Sussurro Questionado, O Audaz Plano da Perna Esquerda


É o cimento de marca com decreto que manca, são as guerras da paz com lei governada, são, para o efeito da dama guerreira com travessão de plano assente, as guelras santas com escamas questionadas.

Sussurro Questionado

Os profetas que questionam, açambarcaram todas as regalias provenientes da barba que teima em crescer e o povo que segue, que segue sem povo, povo continua na povoação do raio que cai, naquela linha da fronteira onde o imaginário destrói e a realidade se pacifica. É a guerra da paz. É um Sussurro que quando não se ouve prova que existe. Em caso contrário, não é mais que uma gota ou mais que a escama de um arsenal sem armas. O pudor de um Santo que anuncia e espalha tal crença passeia de mão dada no esquizofrénico estudo da condição sensorial. De mão dada quando beijada pela solução encaixada no poço da virtude sem cor. De mão dada ao questionar do Plano.

O tempo e linhas, as unhas e o cabelo, a sedução de planeamento cáustico e sedoso e até mesmo o piano que de manco se intitula assassinam a rua assassinada. Matar por matar origina devaneios que em forma de perna se mostra mas matar por duas vezes não origina mais que um duplo movimento técnico esclarecido. O céu é limpo e o esgoto povoado. Povoado pelas chamas da questionabilidade interpretativa que a gravata recortada enfeita ponto por ponto. Ponto. E rezar a deuses ou pedras, a olhares ou escritos sem caras é o mesmo que escolher o atalho do que não se ouve. À prova de Sussurros é o Plano, à prova de questões que certamente se alimentam de suposições terrestres são as suas leis mas as terapias de canoas remadas, essas, são prova que não é uma maré mas sim, e pelo tacto da língua enfeitada por diamantes de dúvidas, uma nova alínea de petrificação transpirada. E enquanto se transpira, a profecia prevalece e o murmúrio deita-se com o Sussurro de quem se apresenta respirado.

Sussurro Questionado

As cascas de uma face presente rodeavam-se de estranhos sons apelativos àqueles que adormeciam na outrora conquista do palavreado comum. A tensão, por vezes mágica, roía a factura da vontade em acreditar e rasgada era, consoante a vogal do volume do sussurro. Desacreditar tamanha força é tarefa árdua para os dedos mancos do Sussurro, bem vestido, bem-falante, de risca ao meio e peito na vertical, aquela verticalidade que só a régua e esquadro da mente por escravizar permite construir e navegar. O engano, ferramenta crente e milenar passeia-se nos escritos do Plano, derivando e alimentando uma nova filosofia de respirar enquanto se observa. Neste momento, o mosquito é mito, o sol é lua e as nuvens são trampolins de modas sem tampa ou esgoto.

Nas águas correntes, invisíveis para o já estabelecido, ciências profundas e sem crenças desfilam na imensidão do azul adormecido, em lençóis amarrotados pela fauna carnívora e em pseudo-camas, pousadas em pseudo-pássaros, de barbatana e olho clínico, com óleo de picantes traumas e ideias de marés solúveis em transtorno milagreiro.


Sussurro Questionado

De tributo a tributo, sem causas adjacentes à conquista definitiva (soldado ainda adormecido), a profecia de origem é colocada em ponto evolutivo. Aquando da construção do Plano, a ideia que prevalecera induziu questões que povoaram maçãs de barba longa e pavios queimados. Ardentes, por chamas reluzentes e saudosistas, os pavios de carne e osso abraçaram a farda do mosquito que respirava descontroladamente enquanto os rins se quebravam perante tamanha existência. Sem segurança de punho arregaçado ou batimentos contínuos e certeiros, seria no soluço eterno que o Santo Sussurro abolia toda a Lei do Plano. As alíneas de aplicação e conjugação seriam podres alimentos comestíveis para quem o ouvia de soslaio. Esta situação causava a interrupção maciça do caminhar entrelaçado nas estrelas do respiro. O universo tal como era passaria do ponto um para o ponto zero.


