Soma Astuta (Digitalização Precoce: Pré-Tinta)








Ombro em ombro, o choque afeiçoa a latitude do poder. O confronto entre mentalidades viaja em primeira mão, de soluços cronometrados, de pernas engavetadas e de horas solúveis em água quente. Arrefecimentos temporais são esquiços fotográficos, que anseiam a visão do crescer para um mar tardio em se mostrar. Na conjugação irreflectida mas rotinada, e ainda em primeira mão, um calor de botas metálicas e cordões de alumínio puro abraça a ironia do podre mental. Agarra-o, sacode-o e ilumina a sarjeta das argolas mais que perfeitas, aquelas que catalogam a sabedoria sem saber. Esta acção é o inicio de uma promessa que cai nos travões do caminhar salgado por entre doces destinos.
A chuva rompe o cinto, o vento abana bandeiras de ódio e indiferença e a terra treme... como só quando treme. Há sempre um segredo, louco e astuto, desgarrado e sombrio, que trepa em imaginações fartas e sumarentas. Lá, situa-se no lugar mais quente porque calor com calor dará calor. É o calor do calor que causa mais calor ainda mas só porque a soma dos calores foi realizada. O protagonista é ele. Mas só quando vem em paz. Sem essa paz é o figurante da rua assassinada. A espera fomenta. Vem.

Pressuposto Posto do Plano (P.P.P.)

O saco de quatro rodas muniu-se de parafusos simétricos enquanto a neve do chão se transferia em várias frentes. Várias cores existiam e várias cores se atormentavam na relíquia do encanto de um movimento rotineiro. Um parafuso se enroscava à medida que a pedra do tormento se calçava. Dois parafusos se enroscavam à medida que um passo era decidido e tomado. Consecutivamente, naturalmente, a construção do império era o alicerce-mor do P.P.E.. Mas não escrito ou anunciado qual boa-nova qual quê, estava sim, destinado, num daqueles conceitos que definem a intervenção moral e típica num pressuposto posto de socorro.
Ainda munido e já com várias frentes cobertas, a irrisória colocação de animais encantados passou despercebida e a manutenção do parágrafo descritivo, continuou, num avassalador faz de conta azul. Torneado pelo aspirar constante das palavras más, o parágrafo rapidamente se alargou, numa ironia quase que perfeita. Sabia-se que o vício e a necessidade de artimanhas e respostas prontas era uma co-existência, peculiar é certo, mas habitável, na toca desfeita da sabedoria.
Um furo. Não existe sobressalente. O saco não pára. Os parafusos enroscam-se igualmente. O Plano marcha e a cenoura aquece. A neve derrete, mas só numa frente. Naquela que não está atrás (momento específico da construção). O cubículo sem verso adensa miseráveis gotas de chuva extensas e de fato, com gravata, às riscas e manchadas de sangue, também este de fato e gravata. Desce do saco munido mas agora, vulnerável, olha e pensa, pensa e olha... Sobe para o saco.

P.P.E. -- PLANO DA PERNA ESQUERDA (vocação inicial)

Setenta e três mil e dois passos depois, eis que a hora do abraço encontra a hora do fim. Lá na ruptura de entre vidas, lá no poço de entre chãos. Luz querida, luz desejada, numa escuridão de pender tormentos, num tormento de abraçar o escuro.
Caminho feito, idealizado antes, vistoriado após, seja o que for, a perna esquerda planeia a perna direita. Esta, melindra as notas soltas da hierarquia patente e em voga na garganta alheia e desconhecida. Não existe fruto mais maduro que um conceito experimentado. Não existe um, sem dois.
O mesmo joelho, as mesmas veias e a mesma pele, a mesma carne, a mesma água e o mesmo sangue. O mesmo plano, o mesmo sabor e o mesmo fim, este arrotado pelo sim. O sim que exagera o sentido da imaginação passada, cravada num outro plano, numa outra época. Mas com o mesmo resultado prático. Dois braços existem.
A agulha temporal lambe-se de satisfação, calibra o termómetro da tempestade e alterna sacrificios humanos em nome de um plano ainda sem verso. Constrói paredes de papel e sacos de madeira, ri-se do astuto negro que vigia ao longe e ainda cose baínhas de sabedoria enquanto lê o jornal...sem verso. Café, para que te quero!?
As pegadas esquerdas são as impressões relaxadas de um mosquito com perna. As mesmas são futuros alicerces. E são ainda, abrigos aos que não acreditam. O telhado que os cobre, trouxeram-nos eles, infiéis do Plano da Perna Esquerda.

