Errata nasceu na vila de Azelha, concelho de TintaNegra, no mundo imperfeito e acostumado de Martírio, situado a dois dedos-luz do planeta, seja ele qual for, que nos encontramos. A sua vida é passada em grande parte em cima de uma árvore, juntamente com pássaros que tinham medo de voar, para onde a família se muda em 1923, nessa altura, era uma estranha qualquer coisa de apenas dois anos de idade. Dificuldades em entender o porquê de estar numa árvore impedem-na de se definir como uma outra qualquer coisa, sendo assim, interessa-se pela verticalidade cultural de sua nova casa e estuda-a durante anos a fio. Essa curiosidade, chamemos assim, iria acompanhar Errata até à sua morte.
Formou-se na Escola Superior de Vidros Partidos, situada na Igreja da Misericórdia da Montanha Incógnita, famosa por nunca ter sido descoberta. Este facto valeu a Errata o seu primeiro emprego, Guardadora de Montanhas Que Nunca Ninguém Viu. Fascinada por erros, visitava, quando o Planeta Martírio adormecia no colo das cenouras azuis, as margens dos rios literários, que percorriam esse mesmo planeta. Donos de correntes extremamente fortes, pertenciam-lhes os chinelos de algodão que galgavam o liame cultural existente.
Aos 24 anos encontra o seu primeiro erro, na margem do Rio Azul, no mesmo ano em que é inventado um engenho que permitia o transporte para um outro mundo situado até…dois dedos-luz, fruto da capacidade tecnológica e cultural do mundo em que Errata vivia. Invenção Maquinalmente Artificial Girando Inter-Nação (I.M.A.G.I-Nação), de seu nome e muito popular por terras martirizadas. Depois de encontrar o seu primeiro erro, Errata, encorajada por tal feito, apresenta a seu empregador dados que supostamente davam conta do local exacto da Montanha Incógnita. Errata estava certa e consequentemente, visto que não encontrou erros nesses dados, é demitida de Guardadora de Montanhas Que Nunca Ninguém Viu. Contudo, persiste, e dezoito anos depois, chovendo doutrinas lacrimejantes e insossas, infiltra-se na Estação “Engenho Que Permite Transporte” e embarca na jangada das 26h13m. Quis o destino ou algo semelhante que a jangada de cal pousasse em cima de uma árvore em nosso planeta, seja ele qual for, precisamente às 26h14m. Errata resolve dedicar-se à procura de erros até ao fim de seus dias.
Errata vagueou no infinito engravatado que cobria as terras sujas e gastas. Assimilou o novo mundo, casando-se com Imundo, disfarce engendrado e de solução prática para passar despercebida, algo que no futuro, tal facto, não se acomodaria a sua personalidade. Disfarçada, tentou encontrar erros. Não lhe foi difícil, conseguiu. Os erros pulavam de metro a metro, existiam como grãos de areia num deserto. Mas não eram esses erros os desejados, antes aqueles que faziam pular. Mas a mais valia, o pormenor que a destacava, era o seu modus operandis, a forma como procurava e encontrava os erros. Criou e fomentou sua estratégia, que por sua vez, usou Errata para a moldar à sua imagem, uma estratégia que levantaria um elefante em viagem apenas e só com o conceito da mesma.
28 anos depois, após vários erros congelados e divulgados, Errata não se satisfaz nem satisfaz. O aperfeiçoamento de sua estratégia continua e essa lassidão parecia não ter fim. Num tudo ou nada, num desespero de queimar suor, Errata conjuga toda a aprendizagem, mascara-se e decide procurar um Erro, de letra maiúscula. Corajosa mas hipócrita, eram já muitos anos em nosso mundo, seja ele qual for. Sendo assim, com armadilhas e camuflagem dignas do mais animalesco dotado, encontrou um Erro que permitiu marcar toda uma geração de erratas. O pecado foi seu alimento.
De 1979 a 1990, Errata encontra mais 3 Erros. Os mesmos referiam-se a um pássaro com medo de voar, um papel e a uma negatividade explícita na consciência humana. Anos depois, entre 1994 a 2004, encontra mais 5 Erros, todos eles relacionados com o porquê de não vivermos em árvores durante a nossa existência.
