali, sim aquela, entrelaça o desejo da reunião entre um senso comum, as lágrimas e o pesar. Não! E o peso… cabelos esticados, carteira lógica na mão, sensações no dedo grande do pé, com unhas negras e sujas de tanto limpar, entre bugigangas e pestanas fervorosas, entre casas de altitude e dores de garganta, na gravata sedosa e nojenta o Sr. Vazio se encontra. Desenhos e pinturas apressadas por comerciantes desligados de um qualquer suor ou mesmo transpiro voam por entre suas armas. Chamam-no mas ele não ouve. Insultam-no mas ele não responde. Empurram-no mas ele não cai. Queimam-no mas ele não sente. Fitam-no mas ele não olha. Lançam-lhe poemas e navegantes mosquitos de terras que ainda não existem e ele nem suspira. Em todo o reino o ar é roubado. Em todo o reino, lágrimas e ar não existem. Mas ele respira…
Agora, pestanas moribundas. Agora, casas pequenas. Guerreiros afamados e o seu pijama… sem “inhos”. Os desenhos e pinturas apressadas matam-no. Mas ele não morre.

Requisição

Sempre sem à vista, se houvesse seria castanho e castanha, os pontiagudos excertos de carruagens blindadas pelos gritos exaustivos de gafanhotos preguiçosos procuram relembrar-se do seu Rei. O maiúsculo é a aparente e sombrio mas destina-se a ser religiosamente tal e qual como é, por ordem magnânima deste mesmo Rei. Ousar tratá-lo de forma diferente é futuramente pertencer a uma classe servida como requinte, assim como outro, que habita nos livros de conquista mental pousados nos cabelos longos e repletos de vazios para outros lá encaixar.
Vazio é o que não falta ao Sr. Vazio. Disso não podem acusá-lo. Aliás, acusá-lo de algo, é marcar um fim na sua tão preenchida agenda. É, nitidamente e sem qualquer apelo, encaixar-se por debaixo das monstruosas carruagens, que para além de pontiagudos excertos, regozijam com tanto sofrimento provável.
Em tempos, não muito longínquos, o Sr. Vazio caminhava entre lugares… hoje, caminha na exactidão milimétrica do seu reino. Aprova, e o contrário faz, colocando-se em desacordo apenas consigo próprio. Quantas vezes já ele pensou em elaborar um plano para se apanhar a ele próprio?
OPERAÇÃO VAZIO (A apanha dos vazios)
Requisição de material.
Sr. Vazio.
-1 cicatriz
-2 olhos
-1 daquelas coisas avermelhadas por onde dito as leis em meu reino e futuramente em outros
-1 carruagem desfeita (sem deuses)
-1 mapa perdido com tesouros encontrados
- 7762 guerreiros trespassados
-2 cenouras azuis
-1 pijama
-1 manifesto
-1 alicate
-1 orelha
-já!

Plantações Azuis

O Sr. Vazio, rei do reino dos reinos, paragem de caravanas suadas e sumarentas de ideias dos deuses que não adoram nem tão pouco conhecem, figura triste. Face melancólica, em contraste com o estereotipo criado e cuidado ao longo de séculos. Alonga-se nas memórias de suas conquistas roídas por imaginações que outrora pensara ser o futuro. Repousa na imensidão de um odor celular, de núcleos que apoiam doenças do riso e afins. O seu corpo chama o que em tempos chamava por ele, o seu corpo ri-se descontroladamente de sua mente e vice-versa. Não há regras, não há excepções, não há cenouras azuis, nem sequer um pijama para despir.
Fumaça é o seu presente, e enquanto a expira, desenha fogueiras de escravidão sensual e doseada em pequenas latas de cores amuadas e sem vícios no ar, no seu ar. (Mosquitos moribundos o cercam, quais abutres esfomeados!) Pestaneja por pensamento, respira por favor à vida e assoa a transpiração nos papiros do poder. Perde um a um, enquanto o vinagre de seu estado destrói o calculismo da sua governação. (Mosquitos moribundos o cercam!) O túmulo de suas mágoas foi aberto por escritores fedorentos e seus escrúpulos, sem receio de prejuízos para o utilizado. Novos leitores virão, sem nunca, por completo, conhecer as dádivas do Sr. Vazio.
A cadeira de três pernas em que se apoia, venera-o… de facto, é a sua maior aliada, conselheira e amiga de sempre. Mas nem ela aguenta todo aquele peso. Num reino de cenários castanhos, o incolor quer entrar. O incolor, neste reino, estipulado pelo Sr. Vazio, pode muito bem ser uma outra cor. As cenouras azuis revoltam-se. É preciso ter cuidado. Semear o vazio e não colher seus frutos é arriscado para um qualquer. Semear um vazio e não o ser é arriscado até para um rei. O nada revolta-se.

Infantilidade... Pressuposto número tal que.