Tirania do Tempo (o repouso arregaçado)

O som irreflectido da matéria dada provém de uma catástrofe sem par. Sonoriza a sensatez e alivia a pressão beijada num canto encostado e também sem par. Sozinho não significa podridão ou tristeza mas antes um cálculo de pré-aviso e solicitação esguia. Pensemos portanto na tirania colossal. Chamar-se-á tempo?
A garrafa cheia ri-se. Não da garrafa vazia mas sim das letras que se juntam para formarem a quotidiana lengalenga da virtude verbal. Quem não o faz não existe. A mochila rota rompe-se ainda mais, no entanto, ainda assim, carrega, sem queixas ou atritos despropositados, mais e mais. A garrafa vazia lê. Nada mais. Não, nunca se enche. Nunca se preenche. Regalias dela, apenas para ela (contraste absurdo com o guarda-gotas pistoleiro).
Definindo cláusulas e arregaçando independências, costa a costa, o dedo negro aponta para o intervalo entre as garrafas. Ali não se encontra a virtude, ali não se encontra um problema ou solução, nem tão pouco um pouco de pouco. Ali, encontra-se o repouso do tempo.

"Chaviera à Tona" (Surreateca)

A sede é um estado fictício e barato. Assim dita a última mas não menos importante lei de Chaviera.
A água é uma linha contínua nos horizontes onde se encontra mas formada por variações sólidas. Chaviera repete as palavras que gosta, apercebe-se do que significa, reencontra-se e volta ao inicio. É atraente para ela, pertencer e corrigir círculos, muitos fundados por ela, e desabafar gordas gotas de solidez precária. Desabamentos altruístas são questões pessoais que não podem de forma alguma gravar-se na tábua. Dessa forma, a chuva, apaga letras e destrói frases, caindo do chão e dançando incontrolavelmente como forma de maneio às cascas varridas.
E de cascas é a chuva.

Câmara Municipal de Paredes - "Chaviera à tona" Novembro 2010








"CHAVIERA À TONA" CÂMARA MUNICIPAL DE PAREDES 5 - 29 NOVEMBRO 2010


Divulgação "Chavetas de Chaviera" Porto, Outubro 2010


“De formigas em riste, colocou lá a mão sangrenta e estúpida, sabotou a escadaria para a carruagem que a seduziu e entre cenouras azuis, vestido a rigor com o seu pijama voador, calcando os formigueiros aborrecidos por lama imperial, derrotou o piscado de olho com um só piscar. O reino está a salvo. O quantitativo ninguém decidirá a não ser ele próprio. Que susto para os mosquitos moribundos. O redor perdeu.”

Vídeo - "Chavetas de Chaviera" Galeria Geraldes da Silva, Porto outubro 2010


CHAVETAS DE CHAVIERA - GALERIA GERALDES DA SILVA, PORTO - OUTUBRO 2010

Biblioteca Municipal de Lousada - Exposição "A Mentira de Chaviera", Setembro de 2010


Biblioteca Municipal de Lousada - Exposição "A Mentira de Chaviera", Setembro de 2010


Biblioteca Municipal de Lousada - Exposição "A Mentira de Chaviera" Setembro de 2010


“Musculoso Relaxamento Respirado”




“Memória de Chaviera”


“Visão Construtiva"


“(Des)Construindo: Fase Primária”


“Caminhos Pontuais”


“Hora Pousada em Falatório Cruzado”


“Selecção Redonda e Preenchida”


Mirante Equilibrado.