Errata faleceu a 20 de Agosto de 2011, aos 86 anos de idade, em sua casa onde residia com o seu marido Imundo, junto ao rio, vítima de procura crónica. Errata estava doente há algum tempo e o seu estado agravou quando um Mago, dono de um Erro que Errata procurava e desejava, lhe prometeu por vias mágicas, sarar sua doença, se não mais o importunasse. Errata, vertical artificial como já se tornara, rejeitou e como se não bastasse aconselhou o Mago a usar suas intenções e supostas mágicas nele próprio. O Mago reagiu. O que se segue é essa mesma reacção, a Errata de Sarar Magos.
Formou-se na Escola Superior de Vidros Partidos, situada na Igreja da Misericórdia da Montanha Incógnita, famosa por nunca ter sido descoberta. Este facto valeu a Errata o seu primeiro emprego, Guardadora de Montanhas Que Nunca Ninguém Viu. Fascinada por erros, visitava, quando o Planeta Martírio adormecia no colo das cenouras azuis, as margens dos rios literários, que percorriam esse mesmo planeta. Donos de correntes extremamente fortes, pertenciam-lhes os chinelos de algodão que galgavam o liame cultural existente.
Aos 24 anos encontra o seu primeiro erro, na margem do Rio Azul, no mesmo ano em que é inventado um engenho que permitia o transporte para um outro mundo situado até…dois dedos-luz, fruto da capacidade tecnológica e cultural do mundo em que Errata vivia. Invenção Maquinalmente Artificial Girando Inter-Nação (I.M.A.G.I-Nação), de seu nome e muito popular por terras martirizadas. Depois de encontrar o seu primeiro erro, Errata, encorajada por tal feito, apresenta a seu empregador dados que supostamente davam conta do local exacto da Montanha Incógnita. Errata estava certa e consequentemente, visto que não encontrou erros nesses dados, é demitida de Guardadora de Montanhas Que Nunca Ninguém Viu. Contudo, persiste, e dezoito anos depois, chovendo doutrinas lacrimejantes e insossas, infiltra-se na Estação “Engenho Que Permite Transporte” e embarca na jangada das 26h13m. Quis o destino ou algo semelhante que a jangada de cal pousasse em cima de uma árvore em nosso planeta, seja ele qual for, precisamente às 26h14m. Errata resolve dedicar-se à procura de erros até ao fim de seus dias.
Errata vagueou no infinito engravatado que cobria as terras sujas e gastas. Assimilou o novo mundo, casando-se com Imundo, disfarce engendrado e de solução prática para passar despercebida, algo que no futuro, tal facto, não se acomodaria a sua personalidade. Disfarçada, tentou encontrar erros. Não lhe foi difícil, conseguiu. Os erros pulavam de metro a metro, existiam como grãos de areia num deserto. Mas não eram esses erros os desejados, antes aqueles que faziam pular. Mas a mais valia, o pormenor que a destacava, era o seu modus operandis, a forma como procurava e encontrava os erros. Criou e fomentou sua estratégia, que por sua vez, usou Errata para a moldar à sua imagem, uma estratégia que levantaria um elefante em viagem apenas e só com o conceito da mesma.
28 anos depois, após vários erros congelados e divulgados, Errata não se satisfaz nem satisfaz. O aperfeiçoamento de sua estratégia continua e essa lassidão parecia não ter fim. Num tudo ou nada, num desespero de queimar suor, Errata conjuga toda a aprendizagem, mascara-se e decide procurar um Erro, de letra maiúscula. Corajosa mas hipócrita, eram já muitos anos em nosso mundo, seja ele qual for. Sendo assim, com armadilhas e camuflagem dignas do mais animalesco dotado, encontrou um Erro que permitiu marcar toda uma geração de erratas. O pecado foi seu alimento.
De 1979 a 1990, Errata encontra mais 3 Erros. Os mesmos referiam-se a um pássaro com medo de voar, um papel e a uma negatividade explícita na consciência humana. Anos depois, entre 1994 a 2004, encontra mais 5 Erros, todos eles relacionados com o porquê de não vivermos em árvores durante a nossa existência.
Errata faleceu a 20 de Agosto de 2011, aos 86 anos de idade, em sua casa onde residia com o seu marido Imundo, junto ao rio, vítima de procura crónica. Errata estava doente há algum tempo e o seu estado agravou quando um Mago, dono de um Erro que Errata procurava e desejava, lhe prometeu por vias mágicas, sarar sua doença, se não mais o importunasse. Errata, vertical artificial como já se tornara, rejeitou e como se não bastasse aconselhou o Mago a usar suas intenções e supostas mágicas nele próprio. O Mago reagiu. O que se segue é essa mesma reacção, a Errata de Sarar Magos.





