
PRÓXIMAS EXPOSIÇÕES:
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abril2011........... CASA DA CULTURA DA TROFA
maio2011.......... SALÃO NOBRE DA CÂMARA MUNICIPAL DE BARCELOS
junho2011........ SALÃO NOBRE DA ASSEMBLEIA PENAFIDELENSE
julho2011......... AUDITÓRIO MUNICIPAL DE VILA DO CONDE
Manhã de olhos quebrados, jejum atinado. Pré-Tinta.







A manhã entrelaçava o odor do despertar. Aquela hora era uma rotina de punho cerrado, lembrando a ironia da chuva que caía desamparada nos cabelos da penumbra social.
O Ressonar do Murmúrio Canibalista. (Pré-Tinta.)
Deslizamentos: a lágrima guerreira em maquia humana. (Pré-Tinta)
Fechou os olhos e bocas, abriu mentes e sorrisos, apadrinhou novos seres e escreveu o seu destino em pedra emprestada. Calçou conjugações estranhas e imperfeitas, cobriu-se de calor e assumiu o vento do norte que ria e ria e ria e ria. Partiu um dedo, calçou uma bota natural e na sintética e cilíndrica passada da morte, viveu. Como nunca ninguém viveu.
Tudo após, após tudo, vida e vida, respiro a respiro, vento a ar e ar a vento, a morte desaparece, no nevoeiro das princesas nebulentas e arrepiadas em que torres se constroem, em que alvoroços ouvem a destreza do truque amaldiçoado que será nada mais nada menos do que o seu futuro com meias de lã e mosquito fardado. De nó engavetado mostra a hora do poste que marca a presença da multidão que rasura as ideias enérgicas do deslizamento vida e vida, ar e ar...
No mesmo desfile, a pista é formada por cadeiras saltantes e pulantes, com números escritos a sangue, sangue este, derramado através dos mesmos escritos peludos e assinados com o dedo cortado. Será o símbolo, será o silêncio de rompante, qual anel de rei qual reinado de príncipe. Sangue que sangra, no futuro delineado da cadeira mancada, dançante e alucinada, que não será mais que a droga verde acastanhada da maquia humana.
Soma Astuta (Digitalização Precoce: Pré-Tinta)

Ombro em ombro, o choque afeiçoa a latitude do poder. O confronto entre mentalidades viaja em primeira mão, de soluços cronometrados, de pernas engavetadas e de horas solúveis em água quente. Arrefecimentos temporais são esquiços
fotográficos, que anseiam a visão do crescer para um mar tardio em se mostrar. Na conjugação irreflectida mas rotinada, e ainda em primeira mão, um calor de botas metálicas e cordões de alumínio puro abraça a ironia do podre mental. Agarra-o, sacode-o e ilumina a sarjeta das argolas mais que perfeitas, aquelas que catalogam a sabedoria sem saber. Esta acção é o inicio de uma promessa que cai nos travões do caminhar salgado por entre doces destinos.
A chuva rompe o cinto, o vento abana bandeiras de ódio e indiferença e a terra treme... como só quando treme. Há sempre um segredo, louco e astuto, desgarrado e sombrio, que trepa em imaginações fartas e sumarentas. Lá, situa-se no lugar mais quente porque calor com calor dará calor. É o calor do calor que causa mais calor ainda mas só porque a soma dos calores foi realizada. O protagonista é ele. Mas só quando vem e
m paz. Sem essa paz é o figurante da rua assassinada. A espera fomenta. Vem.
Pressuposto Posto do Plano (P.P.P.)
P.P.E. -- PLANO DA PERNA ESQUERDA (vocação inicial)
Tirania do Tempo (o repouso arregaçado)
A garrafa cheia ri-se. Não da garrafa vazia mas sim das letras que se juntam para formarem a quotidiana lengalenga da virtude verbal. Quem não o faz não existe. A mochila rota rompe-se ainda mais, no entanto, ainda assim, carrega, sem queixas ou atritos despropositados, mais e mais. A garrafa vazia lê. Nada mais. Não, nunca se enche. Nunca se preenche. Regalias dela, apenas para ela (contraste absurdo com o guarda-gotas pistoleiro).
Definindo cláusulas e arregaçando independências, costa a costa, o dedo negro aponta para o intervalo entre as garrafas. Ali não se encontra a virtude, ali não se encontra um problema ou solução, nem tão pouco um pouco de pouco. Ali, encontra-se o repouso do tempo.
"Chaviera à Tona" (Surreateca)
A água é uma linha contínua nos horizontes onde se encontra mas formada por variações sólidas. Chaviera repete as palavras que gosta, apercebe-se do que significa, reencontra-se e volta ao inicio. É atraente para ela, pertencer e corrigir círculos, muitos fundados por ela, e desabafar gordas gotas de solidez precária. Desabamentos altruístas são questões pessoais que não podem de forma alguma gravar-se na tábua. Dessa forma, a chuva, apaga letras e destrói frases, caindo do chão e dançando incontrolavelmente como forma de maneio às cascas varridas.
E de cascas é a chuva.
Divulgação "Chavetas de Chaviera" Porto, Outubro 2010

Vídeo - "Chavetas de Chaviera" Galeria Geraldes da Silva, Porto outubro 2010
Mirante Equilibrado.
Que lindas rosas e flores amarelas com as joaninhas e as abelhas embelezando, que esplendorosa relva brilhando debaixo do sol que nos aquece, que lindo céu azul que cerra nossas cabeças livres de mal dizeres e artefactos quase vivos, que belo casal que se beija e fazem promessas de amor junto à fonte de água fresca enquanto os passarinhos cor de terra fazem o ninho nas telhas das bonitas casinhas construídas com ardor e suor proveniente do cofre do banco da terrinha. Foda-se!!! O tropeção está agora à mão de semear!!! Até a bota da ironia cobre a distância. Até a melodia do guarda-chuva encobre o sol. As casas desabam enquanto os passarinhos vestem o uniforme, o casal é feito prisioneiro e a água transforma-se em areia roxa, sem equívocos, de peito feito, como se quisesse mostrar que sempre assim foi.
Mira-se agora o tropeção da facilidade como se as pestanas fossem… tão perto está que quase faz parte de um qualquer corpo. Agora sim, equilibra-se o equilíbrio. Quebram-se relógios e balanças, o trapézio é a visualização da não mentira. Jaz em mente aberta, esse tal rejuvenescimento que proclama o desassossego.