A mirar o longínquo tropeção da facilidade, rejuvenesce a odisseia do equilíbrio, fustigado por balanças, incolores e trapezistas. Outrora, no adeus da liberdade, convocaram olhares terrestres para conjugar o corpete da vaidade, o corpete sujo e alienado de boas memórias. Os mesmos olhares, castigados pela lua andante e boquiaberta, emprestaram-se de sorriso aberto à maquiavélica distracção do incolor. Pinceladas absorvidas pela animosidade contrastaram com os tumultos que a situação provocara. Jaz em mente aberta, esse tal rejuvenescimento mas é mentira quando se auto proclama de sossegado. No sossego, sim, aí sim, qual habitat natural qual quê, obedece às regras estranhas do alcançar alicerces fumados e irrequietos onde a esperança não é mais que o cadáver espinhoso da não verdade, e sistematiza, programa o esplendor da destruição que provocará.
Que lindas rosas e flores amarelas com as joaninhas e as abelhas embelezando, que esplendorosa relva brilhando debaixo do sol que nos aquece, que lindo céu azul que cerra nossas cabeças livres de mal dizeres e artefactos quase vivos, que belo casal que se beija e fazem promessas de amor junto à fonte de água fresca enquanto os passarinhos cor de terra fazem o ninho nas telhas das bonitas casinhas construídas com ardor e suor proveniente do cofre do banco da terrinha. Foda-se!!! O tropeção está agora à mão de semear!!! Até a bota da ironia cobre a distância. Até a melodia do guarda-chuva encobre o sol. As casas desabam enquanto os passarinhos vestem o uniforme, o casal é feito prisioneiro e a água transforma-se em areia roxa, sem equívocos, de peito feito, como se quisesse mostrar que sempre assim foi.
Mira-se agora o tropeção da facilidade como se as pestanas fossem… tão perto está que quase faz parte de um qualquer corpo. Agora sim, equilibra-se o equilíbrio. Quebram-se relógios e balanças, o trapézio é a visualização da não mentira. Jaz em mente aberta, esse tal rejuvenescimento que proclama o desassossego.

Castelos

Milhares de estilhaços depois, o reluzir de sua aura volta a aparecer. Quase que vinda do nada. Estarmos juntos, pesquisa a frontalidade e fortalece a ideia de que a mentira em breve roubará a verticalidade que se apresenta como bandeira do que se é. Para já pouco importa, o interesse está no olhar e no toque, está na vontade de agarrar e suspirar, não para elogiarmos uma ou mais vidas mas antes para enganar a excelência da vivência que assalta constantemente. Consegue-se, iludindo a própria mente por momentos, com rotinas de calos incorporados e com chantagem que explora as pernas esguias de uma personalidade duvidosa. Nesses momentos, as estrelas escurecem o seu brilho, esmorecem escadas de controlo e descontrolam-se as iniciativas que porventura poderiam escrever páginas na história. Dessa forma tornam-se apenas vírgulas e reticências.
De palito ardente e constantemente alheio às nossas vontades futuras, caminhamos na madrugada de um desejo. Planeamos odores e esquizofrenias reluzentes enquanto o céu se transforma em máquina do tempo, onde transportados para um outro mundo seríamos se assim nossas pestanas desejassem. O palito ardente comove-se em poucos segundos enquanto chegamos ao Castelo do Imaginário. Lá, somos recebidos como convidados esperados e tratados como os próprios reis desse castelo. Sentamo-nos em poltronas almofadadas, questionadas pelos séculos que também lá habitam, soltamos palavras de ordem um para o outro e sorrimos às paredes que albergam vidas já vividas.
No nervosismo natural do momento, o que treme são as ideologias e não as realidades que se atravessam rapidamente à nossa frente. O próprio imaginário relança espetos de saudades e é essa a forma dele que faz com que o poço do castelo transborde continuamente. O céu já mal se vê, deduzimos e a terra está queimada. A água esperneia e solta afirmações que furam nosso espanto, enquanto o gelo nem chega a derreter porque nunca chegou a existir. O momento é de quem o apanhar, julga-se.
Avassalador e estonteante para nós, talvez, mas a situação que vivemos não nos é estranha, a diferença é o raio do castelo, coberto com teias de aranha e que consome parte da nossa imaginação e querer. O palito ardente é agora passado e o silêncio torna-se presente. Um silêncio enfeitiçado, que prende as tábuas de uma vontade ilimitada.