Rigor Primário de um Plano

Na época das entranhas normais e dos ossos bem-falantes, um respiro, no seu mais alto esplendor calculado, desenhou a tragédia de uma esquisita entrada. Ao pormenor, de soslaio e de silêncio em pestana, colocou ripas de outrora e cimento de vindouros. Semeou escuridão e nutriu paixão pela luz. Esverdeou milhares de suspiros, cortou horizontes em cadáver, transformou o azul naquele azul e o vermelho naquele vermelho.

As semelhanças, essas, enfiou-as em jarras quebradas pelo vento ciclónico dos estonteantes espaços ainda por preencher, filando-as de seguida num tecto solúvel em suor de mosquito engravatado, um tal que, adiante, seria o portador, na melhor das expressões, da mestria final do respiro. Um tal que, convencido pela sua própria existência carnal aliado à escorregadia gravata que sempre usava, permaneceu na ilusão que sua importância era regra e condição absoluta para que o que transportava transpirasse veracidade.

Proveniente de plenos pulmões e de uma aguda profecia sem autor, o respiro, de carvão e pavão em bico, descalço no chão em pão duro e ressequido, aperfeiçoa a condição de sua existência. O elaborar disponível ao mundo seria demasiado fácil para a expiração calculada ao segundo e sem termos negativos que pudessem causar cócegas autênticas e bailes de gerações em torno de cascas descascadas aquando da outra parte, a inspiração. Esta é o som, é a relíquia do pêssego sumarento, é, sem abstracto ou mesquinhas unhas saturadas, a realidade de calças e camisa em vinco perfeito… que em inúmeras dobras se escondem na gaveta do pavão.

Papel, sujo de conformidades e regras alternadas por esquiços endiabrados choca com a paisagem que por detrás da caixa humana se esconde. A faísca alucina o olho à mercê dos que pressentem e quebra a mão dos que soltam uma acção. A luz criada sustém almofadas de momentos já imaginados e, no suspiro do toque, no toque suspirado as linhas abraçam a tinta e perguntam o porquê. A resposta, e de rompante, marca território ainda antes da pontuação, e no seu dever atira: “Porque sim.”.

A função do toque suspirado causa uma indignação tal na boca da caixa humana que protestos correram veias e tendões da fita amarela, como que demonstrando a procura de uma meta que parecia nem tão pouco existir. Gritos em torno de pêlo amordaçado fritaram cérebros e argolas de processos contínuos que se vendem a qualquer pedaço de calafrio material. Milenar, claro está, mas um novo plano não se cinge a um novo novo.

A glória do provável êxito e da conquista dança isolada, nua, crua e sem espinha que possa porventura posar no palco da fria e entretida decepção. Poucos sabem, muitos tentam e alguns imaginam. O novo pertence a algum. O pêlo, quando eriçado, pertence a muitos e o respiro que actua quando perna lhe chama é Rei presente nos poucos.

No patamar mais alto, após subida, ao som do famoso piano manco que arrota colcheias de dor e prazer, a definição do discurso ainda não preenche verso de existência nem tinta de odor. Não lembra terras por conquistar nem seduções produzidas em materiais que relançam sincronias entre livros de arte sem arte. Não semeia cores de tornozelos em chamas ou pulsos com cortes de mares entre desenhos da mulher imperfeita.


A Aplicação Linear do Plano

Nas linhas que definem o Plano, vestidas a rigor com trajes de vidro futuro, batalhas são travadas com o intuito de progredir rapidamente. A mesma rapidez, trunfo de destino é também regra. Mas quem no seu perfeito juízo obedece a uma regra quando esta é peça de uma batalha? Mais importante ainda, quem a aplicará correctamente, sem fugas ou implementos de fugas? O respiro? O Tal? O café?