Punhos arrogantes. Cicatrizes viciadas. Rostos caídos. Cabelos feios. Reluzir a idade do gelo, para um pressuposto altamente viciado na história do voltar ou não voltar, torna-se na sua maior aventura. Ultrapassa mesmo aquela em que tropeça na calçada embebida de carcaças que outrora sorriram, amarelaram a esquizofrénica questão do querer ser.
Corpo esquelético. Saco de ossos, ousaram chamar-lhe. Decadente amassado e pressionado pelas cenouras azuis. De pijama… Com carneirinhos embutidos e não sei quantos mais “inhos” vadios, lá perdidos naquele tecido de guerra e de paz, de amor e ódio, de claros e escuros… De soluções contraditórias e requintadas para os esfomeados dos anagramas abutres.
Solvido o odor do alcance, perdura no tempo a coragem desleal que assumiu contornos históricos, envolvida na traição capital. E que traição! Transportado por pernas extensas e de longo pudor, responsável e maduro, treme enquanto caminha segurando a alternativa de mais um cenário acastanhado. Cada dedo, cada unha, cada pensamento, imaginado, dissolve-se na lama que criou para mais tarde reluzir no comprimento da sua viagem. Atormentado por passados e presentes, busca não o futuro, mas sim, uma possibilidade. A possibilidade de ter um. Acostuma-se nas fileiras, com impressos macabros, preenchidos com protocolos ao mais alto nível(!?), bocejando a morcegos madrugadores, com palito no bolso e mascando uma qualquer frase feita. Descasca uma cenoura sem cor, espalha e destila lágrimas açucaradas, preenche-as de músicas e melodias seculares, renova uma vida inteira, vende palavrões, troca insultos risonhos e exploráveis, conversa com a morte, faz chantagem com a própria vida e com a vida de quem ao seu lado está e… espera. Um vezes zero é igual a zero.
Está frio. O gelo não derrete, é o pressuposto da sua espera. Momento em que é traído! “De momento não nos é possível satisfazer o seu pedido. Tente mais tarde. Obrigado.” Pede… pede que não seja um pedido, esclarece a deuses e deusas que nunca ouviu falar, escarnece de seus ouvidos e decide mais cedo lá voltar, para que tarde seja. E agradece. Pressuposto de infância (Infantilidade).

Vendedor de Palavras(ões).

Enganem-se os periféricos olhares das montras que patrulham os nossos campos de visão… esguios de pestanas mal formadas, controlam o público, jogadores de ténis e bolas no sitio que protagonizam ideias de filmes fictícios, são realizadores, mais pseudo qualquer coisa, que diplomas mostram para uma altura terem, apenas que seja um milímetro… Matemática que te fodas!!! Milímetro… se mais um, és grandioso, se menos um, grandiosos podres são ou serão.
No rematar de um lado para o outro, o tempo pára, tudo fica no mesmo lugar e a cor, essa cor, acastanha-se por comodidade. Comodidade torna-se lei e é imposta como regra fundamental e inquestionável. Lei transforma-se em arrepio que destrói a coluna mental do vazio, do borrego e do flamingo. O arrepio por sua vez, lembra a sugestão de biliões, triliões de guerreiros a mando do Sr. Vazio, que não perde um único momento. Não é omnipresente, não é um Deus…
Na mala, comprada por vinte e dois cêntimos, o desfigurar de mudos chatos e surdos lentos perdem-se no encontro de lenços, caixinhas mágicas, pensos, dinheiro difícil e mais e mais pestanas. “Pede um desejo” – gritam energicamente enquanto engolem cuspo arrepiado numa cozinha de cama estrelar e de arrastos prolongados por questões de cachecóis amarelados. Confrontam-se os dentes. O amarelo é a moda. A moda é o amarelo. A música está nos olhos, o click do isqueiro faz com que te venhas sem qualquer propósito ontológico ou mesmo fundamentalista. No fundo e uma vez mais na tona, a sucessão de coisas torna o Sr. Vazio questionável perante o que vocês lêem e vêem e quando assim é, perante palavras que hoje são repudiadas por sociedades, não sociedade, ele grita a plenos testículos hormonais: “Fodei-vos… por favor.” Por favor, pois a educação é o principio de toda uma sucessão putrefacta ou mesmo pura. A tinta é que mente…(!!!)

MANIFESTO DO TU


Em trintões de palavras rasuradas nas linhas paralelas ao inógnito, descrevo em pontos essenciais a história que multiplica a arte do castanho.
Ponto primeiro: nunca Tu.
Ponto segundo: se nunca Tu, talvez ele.
Ponto terceiro e último antes do quarto, que desce em ventanias sociais que exploram risos simétricos à hipocrisia salteadora de mentes descobertas por si próprias mas que alienadas profetizam falhas absurdas: se nem Tu nem ele quem mais do que…
Ponto quarto: Eu, de nome Vazio, tratado por Senhor, acastanhado a olho nu, num cavalo de cenoura crua e azul que satisfaz a sede de saborear o simples pavor de répteis corcundas.
Em triliões de palavras, lá estão, mosquitos moribundos, afundados na podridão angélica, cheirando e sentindo o acostumar de valores periféricos a um só motivo, que anteriormente, foi conquistado. Motivo? Já não…Nada, agora é nada. Os meus guerreiros que o digam, melhor, que se mostrem.
No escorpião da terra, a tartaruga consumidora ultrapassa a simples formiga, por respeito, delicadeza e fósforos queimados. O cheiro de um queimado é quase sobrenatural na tentativa inultrapassável de melodias autónomas. Destas razões os palitos cenouras azuis, uma vez mais acastanham-se, por referência ao bico alarmante de um simples lápis. A promessa do agrafar contrariedades, tornam-se em estudos literários que por sua vez, criam, relaxadas e surpreendentes taxas de mortalidade, de baixas corpulentas e chaves esqueléticas.
De novo entram os mosquitos moribundos… queimam, picam e só um seio, mulher ou não mas de preferência, automatizam o redor do cenário. O Sr. Vazio, por sua vez, descontente, muda um estado de espírito para patamares absurdos, impossíveis de alcançar por tretas terrestres mas… acastanhadas. O manifesto da Tinta, é distribuído por ardinas, aspirantes a pegadas luares que sabem eles, ai se sabem, que a inóspita crueldade de uma folha é o relançar de novos desafios.
Num cenário castanho, num equilíbrio angelical, passo a passo, numa velocidade que nem físicas e mundos se acostumam por cobardes nos chamarmos, o seu peluche, inequivocamente, é a sua maior arma…