Risco

Mudei o nome para Risco. Concentrei a culpa na tua insatisfação. Respirei o lógico da tua existência e sobrevivi na imaginação perdida de duas asas provenientes de uma partida já há muito calculada. Matadouros de felicidades exprimi ao infinito e nada resultou para que também tu mudasses o teu nome.
Insignificante toda a destreza e vontade que impingi a teu favor. Insignificante o som reproduzido na tendência de teu riso que gozo ampliava nos meus olhos. Magia procurava para alcançar a resistência das palavras dirigidas, cobertas de bolor, de chocolate rasurado e de Invernos cavernosos onde os esqueletos de vaidades dançavam com a luz de sobressalto. Era o explendor de música ainda por realizar assente numa pauta ténue e abrupta. Mas nem magia nem a pura da realidade, diz-se que necessária.
O porta recados absorve toda a mentalidade de um coração à venda, que nada obstrui, que nada assusta, nem mesmo o suspiro que se suspira no relaxamento de um esquecer comparado à moeda de troca que tropeça na saca rompida pela unha estrelar que se pinta com pincel de mármore. No recanto, o porta recados destrói, desfaz, faz com que desapareçam as gavetas do idiota e do génio. É num meio, numa época de loucura e solidão, com pergaminhos de fome mental, que surge a malvadez aliada à necessidade de uma dor exacta e pontual, pontuada ao ponto de pontificar maldições condizentes com o azul do inferno branco que dura e dura, sem parar de durar. È duro durar. A estrela da paciência esgotou-se ainda antes da meia-noite. O reflexo pacífico do silêncio que se espera, atrai figuras incontrolavelmente redondas aos olhos da incógnita vivência de uma qualquer construção.
Sem tectos, telhas ou estuque de sobretudos azuis, sem pijamas ou ancinhos, sem meias rasgadas ou portas mal fechadas, o piano destrói a tecla fraca, a mais fraca. A selva da melodia traduz-se no instante em que o desejo atrai mosquitos de gravata em punho, nobres de pseudo-moralismo e peganhentos como cobras ainda por acordar. Sem pés, alcatifas ou tapetes, sem malas ou enfeites, sem tecidos oportunos para cobertas ideais, sem sacos rotos ou canetas amareladas, o piano constrói a tecla forte, a mais forte. A selva da melodia traduz-se, também, no instante em que a pena da escrita voadora entra em cena. E que cena.
A balança está pronta. Desde que o tempo é tempo e o espaço é espaço. Lado a lado. Passo a passo. Seguros pela rede que zela pela igualdade, esses instantes encontram sinal vermelho. Em momentos, para não lhe chamarmos instante, uma vez mais, o sinal transforma-se em verde enquanto se cospe a justiça e, num acaso (!?) de magia, lá está, a hipocrisia sem rede é a tona do desenvolvimento social, é a cena.

Montanhas Perdidas no Imaginário Questionável do Irrisório Transplatado pela Esquizofrenia Estética de Madame Chaviera: Solução de Premonição


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Piano Manco


...


Nascente Estética


Sorriso Caminhante


Respiro Borbulhento


Pressão Equivocada


Prematuro


Não por ali


Castelo da Vaidade


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