Banalizam-se os valores, distrai-se a corrente e desligam-se etapas de conquista. Não há general e só soldado se apresenta. Aprumado, de cabelo em triste maré e de ódio em veia apertada. Nos seus batimentos cardíacos sacode-se a calma que estorva a intervenção que o espera e rega-se com solidez ofensiva. Mas as batalhas continuam. Outra coisa não seria de esperar. A perna esquerda deseja tornar-se na perna direita, é o aproveitamento escaldado, é o momento inspirador mas é também o momento que se pode tornar igual a um qualquer outro, com longa barba e bigode e com sabedoria suficiente para encarnar a rigidez da condução do Plano. Outrora, suculento e promissor, mas o contemporâneo odor social infesta as regalias futuras, que, entrelinhas, estariam a ser estipuladas.

No entendimento e no absorver desse odor, repousa potencialmente a linha única em que o Plano se transformará. Com remela e evidentes torturas físicas, com dores e prazeres escondidos, soltará o grito que em murmúrio ainda se apresenta, e na discrepância das (in) decisões populares fará a fortuna do alcançado. As mesas não mais serão quadradas. Os olhares serão rectos e a mudança vertical.

No resto do resto, resta sem réstia… a aplicação. A crosta da mesma irá cobrir a sedução mas só após cativar em pleno toda a solução a que se prestou. A inspiração, com a sombra dos Murmúrios em carne fresca, torna-se agora na verdade fatal que, com lanças de rodopios entre guerreiros seduzidos, destrói as fechaduras do futuro e escreve o presente.

Murmúrio Categórico

Na cadeira malmequer que cola a ideia transparente, repousa a transformação futura e possível que a perna esquerda se sujeitará. Sem matéria solúvel, sem rios de grandeza ou grutas de vergonha, a naturalidade desta questão está ao de cima. É como no jogo que ainda decorre. A diferença é que um fim se anuncia a ponto de esquivar o sumário da lição ainda por leccionar. A ausência da aula é ponto fulcral do Plano. É a categórica alínea que define uma perna de outra. É onde a inocência se desprende e viaja, onde o longe e o perto não existem, onde o preto é transparente no branco sossegado pela narina do escrito recente.

PRÓXIMAS EXPOSIÇÕES:

" O AUDAZ PLANO DA PERNA ESQUERDA "
josé a. nunes
2011

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abril2011........... CASA DA CULTURA DA TROFA

maio2011.......... SALÃO NOBRE DA CÂMARA MUNICIPAL DE BARCELOS

junho2011........ SALÃO NOBRE DA ASSEMBLEIA PENAFIDELENSE

julho2011......... AUDITÓRIO MUNICIPAL DE VILA DO CONDE

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" A agulha temporal lambe-se de satisfação, calibra o termómetro da tempestade e alterna sacrifícios humanos em nome de um plano ainda sem verso. Constrói paredes de papel e sacos de madeira, ri-se do astuto negro que vigia ao longe e ainda cosa bainhas de sabedoria enquanto lê o jornal. As pegadas esquerdas são as impressões relaxadas de um mosquito com perna. E são ainda, abrigos aos que não acreditam. O telhado que os cobre, trouxeram-no eles, os infiéis do Plano da Perna Esquerda. "

Manhã de olhos quebrados, jejum atinado. Pré-Tinta.

















A manhã entrelaçava o odor do despertar. Aquela hora era uma rotina de punho cerrado, lembrando a ironia da chuva que caía desamparada nos cabelos da penumbra social.
O risco da saudade alargava-se à medida que absorvia os ponteiros da realidade que viria. O vento cuspia rasgos de liberdade e chorava lágrimas de raízes gordas e nutridas com pó da imaginação das árvores celestes. As pegadas soltas andavam, sozinhas, sem destino, em círculos, delineando o poder da solidão e a razão da pestana solta.
Foi então que os olhos se quebraram, quais vidros quais corações e a gente, aquela que vagueia nessa mesma hora, em nada reparou. Não lhes apeteceu nem tão pouco lhes competia. Pedras e mais pedras, murmúrios e sussurros, socos e pontapés atinavam com o sol que tardava em chegar. Era uma manhã igual a qualquer outra. Nada diferenciava a hora, nem um segundo ou um passo que fosse. Era a palavra da monotonia.
Em jejum aceitavam, sem aparências emprestadas. Em jejum realizavam o nada.

O Ressonar do Murmúrio Canibalista. (Pré-Tinta.)

A humanidade prendeu-se em fasquias que não abraçam as asas da liberdade real. Constata-se, em soluços de realidade, que a provisória unha do contentamento se corta automaticamente à medida que o vento dilui terras de corruptos e de vaidade extrema.
Pedras insolúveis e riachos de carnificina redonda fomentam os quadrados que abrangem migalhas de lassidão tosca em cabelos roxos estrelares. As mesmas pedras constroem o caminho que uma ilusão galga a sete mil e duzentos pés mas que nunca encontrará uma meta, pelo menos digna de assim se chamar. O nevoeiro é intenso e as fasquias são como uma cor que não existe.
Milagres e profecias sentam-se frente a frente com a ciência exacta do canibal Murmúrio. Horas, dias e até semanas é o tempo do jogo a que se prestam jogar. Não há truques nem sussurros, não há santos nem carne que escape à possibilidade do mastigar, do conceito particularizado pelo dente de alumínio, observado por navegadores húmidos e presos na bocarra ideológica e utópica da liberdade(real).
Murmurar sem combustível gasta a sincronia do corpo. Dessa forma, as orelhas descambam e os olhos se fecham. A boca sossega e os dedos entrelaçam-se sem tréguas com tactos vindouros. Semanas passaram e o jogo ainda decorre, numa paciência de musgo azul, numa calma de teias verdes. A vitória dorme, deitada no sofá da esquizofrénica ideia e a derrota, essa, já há muito que trepa sonhos e pesadelos. Mas só a liberdade(real!?) ressona...

Deslizamentos: a lágrima guerreira em maquia humana. (Pré-Tinta)

Desfilou entre tábuas sem medo ou receio. Deslizou entre corpos sem guerra ou raiva. Sorriu entre olhares e teias de tecido verde acastanhado. Lembrou-se do que teve e do que tinha agarrando firmemente o que tem. Largou margens de saudade e arrepiou caminhos esqueléticos na maratona diária e constante do confronto pêlo/alegria. Assassinou a tristeza ardente que a consome e bufou o fumo da acção com calma e destreza, que lhe confere assim, a brava alcunha de guerreira. A lágrima surgiu.
Fechou os olhos e bocas, abriu mentes e sorrisos, apadrinhou novos seres e escreveu o seu destino em pedra emprestada. Calçou conjugações estranhas e imperfeitas, cobriu-se de calor e assumiu o vento do norte que ria e ria e ria e ria. Partiu um dedo, calçou uma bota natural e na sintética e cilíndrica passada da morte, viveu. Como nunca ninguém viveu.
Tudo após, após tudo, vida e vida, respiro a respiro, vento a ar e ar a vento, a morte desaparece, no nevoeiro das princesas nebulentas e arrepiadas em que torres se constroem, em que alvoroços ouvem a destreza do truque amaldiçoado que será nada mais nada menos do que o seu futuro com meias de lã e mosquito fardado. De nó engavetado mostra a hora do poste que marca a presença da multidão que rasura as ideias enérgicas do deslizamento vida e vida, ar e ar...
No mesmo desfile, a pista é formada por cadeiras saltantes e pulantes, com números escritos a sangue, sangue este, derramado através dos mesmos escritos peludos e assinados com o dedo cortado. Será o símbolo, será o silêncio de rompante, qual anel de rei qual reinado de príncipe. Sangue que sangra, no futuro delineado da cadeira mancada, dançante e alucinada, que não será mais que a droga verde acastanhada da maquia humana.

Soma Astuta (Digitalização Precoce: Pré-Tinta)








Ombro em ombro, o choque afeiçoa a latitude do poder. O confronto entre mentalidades viaja em primeira mão, de soluços cronometrados, de pernas engavetadas e de horas solúveis em água quente. Arrefecimentos temporais são esquiços fotográficos, que anseiam a visão do crescer para um mar tardio em se mostrar. Na conjugação irreflectida mas rotinada, e ainda em primeira mão, um calor de botas metálicas e cordões de alumínio puro abraça a ironia do podre mental. Agarra-o, sacode-o e ilumina a sarjeta das argolas mais que perfeitas, aquelas que catalogam a sabedoria sem saber. Esta acção é o inicio de uma promessa que cai nos travões do caminhar salgado por entre doces destinos.
A chuva rompe o cinto, o vento abana bandeiras de ódio e indiferença e a terra treme... como só quando treme. Há sempre um segredo, louco e astuto, desgarrado e sombrio, que trepa em imaginações fartas e sumarentas. Lá, situa-se no lugar mais quente porque calor com calor dará calor. É o calor do calor que causa mais calor ainda mas só porque a soma dos calores foi realizada. O protagonista é ele. Mas só quando vem em paz. Sem essa paz é o figurante da rua assassinada. A espera fomenta. Vem.

Pressuposto Posto do Plano (P.P.P.)

O saco de quatro rodas muniu-se de parafusos simétricos enquanto a neve do chão se transferia em várias frentes. Várias cores existiam e várias cores se atormentavam na relíquia do encanto de um movimento rotineiro. Um parafuso se enroscava à medida que a pedra do tormento se calçava. Dois parafusos se enroscavam à medida que um passo era decidido e tomado. Consecutivamente, naturalmente, a construção do império era o alicerce-mor do P.P.E.. Mas não escrito ou anunciado qual boa-nova qual quê, estava sim, destinado, num daqueles conceitos que definem a intervenção moral e típica num pressuposto posto de socorro.
Ainda munido e já com várias frentes cobertas, a irrisória colocação de animais encantados passou despercebida e a manutenção do parágrafo descritivo, continuou, num avassalador faz de conta azul. Torneado pelo aspirar constante das palavras más, o parágrafo rapidamente se alargou, numa ironia quase que perfeita. Sabia-se que o vício e a necessidade de artimanhas e respostas prontas era uma co-existência, peculiar é certo, mas habitável, na toca desfeita da sabedoria.
Um furo. Não existe sobressalente. O saco não pára. Os parafusos enroscam-se igualmente. O Plano marcha e a cenoura aquece. A neve derrete, mas só numa frente. Naquela que não está atrás (momento específico da construção). O cubículo sem verso adensa miseráveis gotas de chuva extensas e de fato, com gravata, às riscas e manchadas de sangue, também este de fato e gravata. Desce do saco munido mas agora, vulnerável, olha e pensa, pensa e olha... Sobe para o saco.

P.P.E. -- PLANO DA PERNA ESQUERDA (vocação inicial)

Setenta e três mil e dois passos depois, eis que a hora do abraço encontra a hora do fim. Lá na ruptura de entre vidas, lá no poço de entre chãos. Luz querida, luz desejada, numa escuridão de pender tormentos, num tormento de abraçar o escuro.
Caminho feito, idealizado antes, vistoriado após, seja o que for, a perna esquerda planeia a perna direita. Esta, melindra as notas soltas da hierarquia patente e em voga na garganta alheia e desconhecida. Não existe fruto mais maduro que um conceito experimentado. Não existe um, sem dois.
O mesmo joelho, as mesmas veias e a mesma pele, a mesma carne, a mesma água e o mesmo sangue. O mesmo plano, o mesmo sabor e o mesmo fim, este arrotado pelo sim. O sim que exagera o sentido da imaginação passada, cravada num outro plano, numa outra época. Mas com o mesmo resultado prático. Dois braços existem.
A agulha temporal lambe-se de satisfação, calibra o termómetro da tempestade e alterna sacrificios humanos em nome de um plano ainda sem verso. Constrói paredes de papel e sacos de madeira, ri-se do astuto negro que vigia ao longe e ainda cose baínhas de sabedoria enquanto lê o jornal...sem verso. Café, para que te quero!?
As pegadas esquerdas são as impressões relaxadas de um mosquito com perna. As mesmas são futuros alicerces. E são ainda, abrigos aos que não acreditam. O telhado que os cobre, trouxeram-nos eles, infiéis do Plano da Perna Esquerda.